Categoria: Política

FALTA ÁGUA E FALTA PLANEJAMENTO

Sobre o problema de falta de água em Valença quero dizer que, já se alastra por muitos anos esse descaso, todo ano quando chega o verão é esse dilema, falta de água nas torneiras e as vezes todos os dias. Não que eu queira defender Robenilson, mas se olharmos para trás teve gestor do SAAE que construiu um grandioso prédio para a sede do órgão e não teve coragem de fazer um tanque de captação para resolver ou amenizar esse problema do futuro (que é atual).

Agora, que o seu atual gestor precisa esclarecer qual o motivo que falta tanta água nas torneiras, isso precisa. A população carece de informações e trabalhos de conscientização para saber como economizar, já que existe essa crise de falta de água pelo aumento do consumo.

Concordo que o SAAE deve fazer essas interrupções de água periodicamente, mas deveria ser uma interrupção programada, avisando dia, hora e por quanto tempo ficará sem água. Isso leva o consumidor a se preparar para a crise e não deixará ninguém aborrecido.

ORLA DE VALENÇA PRECISA DE MAIS ATENÇÃO

A melhor forma de manter uma cidade em bom estado é a sua manutenção diária, quando isso não acontece descamba para o sucateamento. Tenho observado que o poste que fica na Orla de Valença, precisamente no Boteco de Doriva, já tem mais de quinze dias que está sem luz e não se vê ninguém tomar providências. São essas pequenas ações que nos mantém vivos e esperançosos de que as coisas estão melhorando, caso contrário, aquilo será um motivo para que as pessoas comecem a bater na administração e isso cria um desgaste terrível.

Vamos levar ao conhecimento da prefeitura e da SB (empresa que faz essa manutenção), que não deixem a Orla largada, nós comerciantes do local estamos tentando segurar aquele espaço no braço, pois o local já é sem iluminação nenhuma, calçada esburacada e, ainda sem manutenção… fica difícil de segurar.

COMENTÁRIO DE UM LEITOR DA FOLHA DE SÃO PAULO, SOBRE OS TRÊS PATETAS

Sobre o episódio que envolve o primeiro ministro britânico, a primeira ministra dinamarquesa e o presidente dos Estados Unidos, onde pareciam três adolescentes babacas, no funeral do maior líder humanitário do planeta, Nelson Mandela, um leitor da folha de São Paulo fez esse comentário abaixo:

três patetas“O britânico é puxa-saco, a loira oportunista e o Obama um avacalhado! A única séria ali é a esposa, que, depois, fica com o papel de chata, mas a única com a conduta e a moral correta para a ocasião em questão”.

HMBÚRGUER DE CAMARÃO DO PELEGRINI FICA EM TERCEIRO LUGAR NO FESTIVAL GASTRONÔMICO

hamburger de camarão

Esse foi o hambúrguer que disputou com as feras da gastronomia de Valença e ficou com o terceiro lugar dentre tantos pratos de grande qualidade. Não é fácil ser avaliado por chefs internacionais e ser reconhecido por ser diferente.

Se você quiser provar um desses, passa lá no Quiosque do Pelegrini na Orla de Valença.

Vejam a publicação que o Chef Alício Charot fez na sua linha do tempo falando sobre nosso hambúrguer:

“Inovação na terra do Dendê
Uma das coisas que me chamaram a atenção na cidade de Valença, por conta do
Festival Gastronômico de Valença, foi a grande quantidade de pessoas criativas quando se trata de reinventar alimentos, tem de tudo, picolés dos mais variados sabores, alguns até bastante incomuns, como o de abobora ou quiçare, cocadas com pimenta e Maracujá, o oleo de dendê, um substituto competitivo à soja, enfim, muita gente criando coisas legais: mas um particularmente me chamou a atenção, foi o Hambúrguer de Camarão, muito bem desenvolvido pelo Washington Pelegrini, que também produz deliciosos sorvetes, ficou em 3º lugar na premiação de prato do evento”.

Projeto Vivências da UNEB proporcionam trabalho e cidadania

uneb pedagogico O Vivências é um projeto de Extensão Universitária que pretende contribuir para o desenvolvimento de comunidades em situação de vulnerabilidade. A iniciativa busca envolver docentes, discentes e técnicos da UNEB em projetos que promovam o intercâmbio de saberes entre a Universidade e a comunidade, através da mobilização comunitária. Tem por objetivo geral ampliar a relação entre universidade e as comunidades, que de forma participativa, buscarão responder às demandas locais e como objetivos específicos construir projetos participativos com as comunidades identificadas, mediando o acesso dessas mesmas comunidades às políticas públicas ainda ausentes, proporcionando emancipação dos sujeitos e inclusão social.

Valença está entre os municípios que receberão ginásio poliesportivo do PAC 2

quadras poliesportivas O planejamento feito pela prefeita Jucélia Nascimento com vistas a captar recursos junto aos órgãos federais e estaduais teve mais uma resposta positiva nesta terça-feira (10), quando o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, anunciou os municípios que irão receber unidades do Centro de Iniciação ao Esporte (CIE), programa de infraestrutura esportiva do PAC 2. Entre os selecionados está Valença, que conquistou uma unidade do CIE 3, cujo modelo é o maior e mais completo de todos,  no valor de R$ 3,5 milhões.

quadras poliesportivas II A prefeita Jucélia está em Brasília juntamente com sua assessora especial, Juliana Brito, convidadas que foram pela ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, e pelo ministro  Aldo Rebelo, para participar  da solenidade do anúncio dos municípios selecionados no projeto realizada às 14h30 no auditório da sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit).

“MAS CONFESSO ABESTALHADO QUE ESTOU DECEPCIONADO”, PARAFRASEANDO RAUL SEIXAS

Por Wolff Moitinho

Confesso que não sei dizer com certeza quando começou o sofrimento do povo valenciano com a falta de água nos reservatórios das casas e dos estabelecimentos industriais, comerciais e de prestadores de serviços. Mas garanto-lhes que nas administrações anteriores do SAAE as queixas não foram tão constantes quanto as que hoje são propaladas no seio desta nossa comunidade. Pouco tempo transcorreu da posse da então gestora municipal e vemos uma gestão pífia da autarquia, antes mesmo de completar um ano de mandato.

Alegações são diversas: quebra ou queima de bombas, barragem sem planejamento adequado, rios com pouco volume de água, capacidade de armazenamento de água insuficiente, etecetera, etecetera, etecetera… é o que ouvimos circular como respostas dos gestores da autarquia.

Balela! Sem nenhuma explicação a diretoria do SAAE toca a pior administração já existente em todos os anos da autarquia, desrespeitando a dignidade do povo valenciano, porque água é um bem essencial, imprescindível, e não há justificativa para faltar o líquido precioso todos os dias nas torneiras das residências e estabelecimentos empresariais, em uma região com alto índice pluviométrico. Valença não está situada no semiárido baiano; o município está localizado no litoral, Região do Baixo Sul da Bahia, dentro, por assim dizer, de uma bacia hidrográfica formada por vários rios, nascentes, lagos e lagoas, reconhecida pelo governo estadual e federal.

As reclamações constantes da população parecem que não estão sendo ouvidas pelas autoridades, ou, se estão, fazem como os antigos que não se importavam com dores e gritos dos aflitos, homens mulheres e crianças, seus subordinados. As autoridades responsáveis pelo abastecimento de água deste nosso município parecem que possuem “ouvidos de marcador”.

Por outro lado, sabendo que vivemos em um país democrático, creio que os cidadãos deste nosso município são realmente pacíficos. Em outras localidades, já estariam defronte as portas da prefeitura e/ou do órgão responsável pelo abastecimento de água protestando veementemente contra a inoperância dos gestores, exigindo que providências fossem tomadas imediatamente, porque planejamento é uma fase antes da execução. Motores queimados são facilmente substituídos por novos, enquanto se reparam os velhos queimados; sempre há possibilidade de maior captação de água dos rios em época de chuvas; e, dinheiro no SAAE não falta, pois são constantes os valores crescentes dos recibos de cobrança tanto das pessoas físicas quanto do empresariado.

Com tanto desleixo existente, em conversa com populares, foi aventado o ressurgimento da hipótese de privatização do SAAE por um grupo empresarial que, em passado recente, defendeu o postulado. A bem da verdade, ações iguais a esta ocorreram e ainda ocorrem nos governos federal e estadual.

Quem não se lembra do antigo BANEB? O Banco do Estado da Bahia foi privatizado porque diziam resultar prejuízos e foi adquirido pelo Bradesco, que ampliou os seus lucros. O BANESE também sofreu influências maldosas com o intuito de privatizá-lo, mas a população sergipana questionou o governo e hoje o BANESE, Banco do Estado de Sergipe, continua pertencendo ao Estado e em plena atividade lucrativa.

Evidente que não se pode afirmar taxativamente a existência de tal hipótese, mas vivemos com seres humanos e alguns “vendem a própria mãe” quando se trata de “ganhar dinheiro” e nesse momento deixam de lado a ética, a moral e passam por cima da própria lei.

A história do nosso país evidencia os corruptos que recheiam as páginas da imprensa e os espaços da mídia falada e, a partir do momento em que o cidadão desobedece as regras e não recebe punição exemplar, os demais não veem motivos para não fazer o mesmo se o ilícito lhes trouxer benefícios.

Criar subterfúgios com o intuito de auferir lucros faz parte do “jeitinho brasileiro”, da “lei de Gerson” que prega a obtenção de vantagem em tudo e de qualquer maneira. Portanto, deve-se levar também em conta a possibilidade de, ao vislumbrar qualquer notícia que surja neste sentido, a comunidade reagir imediatamente.

Neste momento, o que queremos é água nas torneiras todos os dias com a força suficiente para abastecimento das residências e provimento das atividades empresariais de todos os seguimentos do município de Valença, nos mesmos moldes ou melhor que os anteriores, nunca como o ofertado pelo SAAE da gestão atual da Prefeitura Municipal de Valença.

Agora, um “recado das águas” para Valença

Por Jorge Amorim

Quem chegou a Valença na sexta-feira, 29 de novembro, ficaria admirado ao ver que não restava praticamente nenhum vestígio deixado pelo alagamento causado pelas chuvas ocorridas no dia anterior, quinta-feira (28 de novembro), se aqui estivesse,quando 254 milímetros de água pararam a rotina de quase todos os valencianos, localizados na microrregião do Baixo sul da Bahia, também conhecida como Costa do Dendê, devido ao transbordamento do rio que corta a cidade, o Una, e pelo represamento de águas em algumas ruas de bairros como Estância Azul, Bolívia e Graça, o qual foi provocado pela falta de escoamento naquelas.

Deve ter sido desesperador para os moradores dos bairros atingidos e de outras partes da cidade serem afugentadas pela água barrenta invadindo suas residências levando móveis e eletrodomésticos. Mas com a bonança expulsando as pesadas e plúmbeas nuvens, além de atentar-se para os prejuízos pós-tempestade, Valença ficou algumas horas sem o abastecimento de água, coincidentemente na semana posterior ao caos das chuvas, entre 03 e 04 de dezembro (terça-feira e quarta-feira, respectivamente). Ou seja, enquanto em uma semana “sobrava” água, na outra chegou literalmente a faltar.

O provável motivo que atenuou as dúvidas de muitos valencianos querendo saber “por que a água não saía pela torneira” teriam sido os problemas nos motores que impulsionam a distribuição aquífera, responsabilidade do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, SAAE, órgão público ligado a prefeitura municipal de Valença. Criado através da lei municipal nº 676 de 21 de julho de 1965, durante a gestão de Gentil Paraíso Martins (1963-1966), o SAAE foi projetado para “operar, manter, conservar e explorar […] os serviços de água potável”, conforme reza a alínea “c” do artigo 2º daquela lei. Entendamos um pouco dela.

Com a inovação de conceder ao município a tarefa autônoma de disseminar para cada lar valenciano a água para beber, tomar banho e lavar roupa, dentre outras coisas, o SAAE é uma autarquia que tem um diretor nomeado pelo gestor municipal (artigo 3º). Trocando em miúdos, a pessoa que responde pelo SAAE é uma indicação “política” do prefeito, ação ainda permanente no governo de Jucélia Nascimento (2013-2016), o qual atribuiu a Robenilson de Miranda Reis a diretoria da entidade.

A ausência temporária de água em muitos lares valencianos na semana passada foi o estopim de reclamações, algumas destas propagadas nas rádios Valença FM e Rio Una, que vêm se avolumando de uns tempos para cá quanto a competência do SAAE. Há ruas onde a canalização existe, mas a água potável só dá o “ar da graça” dia sim, dia não; existem casas que pagam suas taxas de água no período até o vencimento, porém ela tem tido distribuição escassa.

Pergunta-se: isto tudo devido Valença ter hoje uma população urbana ultrapassando os sessenta e quatro mil habitantes e a sua rede de água não acompanhar o aumento demográfico? E também por ela não estar preparada para os turistas, os quais justamente nas altas estações – primavera e verão – dobram suas estadas?

Quando nos informamos que a “capital do camarão” não tem meses secos, que há uma época chuvosa entre abril e junho – embora vejamos chover todos os meses aqui ou acolá sobre o território – e que a bacia do rio Una reúne os rios Una, Fonte da Prata, dos Reis, Vermelho, Piau, Graciosa ou do Engenho, Patipe, adicionados pelas lagoas Douradas, São Fidélis e Derradeira, com essa dádiva aquífera regando o município podemos afirmar que escassez de água em Valença passa longe. Qual seria a provável escassez então?

Nossa competência em detectar os problemas do SAAE equivaleria pressagiarmos que amanhã desabará 500 milímetros de chuva sobre Valença. Entretanto, podemos arriscar que talvez esteja precisando para a diretoria da autarquia estudar milimetricamente a rede de distribuição com o fim de melhorá-la. Queremos evitar ao máximo perpassar a ideia de que esteja havendo “ações conspiratórias” para extinguir o Serviço Autônomo de Água, substituindo-o pela EMBASA (Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A.), ou até mesmo de cogitar a concessão do SAAE para a iniciativa privada.

De qualquer forma, independente de ser esta, a EMBASA ou outra entidade a péssima rede distributiva de água em parte das residências urbanas valencianas está distante de ser um percalço ocorrido somente entre os dias 03 e 04 de dezembro últimos.

Na verdade, alguns bairros, longe ou próximos do centro, têm sofrido todos ou quase todos os dias, prejudicando desde donas de casa e trabalhadores até médios e pequenos empresários que dependem do líquido precioso para manterem os seus afazeres domésticos e a sua produção. Para termos uma noção exata, pequenas empresas valencianas subtraíram, de uns tempos para cá, as horas diárias por causa da ausência de água, resultando na diminuição de trabalho, menos ganho financeiro e dispensa de trabalhadores que acabam entrando no fantasmagórico índice do desemprego.

Com a exclusividade local para exercer suas ações de “estudar, projetar e executar” o abastecimento de água e o sistema de rede de esgotos sanitários, o SAAE significa uma alternativa municipal para cuidar do bem estar dos seus moradores, necessitando, para tal, reestruturar-se para fazer a água chegar diariamente a todos os lares que pagam para obtê-la. Seria – e está sendo – uma triste ironia e grande contradição uma terra deitada sobre lençóis e caminhos hidrográficos  ter falta d’água. Eis o “recado das águas”: que estas não se ausentem enquanto existirem aqui.

P.S.: a prolixidade deste texto foi por motivo de um problema óbvio e atual, responsabilidade da sociedade e das autoridades: a água.