Categoria: Política

Prefeito de Cairu visita usina de reciclagem em Ubaíra e avalia implantação de modelo no arquipélago

O prefeito de Cairu, Hildécio Meireles, realizou no último sábado (19) uma visita técnica a uma usina de reciclagem localizada no município de Ubaíra, no interior da Bahia.

O objetivo foi conhecer de perto o funcionamento do equipamento e avaliar a viabilidade de implantação de uma estrutura semelhante no arquipélago de Tinharé.

Durante a visita, foram apresentados os processos operacionais da unidade, que incluem triagem de resíduos sólidos, reaproveitamento de materiais recicláveis e transformação de resíduos orgânicos em adubo, por meio de técnicas de compostagem.

A iniciativa se insere no contexto das políticas de gestão integrada de resíduos sólidos, com foco na redução do volume destinado a lixões e na geração de valor a partir do reaproveitamento.

A ação também dialoga com diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que prevê a erradicação de lixões, a destinação ambientalmente adequada dos resíduos e o estímulo a práticas sustentáveis, como a reciclagem e a compostagem.

Segundo informações da equipe técnica da usina, o modelo adotado permite não apenas a diminuição do impacto ambiental, mas também a criação de oportunidades econômicas, a partir da comercialização de materiais recicláveis e da produção de insumos orgânicos para uso agrícola.

A visita foi marcada por troca de experiências entre as equipes, considerando as especificidades de Cairu, que reúne localidades insulares como Morro de São Paulo, Gamboa e Boipeba, destinos turísticos com elevada geração de resíduos, especialmente em períodos de alta estação.

De acordo com a agenda institucional, uma equipe técnica da usina deverá visitar o município de Cairu nos próximos dias, com o objetivo de conhecer o fluxo local de resíduos e aprofundar os estudos para possível adaptação do modelo à realidade do arquipélago.

A iniciativa sinaliza um avanço nas discussões sobre soluções sustentáveis para a gestão de resíduos em regiões turísticas e geograficamente desafiadoras, como é o caso de Cairu, onde a logística de coleta, transporte e destinação final exige planejamento específico e investimentos adequados.

Caneta afiada ou pressão externa? Exonerações na Prefeitura de Valença levantam questionamentos

Nos bastidores da política valenciana, uma movimentação recente da Prefeitura de Valença tem chamado atenção e gerado burburinho nos corredores do poder.

O prefeito Marcos Medrado publicou uma série de portarias promovendo exonerações que, até o momento, atingem principalmente pessoas ligadas diretamente a vereadores do município.

A medida, que chegou de forma silenciosa, mas com efeito imediato, levanta uma pergunta que não quer calar: trata-se de uma iniciativa própria do gestor ou há orientação, ou até pressão, de órgãos de controle, como o Ministério Público?

Nos meios políticos, o comentário é um só: quando a tesoura começa a cortar parentesco, o assunto costuma ter endereço certo, o combate ao chamado nepotismo.

Embora não haja confirmação oficial de que as exonerações estejam ligadas a esse tipo de recomendação, a coincidência não passa despercebida.

Vale lembrar que a legislação brasileira vem apertando cada vez mais o cerco contra a nomeação de parentes para cargos públicos, especialmente quando há vínculo direto com agentes políticos.

Em muitos casos, o Ministério Público atua de forma preventiva, recomendando ajustes antes que a situação vire alvo de ações judiciais.

Enquanto isso, na Câmara, o clima é de cautela. Alguns vereadores evitam comentar abertamente o assunto, mas nos bastidores já há quem esteja com o “termômetro político” em alta, tentando entender até onde essa caneta vai alcançar.

Se foi decisão estratégica do prefeito para se antecipar a possíveis questionamentos ou se há uma recomendação formal por trás, ainda não se sabe.

O que é certo é que o movimento mexe com peças importantes do tabuleiro político local, e pode redesenhar relações dentro da própria base de apoio.

Afinal, em política, quando a caneta anda demais… é porque alguém soprou forte no ouvido.

Quando a fé faz barulho demais: até onde vai a tradição que machuca?

Tem coisa que não dá mais pra engolir calado.

O que aconteceu ontem, dia 19, em Valença, não foi apenas uma procissão religiosa. Foi, para algumas famílias, um verdadeiro teste de resistência física e emocional, daqueles que deixam marcas.

Na porta de casa, uma família viveu momentos de desespero. Um neto autista, que já enfrenta diariamente os desafios do espectro, foi surpreendido por uma sequência de estampidos de fogos durante a passagem de uma procissão católica.

Não foram poucos. Não foram suaves. Foram explosões sucessivas, secas, agressivas.

Resultado?

Uma crise severa.

O menino entrou em pânico, gritos, descontrole, sofrimento puro. Quem conhece o autismo sabe: não é “manha”, não é “birra”. É dor. É o cérebro sendo invadido por um estímulo que ele simplesmente não consegue processar.

E a pergunta que fica é direta, sem rodeio: Até quando a tradição vai valer mais do que a vida das pessoas?

Porque não estamos falando só de crianças autistas. Estamos falando de idosos, de pessoas acamadas, de animais que também entram em desespero com esse tipo de barulho. É um problema coletivo, não isolado.

E não venha com essa de que “faz parte da tradição”.

A história já mostrou que muita coisa “tradicional” precisou acabar porque fazia mal. Tradição não pode ser escudo para ignorar sofrimento humano. Se causa dor, precisa ser revista. Simples assim.

Aliás, quando questionados, membros da própria igreja já disseram que é “impossível” acabar com os fogos.

Impossível?

Impossível é uma criança passar por uma crise daquela e alguém achar isso aceitável.

Impossível é uma família inteira sofrer dentro de casa enquanto do lado de fora alguém comemora fé com explosões que mais parecem guerra.

O que está faltando não é fé.

É sensibilidade.

Já passou da hora do poder público entrar nesse debate. O prefeito Marcos Medrado e os vereadores precisam encarar essa realidade.

Um decreto, um projeto de lei, qualquer medida que limite ou proíba fogos de estampido já não é mais questão de política.

É questão de humanidade.

Festa religiosa não precisa de barulho para ser forte. Fé não precisa de explosão para ser ouvida.

Porque, do jeito que está, enquanto uns celebram… outros estão vivendo verdadeiros momentos de terror dentro de casa.

E isso, convenhamos, não combina com nenhuma religião que pregue amor ao próximo.

Da sala de acolhimento para o mundo: “O Astronauta Lulu” leva o sonho de um pequeno autista à Bienal do Livro Bahia 2026

Entre livros, autores e multidões na Bienal do Livro Bahia 2026, uma história especial ganhou voz, e não foi apenas mais um lançamento. Foi um daqueles encontros raros entre sensibilidade, educação e amor.

A psicopedagoga valenciana Elisângela Calixto apresentou ao público o projeto do livro “O Astronauta Lulu – O Pequeno Autista Sonhador”, inspirado em uma vivência real que transborda afeto e significado.

Lulu, ou melhor, Luiz Antônio, não é apenas personagem. Ele é um pequeno sonhador que representa tantas crianças dentro do espectro autista que, todos os dias, desafiam o mundo com sua forma única de ver e sentir a vida.

A história nasceu dentro da Associação de Mães, Pais e Amigos dos Autistas de Serrinha (AMPAAS), um espaço onde o cuidado é missão.

Foi ali, no convívio direto, no olhar atento e no carinho constante, que Elisângela encontrou inspiração para dar vida a esse projeto.

E não por acaso. Lulu é filho de uma educadora dedicada, alguém que conhece de perto os desafios e as belezas desse universo.

Dessa conexão nasceu algo maior: um livro que promete tocar não só crianças, mas também pais, educadores e toda a sociedade.

Ainda em fase de publicação, a obra já começa a ganhar asas. E não é qualquer voo, é voo de astronauta mesmo, daqueles que atravessam limites e nos fazem enxergar novos mundos.

“O Astronauta Lulu” surge como ferramenta de inclusão, conscientização e, principalmente, de amor. Porque entender o autismo não é apenas estudar… é sentir, acolher e respeitar.

Fica aqui o nosso apoio e torcida para que o livro chegue logo às mãos do público. Que Lulu possa viajar por muitas páginas, escolas e corações.

Porque quando uma criança autista sonha… o mundo inteiro deveria aprender a sonhar junto.

Senado na Bahia: Otto de camarote, Wagner e Rui no ataque… e Coronel tentando achar o rumo

O tabuleiro político da Bahia já começa a ganhar forma, e, como sempre, tem gente jogando com estratégia e outros ainda procurando onde sentar na mesa.

De um lado, Otto Alencar assiste tudo de camarote. Reeleito recentemente, não entra nessa disputa. Tá tranquilo, com mandato garantido, vendo o jogo correr enquanto muitos ainda estão amarrando a chuteira.

Há quem aposte que ele deve se posicionar como técnico para ajudar a dupla do PT.

Já no campo de batalha, dois nomes começam a despontar com força: Jaques Wagner e Rui Costa. Se essa dupla vier alinhada, não é exagero dizer que entra pesada na disputa.

Wagner com sua base consolidada e Rui com o recall de quem governou o estado e ainda mantém influência forte. É a velha máquina política funcionando com óleo novo.

E aí entra o terceiro elemento dessa história: Angelo Coronel.

Coronel, que já surfou na onda de um grupo forte para se eleger, agora parece tentar remar em mar aberto.

Ao se afastar da base governista e ensaiar aproximação com ACM Neto, o senador faz uma aposta arriscada: ou se reposiciona como peça importante do outro lado (disputando um cargo de deputado federal)… ou corre o risco de virar figurante numa eleição de gigantes.

Porque na Bahia, convenhamos: política não é esporte individual. Quem anda sem grupo forte não corre… tropeça.

E tem mais um detalhe que pode embaralhar tudo: a eleição para o Senado permite dois votos. Ou seja, aquele eleitor que escolhe um nome por fidelidade pode muito bem usar o segundo voto para equilibrar o jogo. E é aí que muita candidatura improvável ganha fôlego.

No fim das contas, o cenário começa a se desenhar assim: Otto fora da disputa, só observando, Wagner e Rui formando uma possível dobradinha de peso e Coronel tentando se reinventar no meio do vendaval.

E o eleitor? Esse vai decidir lá na frente se quer continuidade, mudança… ou uma mistura dos dois.

Porque eleição na Bahia, meu amigo, não se ganha só com nome. Se ganha com grupo, estratégia e, principalmente, com o humor do povo no dia da urna.

Sem rodeio: Taperoá precisa de gente como Ticiano Matos, e esse encontro com Duda Sanches mostra o caminho

Duda Sanches, Ticiano Matos e Thiago Gileno

O que aconteceu neste fim de semana em Taperoá não foi só uma feira de saúde promovida pela Fundação Alan Sanches. Foi também um sinal claro de que a política da cidade começa a tomar rumo, e, na nossa opinião, um rumo certo.

Duda Sanches esteve presente, fortalecendo o legado do seu pai, Alan Sanches, levando ação social e se aproximando do povo. Até aí, tudo bem. Mas o ponto principal dessa história tem nome: Ticiano Matos.

E aqui não tem meia palavra: nós torcemos por Ticiano.

Porque Taperoá conhece quem é Ticiano. Sabe da sua história, do tempo que ele vive na cidade, do trabalho que já fez como vereador, presidente da Câmara, secretário… e, principalmente, do respeito que construiu com o povo.

Não é político de aparecer só em época de eleição. É nome que já está no dia a dia da cidade há décadas.

Ao apoiar Duda Sanches, Ticiano está ajudando a construir um projeto. Está chamando responsabilidade pra si. Está dizendo, na prática, que quer participar ativamente do futuro de Taperoá.

E é disso que a cidade precisa: gente que assume posição.

Se esse movimento vai crescer, se vai virar algo maior lá na frente, o tempo vai mostrar. Mas uma coisa já dá pra dizer agora, sem medo de errar: Quando Ticiano Matos entra no jogo, Taperoá presta atenção.

E nós também.

Ruy Barbosa abre os braços, e Rafa de Hildécio já é de casa

Tem cidade que recebe… e tem cidade que acolhe de verdade. Ruy Barbosa é dessas que não mede simpatia, entrega logo um abraço inteiro.

E é justamente ali que Rafa de Hildécio vem construindo algo que vai além da política: prestígio, amizade e, principalmente, identificação com o povo.

Com uma relação afinada com a prefeita Eridan de Bonifácio, Rafa foi convidado para um dos momentos mais aguardados da cidade: a apresentação da grade do tradicional e grandioso São João rui-barbosense, festa que, por si só, já mostra a força cultural e a alegria daquele povo.

Mas o que chama atenção mesmo não é só o convite institucional. É o clima nas ruas.

Rafa anda por Ruy Barbosa como quem caminha em Cairu, sua terra natal. Cumprimenta, conversa, sorri… e é reconhecido. Não como um visitante, mas como alguém que já faz parte do cenário. E isso não se constrói com discurso, se constrói com presença.

E o povo rui-barbosense? Ah… esse tem fama, e faz jus a ela. Gente de coração aberto, de conversa fácil, de hospitalidade que não é ensaiada, é natural. Daquelas que puxam cadeira, oferecem café e ainda perguntam se vai ficar mais um pouco.

Não demorou muito para o carinho virar algo maior. Entre um aperto de mão e outro, já tem gente chamando Rafa de “meu deputado”, um sinal claro de torcida, de confiança e de quem já começa a enxergar futuro nessa caminhada.

Porque quando a política encontra acolhimento verdadeiro, o resultado não é só apoio… é conexão.

Jaqueira sai da lama e entra no mapa: Medrado leva asfalto e muda a realidade do bairro

Tem bairro que passa anos esperando… e tem bairro que, quando a vez chega, parece que virou chave de energia. Foi exatamente isso que aconteceu no loteamento Jaqueira, em Valença.

Dentro da parceria com o Governo do Estado, por meio do programa Bahia em Movimento, o prefeito Marcos Medrado resolveu olhar para um canto da cidade que, por muito tempo, viveu à base de promessa e poeira no verão… e lama no inverno.

E não foi meia-sola, não.

A principal via do loteamento foi asfaltada. Aquela cena clássica de morador equilibrando o passo pra não sujar o pé ficou no passado.

Agora é outro cenário: rua limpa, mobilidade melhorando, bicicleta passando sem sacolejo, moto deslizando suave e o morador, finalmente, pisando em algo que parece cidade de verdade.

Porque, convenhamos… tinha lugar ali que parecia esquecido no mapa. Pouca presença do poder público, quase nenhuma infraestrutura, e aquela sensação de “um dia a gente chega lá”. Pois chegou.

E aí entra aquele detalhe curioso da política local: enquanto alguns tentam esquentar conversa pra ver se cola crítica, Medrado aparece com trator, máquina e asfalto. É tipo responder discussão com obra pronta.

No fim das contas, a equação é simples e visível: menos barro, mais dignidade, mais mobilidade e um bairro que começa a respirar desenvolvimento.

E pelo ritmo das coisas, quem aposta que vai parar por aí pode ir sentando… porque, pelo histórico recente, a sequência já é conhecida: ou vem mais asfalto, ou vem melhoria em escola, ou reforço na saúde.

Em outras palavras: enquanto uns falam, outros passam o rolo compressor, literalmente.

E o pessoal da Jaqueira? Esse já acordou em outra realidade.