Medrado mobiliza apoiadores para ampliar votação de Lula e reduzir abstenção em Valença

Segundo o prefeito Marcos Medrado, a votação para presidente em Valença manteve praticamente o mesmo cenário da eleição passada, com vitória de Lula. Por isso, o recado é direto: “Aqui a gente não tem que reverter nada. Tem é que aumentar!”

Medrado disse que soube de mudanças no cenário eleitoral de outros municípios e quer evitar que isso aconteça em Valença no segundo turno. Para isso, está convocando um verdadeiro exército de apoiadores, com encontro previsto para esta quinta-feira (8), para organizar a mobilização.

A missão é manter a vantagem, ampliar a votação de Lula e diminuir a abstenção, incentivando quem não compareceu no primeiro turno a ir às urnas.

Segundo o prefeito, o transporte aos locais de votação também será reforçado pela prefeitura, em articulação com a Justiça Eleitoral, para facilitar o acesso dos eleitores.

Medrado já colocou o time em campo. Em Valença, a ordem é mobilizar, levar mais gente às urnas e aumentar o resultado!

ACM Neto: o orgulho pode custar o futuro político

Existe uma máxima que diz: “Se você não pode com seu inimigo, junte-se a ele”. Na minha avaliação, ela cabe direitinho na situação de ACM Neto. Mas parece que o orgulho e a pose de superioridade falam mais alto.

Neto quis conquistar o eleitor que vota em Lula, mas não acompanha o PT na Bahia. Agora, ao se alinhar com Flávio Bolsonaro, corre o risco de afastar justamente esse povo. Afinal, quem gosta de Lula pode até aceitar uma diferença na política estadual, mas não necessariamente aceita caminhar com o bolsonarismo.

Eu vejo o futuro político de Neto cada vez mais apertado. O PT construiu na Bahia um projeto que passa de um governador para outro. Na minha leitura, quem sai deixa obras, alianças e uma bagagem que ajuda o sucessor a continuar. Não é uma estrutura que se derruba apenas com sobrenome e vontade de ser governador.

Será que Neto terá disposição para outra disputa? Eu tenho minhas dúvidas. Pelo caminho que escolheu, acho muito difícil chegar ao governo. A política pode mudar, novos grupos podem surgir, mas esse velho projeto do carlismo, hoje tão dependente dele, parece estar perdendo o fôlego.

Talvez a oportunidade estivesse numa aproximação com Lula, construída lá atrás, com diálogo e menos arrogância. Quem sabe uma aliança futura pudesse abrir espaço para disputar o Senado e reconstruir sua força? Isso é uma hipótese minha, claro. Uma candidatura dependeria de acordo político e, principalmente, do voto do povo.

Até sobre Salvador eu tenho uma interpretação: às vezes, parece que falta ao PT enfrentar o grupo de Neto com toda a força que tem no estado. Não digo que exista um acordo para entregar a prefeitura. Eu gostaria mesmo, era de ver uma disputa mais firme. Por isso não considero garantido que uma eventual volta de Neto à corrida municipal terminasse em vitória.

O avô dele sabia fazer essas leituras. Antonio Carlos Magalhães declarou voto em Lula no segundo turno de 2002, apesar das diferenças políticas. Soube reconhecer o momento e abrir uma ponte com um adversário.

Neto poderia ter aprendido essa lição. Política exige convicção, mas também exige saber conversar e entender o que o povo está dizendo.

Essa é a minha opinião: o carlismo está ficando para trás, e o “netismo” não demonstra a mesma capacidade de se reinventar. Quem insiste em enfrentar uma porta fechada, sem procurar outro caminho, acaba cansando antes de entrar.

Opinião: O Nordeste precisa votar pensando no próprio futuro

Por: Pelegrini

O bolsonarista nordestino acredita que, se Flávio Bolsonaro ganhar, as coisas vão melhorar. Eu fico cá pensando: melhorar para quem? Para o Nordeste, tenho minhas dúvidas — e são grandes!

Na minha avaliação, o governo do pai deixou muito a desejar com a nossa região. E eu não vejo motivo para acreditar que o filho terá um compromisso diferente.

Não vou chamar ninguém de burro por causa do voto, mas acho uma grande falta de senso votar sem cobrar compromisso com o lugar onde a gente vive. O Nordeste merece respeito, investimento e oportunidade.

Por isso, minha escolha é Lula. Voto pensando no nosso povo e no futuro da nossa região. Paixão pela política eu tenho, mas o Nordeste vem primeiro!

Paulo cobrou, o blog ouviu: Jairo, que história é essa de 86 votos?

Meu amigo Paulo do Ferro Velho veio cobrar este blogueiro depois da matéria sobre a votação fraca de Cláudio Cajado em Valença: “Pelegrini, você falou de mim, mas não teve coragem de falar da votação do deputado estadual de Jairo”.

Ô, Paulo, coragem não faltou. Faltou foi a informação! Segundo ele, Roberto Carlos, apoiado pelo ex-prefeito Jairo Baptista, recebeu apenas 86 votos no município. Se confirmado, é uma votação de fazer qualquer cabo eleitoral coçar a cabeça!

E vamos esclarecer: aqui não tem perseguição. Tem comentário político e cobrança. A votação de Cajado merecia atenção, até porque sua campanha quase não foi percebida na cidade. Agora, a informação trazida por Paulo também merece espaço. A régua é a mesma.

No caso de Jairo, a pergunta fica ainda mais interessante. Pelo que ouvi dele, quando lhe ofereceram o nome de Rafa de Hildécio, a resposta foi que precisava apoiar o amigo Roberto Carlos, que havia sido correto com ele e conseguido muita coisa para sua gestão junto ao governo.

Ora, Jairo, se Roberto Carlos conseguiu tanta coisa no governo, como combinar esse reconhecimento com a reclamação de que o governo não lhe ajudou? Essa conta precisa de explicação.

Quando estava no poder, Jairo tinha força política. Mas, se foram mesmo apenas 86 votos, o que aconteceu agora? Faltou empenho, faltou estrutura ou o eleitor resolveu seguir outro caminho? O espaço está aberto para Jairo esclarecer.

Paulo fez a cobrança, e ela está registrada. Porque prestígio político não se mede só por fotografia com deputado ou amizade de muitos anos. Na hora da urna, é preciso combinar com o eleitor!

Medrado agradece votação em Valença e convoca: “Agora é Lula no segundo turno”

O prefeito Marcos Medrado usou suas redes sociais para agradecer aos valencianos pelo resultado das urnas e reforçar o apoio ao presidente Lula na disputa do segundo turno.

“Valença deu o recado!”, comemorou Medrado, agradecendo a cada valenciano e valenciana que confiou e caminhou com seu grupo político. Para o prefeito, a vitória representa o reconhecimento de quem acredita no trabalho que vem sendo realizado.

Agora, Medrado já vira a chave para a próxima batalha: “É rumo ao segundo turno com Lula!”

O prefeito promete manter o grupo mobilizado, com a mesma força da primeira etapa da eleição: “É Lula! É o time do trabalho!”

Valença terá dois filhos da terra na Câmara: Lucas Reis e Raimundo Costa

Valença não conseguiu eleger nosso Rafa de Hildécio para deputado estadual, mas tem uma conquista para comemorar: Lucas Reis, filho da terra e ex-assessor do senador Jaques Wagner, vai para a Câmara dos Deputados.

Eleito pelo PT com 192.080 votos, Lucas foi o quinto deputado federal mais votado da Bahia. Uma votação bonita, de quase 200 mil votos! Raimundo Costa, do PSD, também garantiu sua reeleição.

Agora teremos dois valencianos em Brasília. Embora estejam em partidos diferentes, os dois caminham com o grupo de Lula e Jerônimo. Fica a expectativa de que somem forças e trabalhem juntos por Valença e pelo Baixo Sul.

Parabéns, Lucas! Parabéns, Raimundo! Nossa terra merece essa parceria e espera bons frutos desses dois representantes.

Rafa não levou a cadeira, mas saiu da eleição de cabeça erguida

Rafa de Hildécio não conseguiu os votos necessários para se eleger deputado estadual, mas fez uma campanha bonita, de muito trabalho e proximidade com o povo. Ficou na primeira suplência do PDT e ainda pode assumir uma cadeira caso algum deputado eleito do partido se afaste para ocupar um cargo no governo.

Rafa também saiu da disputa com a moral boa junto ao grupo governista. Foi fiel a Jerônimo, apoiou Lula e os senadores da chapa, mostrando de que lado estava durante toda a caminhada.

A cadeira não veio agora, mas o trabalho merece reconhecimento. Política tem dessas coisas: a gente trabalha, cria expectativa, e a urna surpreende. Cabeça erguida, Rafa! Quem construiu esse carinho com o povo tem motivos para seguir em frente.

Cajado tem votação pífia em Valença, e Paulo do Ferro Velho sai menor das urnas

Uma votação chamou a atenção deste blogueiro em Valença: a de Cláudio Cajado. Pelos números que chegaram até nós, foram pouco mais de 300 votos, contra quase 4 mil na eleição anterior, quando contou com o apoio do então prefeito Jairo Baptista. A diferença é grande e deixa uma pergunta: quanto daquela força era de Jairo e quanto era do grupo do deputado?

A cobrança política recai sobre Paulo do Ferro Velho, secretário de Indústria e Comércio e apoiador de Cajado. Fez propaganda do deputado, exaltou emendas e apresentou seu aliado como uma grande opção para Valença. Mas, na hora de abrir as urnas, cadê os votos? O discurso foi grande; o resultado, pequeno.

Paulo também precisa explicar sua posição dentro do governo: ocupa uma secretaria, mas apoiou um candidato diferente daquele defendido pelo prefeito Marcos Medrado. É legítimo fazer sua escolha, mas também é legítimo cobrar coerência e perguntar quanto essa parceria acrescenta ao grupo político do prefeito.

Cargo público exige competência, serviço e resultado para a população. E, quando o ocupante também posa de liderança eleitoral, sua força nas urnas entra na avaliação. Na opinião deste blogueiro, Paulo saiu dessa eleição com bem menos prestígio do que anunciava. Medrado tem motivos para reavaliar seu espaço no governo. Afinal, fazer pose de liderança é fácil. Demonstrar essa liderança é outra conversa.