Categoria: Política

Estradas vicinais vira símbolo do desgaste entre vereadores e Secretaria de Estradas e Rodagens em Valença

A sessão da Câmara de Valença ganhou um tom de forte cobrança contra a Secretaria de Estradas e Rodagens do município.

O vereador Benedito levou à tribuna mais uma reclamação sobre as condições das estradas vicinais que ligam a toda a região das Três Rueranas ao Tabuleiro de Bráz, Várzea, Baixão da Várzea, Terra Preta, Tabuleiro da Várzea e Bananeiras, afirmando que moradores continuam sofrendo com trechos precários e aguardando um simples patrolamento com solo brita.

Segundo o vereador, a situação já virou motivo de cobrança constante da população. Benedito relatou que esteve nesses locais no último domingo e constatou de perto as dificuldades enfrentadas pelos moradores e motoristas que passam pela estrada.

Mas o clima esquentou de verdade quando o presidente da Câmara, vereador Bertolino Júnior, resolveu engrossar o coro e disparou críticas duras contra o secretário de Estradas e Rodagens, Riselson.

Bertolino afirmou que a recuperação da estrada já foi solicitada ao prefeito há mais de um ano e revelou que o gestor municipal teria ligado diversas vezes para o secretário autorizando a execução da obra. Segundo ele, mesmo com autorização e planejamento discutidos, o serviço nunca sai do papel.

O presidente da Câmara não economizou nas palavras e acusou o secretário de “furar” os compromissos assumidos, classificando a postura como falta de planejamento e até irresponsabilidade administrativa.

“Enquanto faz sol, o povo ainda consegue passar. Mas quando chove, vira um transtorno sem tamanho”, reclamou Bertolino, demonstrando irritação com a demora.

Em um dos momentos mais fortes da fala, o presidente afirmou que a Secretaria estaria fazendo a Câmara de “palhaça”, ao ignorar indicações e cobranças dos vereadores, mesmo após articulações diretas com o prefeito.

Bertolino ainda elevou o tom ao lembrar que os vereadores foram escolhidos pelo voto popular e ele com apenas um de sua indicação e exigiu respeito à Casa Legislativa.

O discurso mostrou que o desgaste entre parte dos vereadores e a Secretaria de Estradas já começa a ultrapassar o campo das cobranças normais e entrar numa zona de tensão política mais pesada.

Pelo visto, as estradas vicinais deixaram de ser apenas um problema de barro, buraco e encascalhamento. Agora também virou símbolo de um racha administrativo que já começa a levantar poeira dentro da própria base política.

Valença alcança destaque em nível nacional na área da Assistência Social.

Dona Cris e o esposo, prefeito Marcos Medrado, celebrando o dia da mulher

Quem anda radiante e com motivos de sobra para se orgulhar em Valença é a secretária de Promoção Social, Cris Medrado. Mesmo em sua estreia na vida pública, ela já começa a colecionar conquistas e entra para a história ao garantir, pela primeira vez, um prêmio de reconhecimento nacional para a pasta.

“A Secretaria de Promoção Social, foi reconhecida com o Selo FNAS, certificação que atesta a boa gestão dos recursos públicos e o compromisso em fazer com que as políticas sociais cheguem, de forma organizada, planejada e transparente, a quem mais precisa.

Esse reconhecimento reforça que estamos no caminho certo: avançando, fortalecendo as políticas públicas e construindo uma assistência social mais eficiente, humana e verdadeiramente comprometida com as pessoas.” SECOM/Valença.

Vídeo vazio, narrativa cheia? A realidade do Morro não cabe em recorte de rede social (vídeo)

Morro na noite de 1º de maio, lotado, contrariando quem fez propaganda negativa

Circulou nas redes sociais um vídeo que tenta vender a ideia de um Morro de São Paulo vazio durante o feriado prolongado do 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Mas, como costuma acontecer nesse teatro digital de cortes bem escolhidos, a história contada não é exatamente a história real.

Buscando informações com quem vive o dia a dia do Morro, o cenário é outro: há movimento, sim. Pode até não estar no auge dos grandes picos, mas falar em “falta de turista” já entra no campo da imaginação, ou da conveniência.

E aqui vai um alerta, coletivo: quem insiste em pintar o Morro como destino em baixa dificilmente está ajudando o próprio quintal. Pelo contrário.

Narrativas negativas afastam visitantes, esfriam o comércio e criam um efeito dominó que ninguém do setor turístico deveria desejar. Falar mal do Morro é como apagar as luzes da própria vitrine e depois reclamar que ninguém entrou na loja.

Os dados, aliás, contam outra história. Relatórios da chamada Tarifa de Preservação e Uso do Patrimônio do Arquipélago Municipal (TUPA) indicam aumento no fluxo de visitantes em relação ao ano passado. Ou seja: o destino segue atraindo gente, segue vivo, segue relevante.

Agora, se há uma percepção de que o turista está gastando menos, aí a conversa muda de tom. Isso pode, sim, ser reflexo de um cenário mais amplo, uma espécie de maré econômica mais baixa que atinge o país inteiro.

Em tempos de aperto, o visitante até viaja, mas segura a carteira. Não é o Morro que perdeu encanto, é o bolso que ficou mais cauteloso.

E quando a noite chega, qualquer dúvida se dissolve. O Morro continua com aquele charme que não se fabrica: casais caminhando sem pressa, risadas soltas no ar, o romantismo que brota naturalmente entre o mar e as luzes suaves das ruas. Um cenário que não combina com abandono, mas sim com vida.

No fim, fica a reflexão: criticar é fácil, construir é que exige responsabilidade. E no turismo, palavra mal colocada tem efeito imediato.

O Morro não precisa de torcida contra, precisa de gente que entenda que promover é sempre melhor do que depreciar.

Porque enquanto alguns tentam vender um vazio que não existe, o Morro segue fazendo o que sempre fez: encantando quem chega.

Denúncia ou espetáculo? Vereadora sobe o tom contra APAE e AMA e depois recua após visita relâmpago

O que era para ser uma denúncia grave acabou virando um episódio, no mínimo, contraditório, e digno de questionamento.

Durante sessão na Câmara, a vereadora Michele não economizou nas palavras ao falar sobre as instituições APAE e AMA.

Em tom de revolta, falou em maus-tratos, ameaças, funcionários chorando e chegou a dizer que tinha provas, áudios e que, se abrisse a boca, “muita gente ia cair” e até poderia “chamar a polícia”.

Uma fala pesada. Daquelas que colocam qualquer instituição sob suspeita imediata. Mas eis que entra em cena a resposta.

Em vídeo posterior, Anita rebate com uma cutucada direta, classificando esse tipo de postura como denúncia leviana, e levanta o ponto central: é preciso responsabilidade antes de sair acusando.

E aí vem o detalhe que muda completamente o rumo da história.

Após a repercussão, a própria vereadora Michele participa de uma visita ao local… e, segundo o que foi dito depois, não constatou nenhuma irregularidade. Pelo contrário: acabou admitindo que “estava tudo bem”.

E é aqui que mora o problema.

Como pode uma denúncia tão grave, com direito a ameaça de polícia e acusações de maus-tratos, ser desfeita com uma visita tão rápida?

Que tipo de fiscalização é essa que, em um momento, aponta um cenário de abuso e, no outro, em poucas horas, conclui que está tudo normal?

Se havia provas, onde estão? Se havia denúncias sérias, por que não foram formalizadas antes da exposição pública? E, principalmente: por que acusar primeiro para investigar depois?

O episódio levanta uma dúvida incômoda, mas necessária: teria sido um caso de fiscalização responsável… ou apenas um discurso inflamado de plenário, daqueles que rendem aplauso na hora, mas não se sustentam no dia seguinte?

Porque acusar instituições que lidam com pessoas com deficiência, como APAE e AMA, não é algo pequeno. Isso mexe com famílias, profissionais e toda uma rede de cuidado.

Se há problemas, eles precisam ser investigados com rigor. Mas, se não há, acusações desse tipo podem causar danos irreparáveis.

No fim das contas, ficou a sensação de que o barulho foi grande… e a comprovação, pequena.

E quando a política troca a apuração pelo impulso, quem paga a conta é sempre a verdade.

Raimundo Costa, Valdemar da Internet, Copa do Mundo e eleições, tudo a ver

Frieza política em ano quente: o silêncio que intriga em Valença

Ainda vou ter que entender por que, em um ano de Copa do Mundo e de eleições, as coisas andam tão frias. Aqui em Valença, lembro que as campanhas esquentavam desde o ano anterior, e, desta vez, parece que os políticos perderam o interesse nessas preliminares. A gente quase não conhece quem é candidato.

Valença já se destaca no cenário nacional com um deputado federal e, desta vez, teremos pelo menos dois nomes disputando o próximo pleito: o deputado Raimundo Costa e o “moço da internet”, Valdemar. Raimundo tem fama de saber montar partido para ganhar, e Valdemar faz sua segunda experiência política, a primeira foi como candidato a prefeito.

De uma coisa eu tenho certeza: Raimundo Costa não encontrou mais aquela facilidade de antes para articular um partido e se eleger.

Tanto que foi parar em uma sigla cheia de “cobras criadas”. É possível que fique na vontade desta vez. Como dizem que ele é um estrategista, vamos ver o que articulou, porque, até agora, não vimos nenhuma luz no fim do túnel para ele.

Valdemar pode surpreender na votação aqui na cidade, não necessariamente por ser um empresário bem-sucedido, nem porque o povo o veja como uma grande promessa para o futuro, mas, porque bolsonarista vota em bolsonarista, mesmo que seja doido.

Como o bolsonarita costuma ser bastante solidário com seus candidatos, ele pode aparecer com uma votação relevante. Nada garantido.

Isso não quer dizer que os bolsonaristas lhe darão votação exclusiva, até porque outros candidatos do mesmo campo devem entrar nessa disputa pelos cerca de 25% dos votos que eles costumam alcançar por aqui.

A eleição é para presidente, mas os poucos bolsonaristas que existem na Bahia conseguem eleger alguns nomes justamente porque sabem se organizar.

Já Valdemar que só assume aqui em Valença, essa identidade (bolsonarista); em outros lugares, mantém silêncio, numa tentativa de conquistar votos da esquerda. Será que consegue?

No final, vamos ver como essa disputa se desenrola.

Se Raimundo Costa se reeleger, vou ter que estudar mais políticam e dar o braço a torcer reconhecendo que ele é o cara.

E se Valdemar — que já espalhou aos quatro cantos da Bahia que terá 80 mil votos no estado — conseguir ao menos 5 mil votos em Valença, pode comemorar e dizer que concorrerá a prefeito de Valença novamente.

Mas Valdemar precisa torcer para que o cenário não polarize entre os dois candidatos mais fortes e que repita a mesma diversidade de candidatos da eleição anterior, rezando, claro, para não surgir mais um concorrente bolsonarista e assim, dividir os votos com ele.

União, fé e política marcam apoio à pré-candidatura de Rafa no Baixo Sul

O clima foi de união, entusiasmo e compromisso com o futuro do Baixo Sul durante o encontro que reuniu lideranças locais em torno da pré-candidatura de Rafa a deputado estadual. As falas evidenciaram não apenas apoio político, mas também um vínculo de confiança e propósito coletivo.

O pastor Deison Costa abriu o momento destacando a importância do projeto e a chegada de uma liderança com raízes na região. Em tom fraterno, ressaltou a parceria construída e a confiança no nome de Rafa, reforçando que se trata de alguém com valores familiares e disposição para lutar pelo desenvolvimento do Baixo Sul e da Bahia.

Em seguida, Rafa agradeceu o apoio recebido e reafirmou seu compromisso com toda a região, com atenção especial a Ituberá, município que carrega em sua trajetória política. Ele destacou a caminhada construída com diálogo, proximidade e responsabilidade, garantindo que seu objetivo é representar a população com dedicação e trabalho contínuo. Também projetou o futuro político, demonstrando disposição para seguir contribuindo com a região nas próximas eleições.

Fechando o momento, Neto Baé reforçou o sentimento de união entre as lideranças presentes, destacando a importância da construção coletiva de um projeto político voltado para dias melhores em Ituberá. Em sua fala, enfatizou a confiança no nome de Rafa como representante do Baixo Sul na Assembleia Legislativa e reafirmou o compromisso de caminhar junto nessa jornada.

O encontro simboliza mais um passo na articulação política regional, onde alianças, fé e propósito caminham lado a lado na busca por representatividade e desenvolvimento.

Enquanto uns descansam, outros aceleram: Medrado passa o Dia do Trabalhador vistoriando obras em Valença

Na véspera do Dia do Trabalhador, o prefeito Marcos Medrado fez o que sabe fazer: foi pra rua acompanhar de perto o andamento de obras importantes do município.

No roteiro, paradas estratégicas em pontos que vêm mudando a cara da cidade. Entre eles, a Escola Clemenceu Teixeira, no bairro da Bolívia, que segue em ritmo avançado, além da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), da creche pré-escola Tipo 2, obra de origem federal, e da Praça São José, no Guaibim, que também avança.

Medrado não estava só. Ao lado dele, outro nome que não foge do batente: o engenheiro e secretário de Infraestrutura, Ivan Maia, acompanhando de perto cada detalhe das intervenções.

E no meio desse vai e vem de obra, uma constatação simples, quase óbvia: trabalhador bom… trabalha até no Dia do Trabalhador.

Microfone, veto e tensão: sessão esquenta após ruído técnico e divergência jurídica

A sessão de ontem (28), na Câmara Municipal, teve ruído técnico e político. O estopim foi um Projeto de Lei aprovado pelos vereadores, mas vetado pelo prefeito sob justificativa de vícios de inconstitucionalidade.

Durante a discussão, a vereadora autora da proposta, Ana Fraga, teve o microfone interrompido por um problema técnico e interpretou o episódio como uma tentativa de silenciar sua fala.

Defendendo a sanção do projeto a qualquer custo, por se tratar de uma causa voltada às pessoas do espectro autista, a vereadora insistiu na aprovação, sem considerar que a sanção de uma lei inconstitucional pode gerar consequências legais, como o ajuizamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) junto ao Tribunal de Justiça, o que poderia suspender ou até anular a norma.

Sem conseguir reverter o cenário no plenário, Ana Fraga elevou o tom, buscou holofotes e querendo dizer que estava sendo retaliada, acusou a interrupção do seu microfone de proposital.

O presidente da Câmara, Bertolino Júnior, reagiu na hora. Disse que a vereadora estava tentando se vitimizar e, no calor do embate, ouviu como resposta um pedido direto: que respeitasse sua fala.

Mesmo diante do clima tenso, Bertolino manteve a postura de quem sabe conduzir os trabalhos legislativos, controlou a situação e deu seguimento à sessão, garantindo a continuidade das atividades da Câmara.