Categoria: Política

Prefeitura melhora acesso na Segunda Travessa da Avenida Dendezeiros

A Prefeitura de Valença está realizando serviços de terraplanagem e aplicação de solo-brita na Segunda Travessa da Avenida Dendezeiros.

A intervenção vai deixar o terreno mais firme e melhorar a circulação de veículos e pedestres. As equipes seguem trabalhando no local até a conclusão do serviço, atendendo a uma antiga demanda dos moradores.

Entre uma mascada de chiclete e outra, Pó da Pesca critica muito e agradece pouco

A sessão da Câmara de Valença teve uma cena diferente nesta semana. O vereador Pó da Pesca apareceu mascando tanto chiclete que uma das bochechas ficou até mais alta. Parecia que ele tinha levado o pacote inteiro para a boca!

Em determinado momento, o vereador falava sobre um possível atraso no pagamento dos servidores. Disse que alguns teriam recebido e outros não, mas não apresentou documentos ou informações concretas que comprovassem a denúncia.

No meio do discurso, parece que o chiclete pediu passagem. Pó da Pesca fez uma pausa e começou: “mnhac, mnhac, mnhac…”. Eu pensei até que ele fosse fazer uma bola com o chiclete! Mas, depois de mastigar bem, retomou a fala e seguiu com suas críticas e indicações.

Criticar faz parte do trabalho de qualquer vereador. Fiscalizar o prefeito também. Mas o que chama a atenção é que Pó da Pesca parece ter dificuldade para reconhecer quando alguma coisa boa acontece, principalmente no Guaibim, região que ele representa.

A gestão municipal entregou uma praça bonita no Guaibim, realizou obras na Avenida Taquari, asfaltou outras ruas, algumas delas solicitadas pelo próprio vereador e, em parceria com o Governo do Estado, promoveu o recapeamento da estrada que dá acesso à localidade.

Mesmo assim, até agora, não se ouviu um agradecimento público do vereador. Nem um “valeu”, nem um “ficou bom”, nem mesmo um “obrigado por atender às nossas indicações”.

Será que o chiclete está atrapalhando?

O vereador pode continuar fiscalizando, cobrando e criticando. Isso é legítimo. Mas reconhecer aquilo que foi feito também não tira pedaço de ninguém. Pelo contrário: mostra equilíbrio e compromisso com a verdade.

No caso de Pó da Pesca, parece que a crítica sai com facilidade, mas o elogio ficou grudado no chiclete. Quem sabe, na próxima sessão, ele dá uma mascada, desgruda o agradecimento e reconhece as melhorias que chegaram ao Guaibim?

ANDRÉ MENDONÇA ENTROU DE VEZ NO JOGO POLÍTICO

A briga entre André Mendonça e Alexandre de Moraes já deixou de parecer apenas uma divergência entre dois ministros do Supremo. A cada novo capítulo, fica mais difícil não enxergar política no meio dessa confusão.

Agora Mendonça resolveu afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e acabou puxando o governo Lula para dentro de uma guerra da qual o presidente tentava manter distância. A AGU deverá reagir à decisão e, querendo ou não, o governo passa a entrar diretamente no ringue.

E aí vem a pergunta: isso tudo acontece justamente em ano eleitoral por simples coincidência?

André Mendonça foi ministro da Justiça e advogado-geral da União de Jair Bolsonaro antes de ser indicado por ele ao STF. Isso, evidentemente, não significa que toda decisão sua seja automaticamente bolsonarista. Ministro do Supremo tem independência e deve ser julgado pelos seus atos, não por quem o indicou.

Mas política também vive de contexto.

Flávio Bolsonaro e setores da direita abraçaram publicamente Mendonça nessa crise. Ao mesmo tempo, Alexandre de Moraes virou novamente o grande alvo desse grupo. No 7 de Setembro, essa divisão ficou ainda mais evidente.

E Mendonça não atingiu apenas Moraes. Ao afastar o chefe da Polícia Federal, mexeu diretamente numa estrutura subordinada ao governo federal. A confusão atravessou a Praça dos Três Poderes e bateu na porta do Planalto.

É por isso que aliados de Lula enxergam uma armadilha política: se o governo reage, a oposição pode dizer que Lula está defendendo Moraes e interferindo na crise; se fica calado, aceita uma decisão que considera uma interferência na Polícia Federal.

Ou seja: qualquer movimento pode ter custo político.

Agora, uma coisa precisa ficar clara. Se existem suspeitas sobre Alexandre de Moraes no caso Banco Master, elas precisam ser investigadas. Ministro do Supremo não pode receber salvo-conduto. Mas exatamente pelo mesmo motivo, a atuação de André Mendonça também precisa estar sujeita ao escrutínio público.

O problema começa quando ministros deixam a impressão de que estão entrando no campo político.

Supremo não é palanque, toga não é camisa de partido e investigação não pode virar bola numa partida eleitoral.

Porque, quando dois ministros começam uma guerra e cada lado da política escolhe o seu preferido, quem acaba tomando cartão vermelho é a credibilidade do próprio STF.

Valença abre escuta pública para ouvir população sobre projeto de PPP de Iluminação Pública e Serviços Digitais

A Prefeitura de Valença disponibiliza nesta terça-feira (08), no site oficial do município e por meio de link direto na bio do perfil @prefvalenca no Instagram, o formulário da Escuta Social voltado à estruturação da Parceria Público-Privada (PPP) de Iluminação Pública e Serviços Digitais. A ferramenta permitirá que os cidadãos registrem suas prioridades, avaliações e demandas sobre a infraestrutura das ruas e bairros do município, garantindo o protagonismo da população na construção das metas da futura gestão dos serviços.

Desenvolvido em cooperação técnica com a Caixa Econômica Federal, o projeto de modernização visa renovar a totalidade da rede luminosa urbana e rural com lâmpadas em LED, além de agregar novas tecnologias de conectividade e vigilância voltadas à eficiência pública. O recolhimento prévio dessas contribuições populares servirá de alicerce para orientar o plano de expansão, identificar as vias que demandam maior reforço visual para a segurança coletiva e estabelecer os níveis de desempenho exigidos na contratação da empresa concessionária.

A iniciativa convida a população a acessar a ferramenta para participar ativamente dessa consulta pública, fortalecendo a transparência e a construção compartilhada de uma cidade mais moderna, conectada e sustentável. O formulário de participação pode ser acessado diretamente por meio do link disponibilizado abaixo. Clique aqui para participar.

Medrado reúne multidão na Vila Operária e recebe carinho da população

O prefeito Marcos Medrado realizou mais um grande movimento político, desta vez na Vila Operária, e muita gente compareceu para acompanhar a caminhada. Por onde passou, Medrado foi abraçado, recebeu elogios e ouviu da população palavras de reconhecimento pelo trabalho que vem realizando em Valença.

Durante o encontro, um morador chegou a dizer: “Medrado, nunca Valença teve um prefeito igual a você”. A declaração lembrou uma frase repetida por ele antes mesmo da campanha: “Eu vou ser prefeito de Valença, e Valença vai ter um prefeito como nunca teve antes”.

Obras e projetos importantes ajudam a explicar essa receptividade. A UPA da Bolívia está prestes a ser inaugurada, o Mercado do Peixe também se aproxima da entrega e a Feira Livre será transformada em um grande Shopping Popular.

Além de falar sobre o trabalho da gestão, Medrado apresentou os seus candidatos, Patrick Lopes para deputado estadual e Sérgio Brito para deputado federal. Segundo o prefeito, muita gente tem recebido bem os nomes e garantido que seguirá o seu time nas urnas.

A movimentação na Vila Operária mostrou mais uma vez que Medrado continua com força política e muito prestígio popular. Onde ele chega, o povo acompanha, abraça e reconhece as mudanças que estão acontecendo no município.

O povo foi para a praça, mas faltou brilho no desfile de 7 de Setembro

Uma das coisas que mais me chamou a atenção neste 7 de Setembro foi a quantidade de gente nas ruas. A praça estava superlotada, com famílias inteiras querendo assistir ao desfile. Isso mostra que o povo não quer muita coisa. Quer apenas um momento bonito, organizado e capaz de despertar orgulho e emoção.

Também não faltou boa vontade de quem desfilou. Estavam presentes escolas, Polícia Militar, Tiro de Guerra e outras instituições. Crianças, jovens e adultos fizeram a sua parte. Porém, sinceramente, achei que faltou aquele gás, aquela energia capaz de encantar quem saiu de casa para prestigiar o evento.

As escolas passaram de maneira muito simples. Algumas crianças estavam com uniformes modestos, sem adereços ou elementos visuais que chamassem a atenção. Faltaram cores, criatividade, música, alegorias e símbolos que ajudassem a contar uma história. Um desfile cívico precisa ter conteúdo, mas também deve ter beleza e emoção.

É justamente aí que o poder público pode entrar. É preciso oferecer mais apoio às escolas, ajudar na confecção de figurinos, incentivar a criação de alas temáticas e investir nos detalhes. Não precisa gastar uma fortuna. Com planejamento, criatividade e envolvimento da comunidade, é possível fazer algo muito mais bonito.

Enquanto o palanque estava cheio de autoridades, policiais graduados, vereadores e secretários, as escolas pareciam pobres diante daquela estrutura. E isso precisa ser repensado. O grande destaque do desfile deveria estar nas ruas, principalmente nas crianças, nos estudantes e nas instituições que se esforçaram para participar.

O povo compareceu e mostrou que gosta do 7 de Setembro. Agora, cabe ao poder público valorizar essa presença e oferecer um espetáculo à altura. Porque praça cheia já temos. O que ainda está faltando é fazer o desfile também encher os olhos e o coração das pessoas.

Corrida, Ba-Vi e samba fazem a festa no Antônio Sereia

Valença viveu um domingo (6) de esporte, solidariedade e muita animação com a primeira edição da Corrida e Baba dos Clássicos. O evento reuniu milhares de pessoas e movimentou as ruas da cidade e o Estádio Antônio Sereia.

A programação começou cedo, com aquecimento comandado pelo dançarino Thiago Mascarenhas. Em seguida, os participantes encararam um percurso de cinco quilômetros, com largada e chegada no estádio.

A corrida também teve caráter solidário, com arrecadação voluntária de dois quilos de alimentos. Houve sorteio de brindes e entrega de medalhas aos 500 primeiros participantes que cruzaram a linha de chegada.

Depois da corrida, foi a vez da bola rolar. Com o Antônio Sereia lotado, Bahia e Vitória fizeram um Ba-Vi cheio de rivalidade e emoção. Dentro de campo, o Bahia levou a melhor e venceu por 2 a 0.

Para fechar o domingo em clima de festa, a banda Samba SD colocou o público para dançar.

O secretário municipal de Juventude e Esportes, Madger William, comemorou a grande participação popular e afirmou que a Corrida e Baba dos Clássicos veio para ficar no calendário esportivo de Valença.

“Foi um domingo de muita energia, saúde, lazer e confraternização. Já estamos pensando na próxima edição, que será ainda maior e melhor”, destacou.

André Mendonça: ministro do STF ou advogado informal da família Bolsonaro?

Opinião do Blog

O cidadão comum acompanha os acontecimentos de Brasília e também tem o direito de formar sua opinião. E, diante de tudo o que estamos vendo, a minha é muito clara: André Mendonça vem se comportando menos como um ministro imparcial do Supremo e mais como uma espécie de advogado informal da família Bolsonaro.

Não estou afirmando que exista um contrato ou uma ordem direta dos Bolsonaro. Estou falando da postura pública do ministro, das suas decisões e da diferença de tratamento que parece existir conforme o lado político envolvido.

Quando ainda era ministro da Justiça de Bolsonaro, Mendonça mandou a Polícia Federal investigar um cidadão de Palmas, no Tocantins, que colocou num outdoor que Bolsonaro “não valia um pequi roído”. O STJ acabou trancando o inquérito por entender que aquilo era uma crítica política protegida pela liberdade de expressão.

Agora surge um relatório da própria Polícia Federal mostrando outra situação estranha: Mendonça teria levado apenas nove dias para analisar um pedido de busca contra Jaques Wagner, do PT, mas demorou 75 dias no caso envolvendo Cláudio Castro, político do PL e aliado de Bolsonaro. No caso de Ciro Nogueira, que também foi ministro de Bolsonaro, foram 29 dias.

A própria PF ressalvou que esses números, sozinhos, não provam perseguição ou proteção política. Os processos podem ter complexidades diferentes. Mas nove dias de um lado e 75 do outro formam uma diferença grande demais para ser ignorada. No mínimo, o ministro deve uma explicação convincente ao país.

Temos também o caso Dark Horse, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Mensagens, documentos e áudios revelados pela imprensa indicaram que Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro um financiamento milionário para a produção. Os valores discutidos chegariam a aproximadamente R$ 134 milhões, dos quais cerca de R$ 61 milhões teriam sido transferidos, segundo a investigação jornalística.

Flávio aparece tratando Vorcaro com intimidade, chamando-o de irmão e dizendo que estaria sempre ao lado dele. Isso, por si só, não prova crime. O que precisa ser esclarecido é a origem do dinheiro, por onde ele passou e qual foi sua verdadeira destinação.

O caso está sendo investigado, é verdade. André Mendonça autorizou a abertura de inquérito depois de uma notícia-crime, da manifestação da Procuradoria-Geral da República e da redistribuição do processo. Mas foi tudo conduzido com bastante cautela.

Quando apareceram informações envolvendo Alexandre de Moraes, porém, a disposição de Mendonça pareceu outra. Segundo relatório interno da PF — que contém hipóteses classificadas como de baixa confiança e sem valor probatório —, Mendonça teria demonstrado interesse pessoal na abertura de uma investigação contra o colega e determinado diligências sem provocação anterior da PF ou da PGR.

É aí que nasce a impressão de dois pesos e duas medidas: para investigar alguém ligado ao bolsonarismo, luvas de pelica; quando o alvo é Alexandre de Moraes ou um político adversário dos Bolsonaro, pé na porta e pressa.

Também não concordo com a tentativa de explicar tudo dizendo simplesmente que Alexandre de Moraes “protege a esquerda”. Moraes não entrou em confronto com Bolsonaro porque Lula mandou ou porque o PT pediu. Ele e sua família foram atacados, ameaçados e colocados no centro de uma campanha violenta. Além disso, as investigações revelaram um plano criminoso que, segundo a Polícia Federal, incluía a morte de Moraes, de Lula e de Geraldo Alckmin.

Isso não significa que Alexandre de Moraes esteja acima de qualquer questionamento. Se existem suspeitas contra ele, que sejam investigadas com seriedade, dentro da lei e com respeito ao devido processo. O que não pode existir é uma Justiça que corre para um lado e pisa no freio para o outro.

Até agora, também não apareceu prova pública de que Lula tenha determinado prisões, investigações ou decisões judiciais contra Bolsonaro. Pode-se discordar de Moraes, criticar seus métodos e discutir possíveis excessos. Mas dizer que todos os bolsonaristas investigados ou presos são vítimas de perseguição é fechar os olhos para os fatos e para as provas reunidas nos processos.

Bolsonaro e seus aliados não foram parar diante da Justiça apenas porque eram adversários da esquerda. Houve ataques às instituições, tentativa de deslegitimar as eleições e, segundo as investigações e decisões judiciais, ações concretas contra o Estado Democrático de Direito.

Por isso, olhando o conjunto da obra, eu não consigo enxergar em André Mendonça a imparcialidade que se espera de um ministro do Supremo. O que vejo é alguém que parece ainda manter uma fidelidade política e emocional muito forte à família que o levou ao tribunal.

Ministro do STF não pode agir como funcionário de confiança de grupo político, muito menos como advogado de família. Deve satisfação somente à Constituição.

André Mendonça foi indicado por Jair Bolsonaro, mas não pertence a Bolsonaro. A cadeira é do Estado brasileiro. Enquanto suas atitudes continuarem produzindo essa aparência de proteção para uns e rigor para outros, a pergunta permanecerá no ar: estamos diante de um juiz da Suprema Corte ou de um defensor informal da família Bolsonaro?