Leno Assis e o Café Amargo: opinião forte, prova fraca

Hoje assisti à estreia do Pod Cast Café Amargo, capitaneado por Leno Assis, figura conhecida aqui na região pelo talento de marqueteiro político.

Na bancada, ao lado dele, a jornalista Cíntia Kelly e João Spínola compondo o trio inaugural da cafeína opinativa.

Leno tem currículo. Já esteve nas campanhas de Martiniano Costa e Jucélia Nascimento. Não venceram, é verdade, mas também não saíram chamuscados. Perderam com dignidade, o que no mundo político já é quase um troféu de consolação.

Durante a entrevista, houve pontos em que concordei com Leno, especialmente quando falou sobre ACM Neto. Até aí, café forte, conversa fluindo. O problema foi quando o amargor subiu à cabeça e a Sufotur virou, na fala dele, caso de Polícia Federal. Sem prova, sem documento.

Disse que tem dinheiro saindo pelo ladrão, que governo não deveria gastar com festa, que isso não é papel do Estado nem das prefeituras. Curioso.

O lazer é direito social previsto na Constituição. Festa, cultura e evento não são capricho carnavalesco, são política pública. Ou será que agora vamos decretar luto permanente e suspender todos os eventos do país?

João Spínola entrou no embalo e afirmou que a Sufotur, além de fazer festas, ainda “faz prefeitos” no interior e na região metropolitana, citando Valença e Camaçari.

Uma tese interessante. Especialmente vindo de quem apoiou Jairo e acabou ficando na terceira suplência para vereador e viu seu candidato a prefeito terminar atrás até dos votos brancos e nulos.

E então veio o momento curioso da noite: Leno questionou por que Diogo Medrado teria coordenado as campanhas de Caetano em Camaçari e de Marcos Medrado em Valença, insinuando que ele “não entende nada de política”. A ironia é que justamente essas campanhas foram vitoriosas.

Levei o corte ao prefeito Marcos Medrado, que pediu apenas para lembrar aos comentaristas que não usou a Sufotur em Valença.

Segundo ele, todos os eventos realizados no município foram pagos com recursos próprios da prefeitura. Transparência não combina muito com teorias conspiratórias, mas ajuda bastante quando o assunto é fato.

No mais, seguimos desejando sucesso ao Café Amargo. Debate é sempre saudável. Só convém dosar o açúcar das certezas absolutas e reduzir o excesso de cafeína acusatória.

Porque quando a opinião passa do ponto, o gosto que fica não é de crítica afiada, é de precipitação mal filtrada.

Em meio à crise do cacau, produtores dizem que euforia de Leo de Neco só alimenta campanha

Produtores de cacau da região do Baixo Sul estão com o termômetro emocional nas alturas. O motivo? A forma como o ex-prefeito de Gandu, Léo de Neco, e a atual prefeita de Gandu, Dai de Léo de Neco, têm se posicionado diante da crise que atinge a cacauicultura.

Segundo relatos de agricultores, há uma percepção de que o momento delicado vivido pelo setor estaria sendo utilizado como vitrine política. Um produtor ouvido afirma que o pré-candidato a deputado tem divulgado vídeos nas redes sociais em tom festivo, como se a crise do cacau estivesse solucionada.

O ponto central da insatisfação gira em torno de uma declaração recente sobre a suspensão das importações de cacau da Costa do Marfim. De acordo com os agricultores, o discurso dá a entender que as importações teriam sido encerradas por completo. No entanto, eles alertam que a medida se restringe à Costa do Marfim, permanecendo a possibilidade de importações oriundas de outros países africanos.

Para os produtores, a narrativa apresentada simplifica um cenário complexo e pode induzir a interpretações equivocadas. Eles destacam que acompanham as informações técnicas e institucionais por meio da Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), onde, segundo afirmam, encontram dados mais detalhados e análises sem viés político.

Em meio à instabilidade do mercado e às incertezas que afetam diretamente a renda no campo, os cacauicultores defendem mais cautela nas declarações públicas e menos euforia prematura. Para quem vive da lavoura, o que resolve crise não é vídeo, é resultado concreto nas negociações.

Valença acelera no saneamento e projeta investimento de R$ 270 milhões

O município de Valença, por meio do SAAE, vem intensificando os investimentos em saneamento básico, com resultados expressivos nos últimos 12 meses.

Foram implantados cerca de 7 km de rede de esgoto, ampliados quase 3 km de rede de abastecimento de água e mantida a operação das Estações de Tratamento de Água de Guaibim, Serra Grande e Cajaíba.

O órgão também reforçou sua equipe técnica e adquiriu novos equipamentos.

De acordo com o diretor do SAAE, João Bittencourt, as ações fazem parte da adequação do município ao novo Marco Legal do Saneamento.

Além disso, o prefeito Marcos Medrado já apresentou ao Governo Federal um projeto estruturante de ampliação do sistema de esgotamento sanitário, que prevê investimentos de aproximadamente R$ 270 milhões por meio do PAC, com foco na despoluição de corpos hídricos e redução do lançamento de esgoto in natura no Rio Una.

Entre as medidas estratégicas estão ainda estudos para aquisição de geradores para a ETA principal, garantindo maior estabilidade no sistema, e o planejamento, para 2026, da implantação de uma nova unidade auxiliar de tratamento de água, com capacidade de 150 litros por segundo.

A iniciativa promete reforçar a segurança hídrica, melhorar a pressão da rede, especialmente nos bairros mais altos, e assegurar maior regularidade no fornecimento.

Atualmente, Valença já apresenta índice superior a 90% de cobertura no abastecimento de água tratada, colocando o município entre os que atendem às metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento.

Medrado amplia investimentos na saúde e inicia reforma de 16 unidades em Valença

A Prefeitura de Valença, por meio da Secretaria de Infraestrutura, anunciou a reforma de diversas Unidades de Saúde da Família (USFs) em diferentes bairros e distritos do município, ampliando o acesso à saúde e a melhoria da atenção básica.

As reformas foram autorizadas pelo prefeito e contemplam as seguintes unidades: USF Derradeira, USF Maricoabo (Desterro), USF Maricoabo (Graciosa), USF Baixa Alegre, USF Alto do São Roque, USF Jacaré, USF Urbis, USF Tento, USF 1º Centro, USF Orobó e USF Horto Florestal. As intervenções incluem melhorias estruturais, adequações físicas e requalificação dos espaços, garantindo mais conforto para usuários e melhores condições de trabalho para as equipes de saúde.

Além dessas ações, a Prefeitura firmou parceria com a Faculdade Atenas para ampliar o alcance das reformas. Por meio dessa cooperação, também serão beneficiadas as unidades do Guaibim, Jambeiro, Bolívia, Vila I e Feira Livre, fortalecendo a rede municipal de saúde em pontos estratégicos do município.

A iniciativa integra o conjunto de investimentos da gestão municipal voltados à qualificação da atenção básica, considerada a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao reestruturar as unidades, o município avança na promoção de um atendimento mais humanizado, eficiente e seguro, refletindo diretamente na qualidade de vida da população valenciana.

O secretário de Infraestrutura, Ivan Maia, destacou que a pasta já iniciou o levantamento técnico das demandas específicas de cada unidade. “Estamos realizando um diagnóstico detalhado para identificar as necessidades estruturais de cada equipamento. A partir desse mapeamento, vamos organizar o cronograma e dar início à recuperação de forma planejada e eficiente”, afirmou.

Transparência na Ilha: Cairu Explica Para Onde Vai o Dinheiro da TUPA

A Prefeitura de Cairu apresentou, em reunião na Câmara Municipal realizada nesta quarta-feira (26), a prestação de contas dos recursos arrecadados com a Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago, a conhecida TUPA. O encontro reuniu representantes da gestão, associações de trabalhadores e empresários do trade turístico para esclarecer dúvidas e detalhar investimentos.

A TUPA é cobrada dos visitantes que acessam o arquipélago pelo Morro de São Paulo e tem como finalidade garantir a preservação ambiental, a manutenção da infraestrutura e a oferta de serviços urbanos, especialmente limpeza pública e manejo de resíduos sólidos, áreas que sofrem forte impacto com o fluxo intenso de turistas.

O prefeito Hildécio Meireles reforçou que os recursos são aplicados diretamente nessas ações essenciais e destacou que todo o processo de arrecadação é digitalizado, facilitando o pagamento para o visitante e o acompanhamento das receitas.

Além disso, a gestão anunciou a ampliação da transparência, com a entrega de relatórios mensais detalhados às associações, permitindo que moradores, empresários e a imprensa acompanhem de perto a destinação dos valores arrecadados e contribuam para o fortalecimento de um turismo sustentável no município-arquipélago.

Taperoá ganha destaque em manchete do Jornal A Tarde por suspeita de fraude em concurso público

Uma denúncia pública afirma que o concurso público do município de Taperoá (BA) apresentou indícios de favorecimento a candidatos com vínculos políticos ou laços com a gestão municipal, levantando preocupação entre participantes e moradores da região.

Segundo o relato de um dos candidatos, pessoas ligadas à administração atual obtiveram as maiores pontuações, o que comprometeria a imparcialidade do certame e feriria princípios constitucionais como a isonomia na seleção.

A crítica também aponta falta de clareza nos critérios de correção, dificuldades de acesso às informações oficiais e possíveis discrepâncias estatísticas nas notas conforme salas de prova.

A denúncia aponta ainda conflitos de interesse, citando o caso de um candidato com laços familiares com membros do governo local.

O caso foi encaminhado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) para apuração.

Fonte: A Tarde (matéria publicada no dia 25/02/2026)

Pó leva invertida de Isaias e fica meio atordoado, “Sérgio Brito está aqui desde a eleição passada”

Na tribuna, o vereador Pó da Pesca resolveu lançar uma tese curiosa: segundo ele, “ninguém em Valença conhece o deputado Sérgio Brito”. Pronto. Bastou isso para o clima esquentar mais que motor de rabeta em maré baixa.

O vereador Isaias não deixou a fala navegar sozinha. Subiu o tom e respondeu na mesma hora, lembrando que o fato de Pó não ter conseguido se reeleger não lhe concede atestado médico para diagnosticar amnésia coletiva na cidade.

Isaias foi direto: na última eleição, foi ele quem apresentou o deputado Sérgio Brito à população de Valença, e o resultado foi uma votação expressiva. Ou seja, se teve voto, teve reconhecimento. E voto, como todo mundo sabe, não cai do céu como chuva de verão.

O vereador ainda pontuou que não pode ser responsabilizado pelo período em que Pó esteve afastado do cenário político, forçado a um “recesso involuntário” após a derrota de 2020. Enquanto alguns estavam fora do tabuleiro, a política continuava sendo jogada.

No fim das contas, a discussão deixou no ar uma pergunta silenciosa: a memória falha mesmo… ou só falha quando convém?

O CHORO DE PÓ NA SESSÃO DA CÂMARA DE HOJE (24)

A sessão desta terça-feira (24) na Câmara de Valença teve discurso choroso de Pó da Pesca, parece que ele tem sentido o peso dos aplausos que foram dados na praça neste fim de semana.

O motivo da emoção parlamentar foi simples: os candidatos apoiados por Medrado foram ovacionados em praça pública.

Aplauso mesmo, daqueles que fazem o palanque balançar. E aí veio o lamento. Pó relembrou que Claudio Cajado também teria feito muito por Valença, despejado emendas, colaborado com o município, mas, segundo ele, não recebeu a mesma chuva de votos.

Indignado, disparou: “Cajado trouxe tanta emenda para Valença e na hora não foi nem tanto contemplado com os votos. Se lembrem disso”.

Ora, vereador… memória seletiva é um recurso curioso. Principalmente quando a cidade está vendo, ouvindo e sentindo o asfalto chegar na porta de casa.

As emendas de Sérgio Brito estão se transformando em obras visíveis, com direito a tapete negro se espalhando pelas ruas como se Valença tivesse decidido trocar poeira por progresso.

E quando a obra aparece, o povo aparece junto. É matemática básica da política: quem faz, aparece. Quem aparece, recebe aplauso.

Agora, dizer que Cajado “não teve votos” é estória. Conversa que não se sustenta nem com vara de pescar. O então prefeito Jairo Baptista entregou a ele mais de 3 mil votos.

Um salto respeitável para quem antes navegava entre 700 e 800 votinhos. Se isso é falta de voto, imagina o que seria abundância.

No fundo, o que parece incomodar não é a quantidade de emendas do passado, mas o barulho do presente.

E aplauso, vereador, não se decreta em plenário. Ele nasce na rua. E quando nasce, ecoa.