Será que Trump tem coragem de invadir Cuba?

Trump rosna, o mundo observa… e Cuba segue no meio do tabuleiro

Tem coisa na política internacional que parece cena de filme antigo reprisado: o sujeito levanta a voz, bate na mesa e ameaça… e o resto do mundo fica ali, olhando, calculando, medindo até onde aquilo é blefe ou jogo real.

Foi mais ou menos isso que aconteceu com as recentes falas de Donald Trump sobre Cuba.

Trump fala grosso, aponta o dedo, promete endurecer… e pronto: já tem gente achando que amanhã vai ter navio americano ancorando em Havana com banda tocando e bandeira tremulando.

Calma lá.


A ilha não é mais aquela do tempo da Guerra Fria

https://images.openai.com/static-rsc-3/-uc59HaaXeboR8xlH61yEMKoEuqYH0KHqW1AV5hCcnac7W_VBx-fQldEE-1zEVK8AietpTz3YoAMPXJfwWNGRopVIyuRr0mdKHJeIA_MxWc?purpose=fullsize&v=1

Na época da antiga União Soviética, Cuba era praticamente um “posto avançado” no quintal dos Estados Unidos. Qualquer movimento mais brusco e já tinha tensão global no ar.

Hoje, o cenário é outro.

A ilha continua importante? Sim. Mas não é mais o centro do mundo.

Sem a União Soviética bancando tudo, Cuba passou a viver mais na base da resistência do que da proteção internacional.


Trump ameaça… mas até onde ele pode ir?

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cd/US_Navy_031130-N-3653A-002_USS_George_Washington_%28CVN_73%29_Carrier_Strike_Group_formation_sails_in_the_Atlantic_Ocean.jpg

Os Estados Unidos têm força para pressionar Cuba? Têm de sobra.

Mas transformar discurso em ação militar é outra história. E aí entram os freios:

  • invadir Cuba hoje seria um escândalo internacional
  • pegaria mal até para aliados históricos
  • abriria um precedente perigoso no mundo

E tem um detalhe que pouca gente lembra: os EUA já têm um pé dentro de Cuba, com a base de Guantánamo. Não é exatamente uma terra desconhecida para eles.

Ou seja: não é falta de capacidade… é cálculo político.


E a Rússia? Cadê aquela de antigamente?

https://images.openai.com/static-rsc-3/D93vDZnAAKZW1sHm9dAylLI8eJPWr0H_3WSsv1Vl9LYRVVEUFr7rkONs0TrucmGAMv_8riAUdhnu8YKgf6UfSE2DAFy3-H1AluHEdUA_Cb0?purpose=fullsize&v=1

A Rússia de hoje não é a União Soviética que bancava Cuba com dinheiro, petróleo e proteção militar constante.

Se os EUA apertarem mais:

  • a Rússia vai reclamar
  • vai fazer discurso duro
  • pode até mandar navio para “visita estratégica”

Mas entrar em confronto direto? Nem de longe.

O mundo mudou… e o bolso também.


E o resto do planeta? Muito barulho, pouca pólvora

Se houver escalada, o script já é conhecido:

  • América Latina protesta
  • Organização das Nações Unidas convoca reunião
  • Europa critica
  • China observa e solta nota diplomática

Resultado: muita fala… pouca ação prática.

Ninguém quer comprar uma briga direta com os Estados Unidos por causa de Cuba.


No fim das contas… quem segura o rojão?

Cuba.

Sozinha? Não exatamente. Mas sem guarda-costas disposto a entrar na briga de verdade.


Resumo

Trump late alto para plateia. O mundo responde com nota oficial e cara fechada. A Rússia faz pose de longe.

E Cuba… continua ali, no meio do tabuleiro, levando pressão dos dois lados e sobrevivendo como sempre: na marra, na diplomacia e na resistência.

No xadrez global de hoje, ninguém quer derrubar o tabuleiro. Mas também ninguém corre para salvar a peça mais exposta.

E a ilha segue… firme, cercada e acostumada com o vento forte.

Zé Cocá vira “noivo cobiçado” da política baiana

Na política da Bahia tem hora que parece festa de casamento… só que sem padre, sem igreja e com vários pretendentes disputando o mesmo noivo. E o noivo da vez atende pelo nome de Zé Cocá.

Segundo matéria do jornal A Tarde, o MDB resolveu abrir conversa com o prefeito de Jequié, hoje filiado ao Progressistas, que vem sendo apontado como possível vice na chapa da oposição liderada por ACM Neto para a eleição de 2026.

Quem apareceu como emissário foi ninguém menos que Geddel Vieira Lima, velho conhecido das articulações políticas que acontecem longe dos microfones e bem perto dos telefones.

Mas, segundo o próprio Geddel, Cocá preferiu colocar o pé no freio e não avançar na conversa agora. Traduzindo do idioma político para o português do povo: ninguém quer entrar em barco antes de saber se ele vai navegar ou afundar.

E não é para menos. Na política baiana, ser cotado para vice pode significar duas coisas:

1- Você virou peça importante no tabuleiro.
2- Ou virou peça que todo mundo quer usar para atrapalhar o jogo do adversário.

Às vezes é até as duas coisas ao mesmo tempo.

A verdade é que Zé Cocá passou a despertar interesse porque representa algo que os partidos vivem procurando desesperadamente: voto no interior. E quem conhece eleição na Bahia sabe que governo não se ganha apenas na capital. O mapa eleitoral do estado é grande, cheio de cidades médias e regiões onde prefeitos fortes acabam virando cabos eleitorais de luxo.

Enquanto isso, os partidos ficam nesse namoro político cheio de indiretas, convites discretos e conversas “informais”. É aquele tipo de conversa que oficialmente não aconteceu… mas todo mundo sabe que aconteceu.

No fim das contas, essa movimentação revela uma coisa simples: a eleição de 2026 já começou, mesmo que oficialmente ninguém admita.

E quando começam a disputar o vice antes mesmo de anunciar o governador, é sinal claro de que o tabuleiro está sendo montado.

Agora resta saber uma coisa: Zé Cocá vai ser vice de alguém… ou apenas o nome que todo mundo usa para bagunçar o jogo dos outros?

Na política baiana, às vezes o casamento vira divórcio antes mesmo de sair o convite.

Em parceria com o Projeto Ponta do Curral prefeitura inicia reforma da Praça São José no Guaibim

Moradores da Praia de Guaibim acordaram hoje (16), com um movimento que faz bem aos olhos e um barulho que não incomoda os tímpanos, trabalhadores da construção civil amanh eceram fechando a Praça São José com tapumes.

O prefeito Marco Medrado autorizou a revitalização da Praça São José. O investimento é de R$ 980 mil, viabilizado por meio de um Termo de Acordo e Compromisso firmado com o Condomínio Ponta do Curral.

MPS Conbstruções Ltda irá executar a obra com acompanhamento da Secretaria de Infraestrutura, na pessoa do senhor Ivan Maia: “Estamos entregando a ordem de serviço para a empresa que vai realizar as obras de revitalização e reforma da Praça São José. É uma obra importante do ponto de vista social, econômico e do turismo aqui da região. É o início de um projeto de revitalização que foi solicitado pelo prefeito, e a Seinfra tem desenvolvido projetos para revitalizar toda essa área”, afirmou.

A Praça que terá as mesmas condições das praças públicas de Valença, contará com playground infantil pergolados para descanso e convivência, além de um palco para realização de eventos comunitários e culturais.

Já na área voltada ao bem-estar, a praça contará com pista de cooper e academia ao ar livre, incentivando a prática de atividades físicas gratuitas e acessíveis para toda a população.

Outro ponto importante do projeto é a valorização dos trabalhadores que já fazem parte da dinâmica do espaço. Ambulantes terão áreas organizadas e integradas à nova estrutura, garantindo melhores condições de trabalho e contribuindo para fortalecer a economia local.

“Entendemos que precisamos desenvolver também a nossa comunidade, para que a gente tenha um desenvolvimento responsável em nossa região. Valença precisa avançar muito e acredito que no Guaibim esse é o pontapé inicial”, destacou Klayton, representante do empreendimento.

Depois de décadas de promessa, Hospital Costa do Dendê começa a virar realidade no Baixo Sul

Durante muitos anos, o tal Hospital Regional do Baixo Sul foi daqueles assuntos que apareciam em discurso político, reunião, promessa de campanha e conversa de bastidores… mas que quase nunca saía do papel. Era o tipo de projeto que o povo já escutava falar e pensava: “Será que um dia isso acontece mesmo?”

Pois desta vez parece que a coisa é para valer.

As obras do Hospital e Maternidade Costa do Dendê, em Valença, seguem em ritmo acelerado e já representam um dos maiores investimentos públicos da história da região. São mais de R$ 160 milhões, recursos garantidos através do Novo PAC, que começam a transformar em realidade um sonho antigo de milhares de famílias do Baixo Sul.

E não se trata de uma obra qualquer. Quando estiver pronto, o hospital deverá fortalecer toda a rede pública de saúde da região, atendendo não apenas Valença, mas diversos municípios do Baixo Sul que hoje enfrentam dificuldades para encontrar atendimento especializado mais perto de casa.

Hoje, muitas famílias ainda precisam percorrer longas distâncias até cidades maiores em busca de atendimento hospitalar mais complexo. Com a nova unidade, a expectativa é que grande parte dessa demanda seja absorvida na própria região, garantindo mais rapidez no atendimento e mais dignidade para quem precisa do SUS.

A previsão é que o hospital seja entregue em 2027, consolidando um projeto que envolve a parceria entre o Governo Federal, o Governo do Estado da Bahia e a Prefeitura de Valença. Uma união de esforços que mostra que, quando as esferas de poder caminham na mesma direção, as coisas acontecem.

No fim das contas, o Hospital Costa do Dendê não é apenas mais uma obra pública. É um marco para a saúde do Baixo Sul.

Porque hospital não é luxo. É necessidade.

E se tudo seguir no ritmo que as obras estão avançando, o Baixo Sul pode finalmente deixar para trás a época em que hospital regional era apenas promessa de palanque.

Uma rua asfaltada por mês: gestão já ultrapassa 25 ruas pavimentadas em apenas um ano

Quando se fala em obras públicas, a população costuma medir resultados com algo muito simples: aquilo que dá para ver e sentir no dia a dia. Em Valença, um dos sinais mais visíveis da atual gestão tem sido o avanço da pavimentação em diversos bairros da cidade.

Em apenas um ano de administração, mais de 25 ruas já foram asfaltadas, um número que chama atenção e que, na prática, representa quase uma rua asfaltada por mês ao longo do período.

O resultado é percebido por quem mora nas localidades beneficiadas e também por quem circula diariamente pela cidade. Onde antes havia poeira no verão e lama no inverno, agora há vias mais seguras, melhor mobilidade e mais qualidade de vida para a população.

Progresso que chega aos bairros

As obras de pavimentação têm se espalhado por diferentes regiões do município, levando infraestrutura para áreas que aguardavam melhorias há muitos anos.

O impacto vai muito além da estética urbana. O asfalto melhora o tráfego de veículos, facilita o transporte público, valoriza os imóveis e traz mais conforto para os moradores.

Carro abandonado não é decoração urbana: Prefeitura inicia operação para organizar as ruas de Valença

Valença vai passar por uma verdadeira “faxina urbana” nas próximas semanas. A Prefeitura, por meio da Secretaria de Mobilidade e Ordem Pública e com o apoio do Departamento Municipal de Trânsito, anunciou o início de uma grande operação para identificar, notificar e remover veículos abandonados nas vias públicas do município.

A iniciativa tem um objetivo claro: melhorar a mobilidade urbana, aumentar a segurança de motoristas e pedestres e devolver às ruas o espaço que pertence à circulação das pessoas e não a carcaças esquecidas pelo tempo.

Pela operação, os veículos encontrados em estado de abandono nas vias públicas serão devidamente notificados. Após a notificação, os proprietários terão até 72 horas para retirar o veículo do local. Caso o prazo não seja cumprido, o automóvel poderá ser removido e encaminhado ao Depósito Municipal de Veículos.

Um problema que vai além da estética

Muita gente imagina que um carro abandonado seja apenas um problema visual, mas na prática ele causa uma série de transtornos para a cidade.

Além de poluir a paisagem urbana, veículos abandonados acabam se transformando em pontos de acúmulo de lixo, abrigo para insetos e animais transmissores de doenças e até obstáculos perigosos para o trânsito. Em ruas mais estreitas ou em esquinas, esses veículos podem reduzir a visibilidade e aumentar o risco de acidentes.

Ou seja: aquele carro parado há meses na mesma vaga pode parecer inofensivo, mas na verdade contribui para desorganizar o trânsito e comprometer a segurança urbana.

Participação da população será fundamental

A Prefeitura também está convocando a população para participar do processo de organização da cidade. Moradores que identificarem veículos aparentemente abandonados podem ajudar informando a situação à Ouvidoria Municipal, através do telefone 0800 071 4346.

Essa colaboração da comunidade é essencial para que a operação alcance mais bairros e resolva problemas que muitas vezes passam despercebidos pela fiscalização.

Organização da cidade é responsabilidade de todos

De acordo com o diretor do Departamento Municipal de Trânsito, Varne Negreiro, a iniciativa vai além da simples remoção de veículos.

Segundo ele, a ação também busca conscientizar a população sobre a importância de manter os espaços públicos organizados.

“O nosso objetivo não é apenas remover veículos, mas estimular uma cultura de cuidado com a cidade. Quando as vias estão livres e organizadas, todos ganham: motoristas, pedestres e moradores”, destacou.

Uma Valença mais organizada

Medidas como essa mostram que a organização da cidade não depende apenas de grandes obras, mas também de ações práticas do dia a dia.

Retirar veículos abandonados das ruas significa mais mobilidade, mais segurança, menos riscos à saúde pública e uma cidade visualmente mais agradável.

No fim das contas, cuidar da cidade é um compromisso coletivo. E, quando poder público e população caminham juntos, quem ganha é toda Valença. 🚗🏙️

Se quiser, também posso adaptar essa matéria para o estilo mais opinativo do Blog do Pelegrini, com um pouco mais de tempero crítico e ironia.

Cairu empossa Conselho Municipal de Turismo e fortalece governança do setor

O município-arquipélago de Cairu deu mais um passo importante para o fortalecimento do turismo local. Nesta quinta-feira (12), foi realizada na Câmara de Vereadores, a cerimônia de posse dos membros do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), instância estratégica para a construção participativa das políticas públicas voltadas ao setor.

Durante o ato, também foi oficializada a criação do Fundo Municipal de Turismo, instrumento que permitirá ampliar investimentos e fortalecer ações voltadas ao desenvolvimento sustentável do destino, referência turística na Bahia.

A solenidade contou com a presença do prefeito Hildécio Meireles, do presidente da Casa Legislativa Pikui Damascena, secretário municipal do Turismo Cláudio Brito, do gerente regional do Sebrae Carlos Henrique Oliveira, vereadores, além de representantes do poder público, iniciativa privada e sociedade civil.

Na ocasião, o prefeito anunciou ainda a chegada de Alexandre Pereira, ex-secretário do Turismo de Fortaleza (CE), à equipe de trabalho do município. Ele passa a atuar como consultor, contribuindo com sua experiência na gestão turística e no planejamento estratégico para fortalecer o posicionamento e a competitividade do arquipélago nos cenários nacional e internacional.

De acordo com a gestão municipal, a criação do Conselho e do Fundo Municipal de Turismo reforça o compromisso da Prefeitura de Cairu com o planejamento do setor, ampliando a participação institucional e garantindo melhores condições para investimentos em infraestrutura, qualificação e promoção do destino.

Com iniciativas estruturantes e planejamento contínuo, Cairu segue avançando no fortalecimento do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de oportunidades e valorização das potencialidades do arquipélago.

Composição do Conselho Municipal de Turismo de Cairu – COMTUR, para o biênio 2026-2028

REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL
ACEC – Associação Comercial e Empresarial de Cairu
Titular: Jackson Fernandes
Suplente: Daniel Karrer

APLPIT – Associação dos Proprietários de Lanchas de Passeios Volta à Ilha de Tinharé
Titular: Franklin Nelby Santiago Rosário
Suplente: Thaís da Cruz Santos

ACOBATUR/ASSISTUR – Associação dos Condutores de Bagagem de Turismo
Titular: Valdomiro da Silva
Suplente: Ronan Nascimento Santana

ASCOEB – Associação Comercial e Empresarial de Boipeba
Titular: Rodrigo Lima Ferreira
Suplente: Aaron Gois Pinheiro

ACEZI – Associação Comercial Empresarial do Zimbo
Titular: Adauto Caldas
Suplente: Jackson Carvalho Santos

APEGA – Associação de Pescadores de Garapuá
Titular: Antônio Carlos da Cruz dos Santos
Suplente: Carlos Aguiar Coutinho Neto

AATB: Associação das Agências de Turismo de Boipeba
Titular: Thaysmara Lindalva de Oliveira Barbosa
Suplente: Sílvio Rosa dos Santos

ASMOGAM – Associação dos Moradores da Gamboa
Titular: Roque Porcino dos Santos
Suplente: Rodolpho Orsini Filho

ATNG – Associação de Transporte Náutico de Boipeba
Titular: Alda Santana Silva
Suplente: Wilma Menezes

REPRESENTANTES DO PODER PÚBLICO
SEOP – Secretaria de Ordem Pública
Titular: Hermes Moreira da Silva Neto
Suplente: Elinalva Souza Santos

SEDES – Secretaria de Desenvolvimento Sustentável
Titular: Vanessa Meira Guedes Fonseca
Suplente: Petrusca Netto Mello

SEDUC – Secretaria Municipal da Educação
Titular: Deise Pinto Souza
Suplente: Iara Gonçalves dos Alves

SETUR – Secretaria Municipal do Turismo
Titular: Cláudio Márcio de Jesus Brito
Suplente: Michele Costa Dahlmann

SEINFRA – Secretaria Municipal de Infraestrutura e Planejamento Urbano
Titular: Maurício Sena
Suplente: Jorimar Jorge Souza Brito

SEMOSP – Secretaria Especial de Administração do Morro de São Paulo
Titular: Eloi Alves Neto
Suplente: Kananda Galvão

PROJU – Procuradoria Jurídica do Município
Titular: Tássia Oliveira Souza Spósito
Suplente: Mirna Enoy Ainsworth de Matos

SECULT – Secretaria da Cultura
Titular: Cíntia Braga Palma
Suplente: José Roberto dos Santos Hormínio

SEFAZ – Secretaria Municipal da Fazenda
Titula: Anilton Rosa Marques Filho
Suplente: Taiara Souza

Diplomacia de cadeia: bolsonaristas tentam transformar cela em embaixada

O Brasil definitivamente virou um país surpreendente. Não basta ter ex-presidente condenado por tentativa de golpe de Estado. Agora também tem gente tentando transformar a cadeia em ponto oficial de visita diplomática.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, um conselheiro ligado ao ex-presidente americano Donald Trump tentou articular uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso em Brasília. A ideia era simples: passar lá, trocar uma prosa política e, quem sabe, sair dizendo que Bolsonaro continua sendo uma liderança internacional.

Só esqueceram de um pequeno detalhe: cadeia não é embaixada.

O pedido chegou ao Supremo Tribunal Federal, nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, que inicialmente analisou o caso, mas depois voltou atrás e negou a visita.

O motivo é quase didático: permitir que um assessor político estrangeiro visite um preso por tentativa de golpe poderia ser interpretado como interferência externa em assuntos internos do Brasil.

Em outras palavras, o que alguns bolsonaristas chamariam de “solidariedade internacional”, qualquer diplomata com dois neurônios chamaria de intromissão política.

O clube internacional da extrema direita

O episódio também revela uma verdade curiosa: enquanto muitos bolsonaristas juram defender a soberania nacional, vivem comemorando quando figuras da extrema direita internacional aparecem para defender Bolsonaro.

Se um assessor de Trump resolve aparecer por aqui para visitar um ex-presidente preso por atacar a democracia brasileira, de repente surgem discursos inflamados sobre “apoio internacional”, “liderança global” e outras fantasias dignas de grupo de WhatsApp.

É uma soberania curiosa: quando convém, vale até pedir reforço estrangeiro.

A realidade é menos heroica

O problema é que, fora da bolha digital, o mundo real funciona de outro jeito. Bolsonaro não é um “perseguido político internacional”. Ele é um ex-presidente condenado por tentativa de golpe contra o próprio país.

E cadeia, por mais que alguns tentem romantizar, não é local para reunião de aliados ideológicos vindos do exterior.

Moral da história

No fim das contas, o conselheiro de Trump não vai visitar Bolsonaro. E a tentativa frustrada revela bem o momento político de certos setores da direita brasileira.

Enquanto tentam transformar um presídio em palco de diplomacia ideológica, o resto do país segue lidando com a realidade.

E a realidade é dura: não existe narrativa capaz de transformar tentativa de golpe em agenda internacional.

Muito menos transformar cela em gabinete político.