Quando a crítica troca os fatos pelos rótulos

Na política, poucas palavras são tão pesadas quanto chamar alguém de mentiroso. E essa acusação não deveria ser feita apenas porque alguém não gosta de um prefeito, de um governador ou de um presidente.

Nos últimos meses, alguns adversários políticos passaram a chamar o prefeito Marcos Medrado de mentiroso. Mas fica uma pergunta bem simples: se ele estivesse mentindo, como explicar a quantidade de obras acontecendo ao mesmo tempo em Valença?

Quem anda pela cidade vê ruas sendo recuperadas, escolas recebendo investimentos, unidades de saúde sendo reformadas, novos projetos saindo do papel e investimentos chegando em diversas áreas. Isso não é discurso. Isso pode ser visto por qualquer cidadão.

É claro que nem tudo acontece na velocidade que o povo deseja. Existem obras que dependem de recursos, licitações e parcerias com os governos estadual e federal. Isso faz parte da administração pública.

Outra coisa é transformar qualquer anúncio em mentira apenas porque a obra ainda está em andamento ou porque algumas divergências políticas e pessoais acabam falando mais alto que os fatos.

Quem administra uma cidade precisa anunciar projetos, buscar recursos e acompanhar cada etapa até a conclusão. Isso acontece em qualquer prefeitura do Brasil.

Quem faz política sabe que toda obra está sujeita a atrasos e dificuldades. O que não é justo é chamar de mentira aquilo que está sendo executado e pode ser acompanhado pela própria população.

O debate político é saudável. Criticar também faz parte da democracia. Mas a crítica ganha mais força quando é baseada em fatos, e não em adjetivos.

Se alguém acredita que uma informação divulgada pelo prefeito não corresponde à realidade, basta apresentar documentos, números ou provas.

Agora, repetir diariamente que ele é mentiroso sem demonstrar onde está a mentira acaba empobrecendo o debate e desviando a atenção do que realmente interessa: os resultados para a população.

No fim das contas, quem dará a resposta definitiva não serão os discursos nem as redes sociais. Será o cidadão, observando o que foi entregue, o que ainda está sendo feito e, principalmente, decidindo nas urnas se aprova ou não o trabalho da atual gestão.

Rafa de Hildecio mostra que herdou a política do pai, mas faz do seu jeito e conquista até antigos adversários

Se teve uma cena que chamou atenção no desfile do Dois de Julho, em Valença, foi a presença do pré-candidato a deputado estadual Rafa de Hildécio.

Filho do prefeito de Cairu, Hildécio Meireles, Rafa apareceu caminhando ao lado de Fernando Brito, justamente um dos maiores adversários políticos de seu pai nos últimos anos.

E isso tem um significado. Fernando já foi aliado de Hildécio, depois rompeu, venceu uma eleição sem o apoio dele e voltou a enfrentá-lo nas urnas.

Agora, a política dá mais uma de suas voltas e o ex-adversário surge ao lado de Rafa, mostrando que o jovem pré-candidato tem conseguido abrir diálogo e conquistar respeito até entre quem já esteve do outro lado.

Durante todo o cortejo, Rafa caminhou pelas ruas cercado por centenas de pessoas, distribuindo cumprimentos, abraços e conversando com amigos, lideranças e apoiadores. Por onde passava, era recebido com entusiasmo.

Quem conhece a história política de Cairu e da região sabe da força que Hildécio sempre teve nas urnas. Quando se elegeu deputado estadual, fez uma votação expressiva em Valença, deixando sua marca na política regional.

Agora, Rafa começa a escrever sua própria história. Herdou do pai a habilidade para fazer política, mas imprime um estilo diferente: mais leve, conciliador e com facilidade para conversar com todos.

Pelo que se vê nas ruas, ele parece disposto a provar que, na política, diálogo e respeito também conquistam espaço.

Valença celebra um Dois de Julho histórico com praça lotada, civismo e valorização da Independência da Bahia

Um Dois de Julho como há muito tempo não se via em Valença. A celebração da Independência da Bahia reuniu uma multidão na praça e marcou um verdadeiro resgate da história, despertando em crianças, jovens e adultos o interesse por uma das datas mais importantes do povo baiano.

A programação foi marcada por um belo desfile cívico, com a participação de escolas, do Tiro de Guerra, da Guarda Municipal, da Filarmônica, de fanfarras, do tradicional Carro do Caboclo e de servidores municipais, que deram um brilho especial à festa e reforçaram o sentimento de patriotismo e identidade baiana.

Para o prefeito Marcos Medrado, ver a praça completamente tomada pela população representa muito mais do que o sucesso de um evento. É a demonstração de que o povo voltou a prestigiar as comemorações cívicas e de que o trabalho desenvolvido pela administração municipal tem recebido o reconhecimento da comunidade.

Ao lado de representantes dos governos estadual e federal, Medrado participou do hasteamento das bandeiras do Brasil, da Bahia e de Valença. A cerimônia, embalada pela execução dos hinos, emocionou o público e deu ainda mais significado à celebração.

Quem também chamou atenção durante o evento foi a primeira-dama, Cris Medrado. Bastante procurada pela população, ela atendeu com simpatia aos inúmeros pedidos de selfies e fotografias, demonstrando o carinho e a receptividade que conquistou entre os valencianos.

Quando o verdadeiro forró vale menos que o modismo, alguma coisa está fora do compasso

O caso de Surubim, no Agreste de Pernambuco, mostra bem a inversão de valores que tomou conta das festas juninas. Enquanto artistas como Flávio José precisam enfrentar questionamentos e pressões para reduzir seus cachês, grandes nomes do sertanejo continuam sendo contratados por cifras milionárias para tocar justamente em festas que nasceram do forró.

Agora veio mais um episódio que merece reflexão. Gusttavo Lima cancelou pela segunda vez um show em Surubim, alegando estar de caganeira, depois de já ter recebido antecipadamente um cachê milionário, o que provocou a revolta do prefeito e de milhares de pessoas que esperavam pela apresentação. O cantor afirmou que sofreu uma intoxicação alimentar e pediu desculpas ao público.

A questão aqui não é condenar quem adoece. Qualquer artista pode passar por um problema de saúde. O ponto é outro: por que tantas prefeituras insistem em gastar fortunas com atrações que sequer fazem parte da essência do São João, enquanto tratam os verdadeiros forrozeiros como se fossem artistas de segunda categoria?

Flávio José, assim como tantos outros mestres do forró, construiu sua carreira levando a sanfona e a cultura nordestina para todo o Brasil. Não é comum vê-lo envolvido em cancelamentos de última hora ou em polêmicas por descumprimento de contratos. São profissionais que respeitam o público e carregam nas costas a tradição das festas juninas.

É difícil compreender que o Ministério Público seja tão rigoroso ao discutir o cachê de um ícone do forró, enquanto cachês milionários de artistas que nem representam a cultura junina continuam sendo pagos por diversas prefeituras.

Está na hora de inverter essa lógica. O São João precisa voltar a valorizar quem sempre esteve ao seu lado. Se existe uma festa que deve prestigiar seus verdadeiros representantes, essa festa é o São João. O resto pode fazer sucesso o ano inteiro. Mas, em junho, quem deveria ocupar o centro do palco são aqueles que ajudaram a construir essa tradição.

Gabriel de Parísio reafirma apoio a Rafa de Hildécio e encerra qualquer especulação sobre aliança política em Wenceslau Guimarães

Qualquer dúvida que ainda existia sobre a relação política entre o prefeito Gabriel de Parísio e o pré-candidato a deputado estadual Rafa de Hildécio foi definitivamente encerrada nesta terça-feira (30), durante o ato que marcou o início das obras de asfaltamento de ruas em Wenceslau Guimarães.

A convite do prefeito, Rafa participou da agenda ao lado do deputado federal Dal Barreto, autor da emenda parlamentar que viabilizou a obra, além da presidente da Câmara, Edinalva, do vice-prefeito Álvaro, vereadores, lideranças do Baixo Sul e da população, que mais uma vez recebeu Rafa com entusiasmo e demonstrações de carinho.

A receptividade reforçou um sentimento já conhecido por quem acompanha a caminhada do pré-candidato: Rafa já não é visto como um visitante em Wenceslau, mas como alguém que construiu uma relação de confiança, respeito e proximidade com a cidade e seu povo.

Durante seu discurso, Rafa fez questão de agradecer pela forma como sempre é acolhido em Wenceslau e relembrou que acreditou no projeto liderado por Gabriel desde o início. Em uma fala marcada pela gratidão, destacou três pessoas que considera fundamentais em sua trajetória política: seu pai, Hildécio Meireles; o deputado federal Dal Barreto; e o prefeito Gabriel de Parísio.

“Quem caminha ao nosso lado nos momentos mais importantes merece nossa lealdade e nossa gratidão”, destacou Rafa, ao reafirmar a confiança construída ao longo dos últimos anos.

Mas foi a fala do prefeito Gabriel que colocou um ponto final em qualquer especulação sobre um possível afastamento entre os dois.

Em seu pronunciamento, Gabriel agradeceu a amizade de Rafa, ressaltou sua participação nas conquistas do município e foi categórico ao afirmar que Rafa faz parte do grupo político de Wenceslau Guimarães. Sem deixar margem para interpretações, declarou que Rafa também é o seu candidato a deputado estadual.

A manifestação pública aconteceu diante de centenas de pessoas e das principais lideranças presentes no evento, consolidando aquilo que, nos bastidores, sempre foi sustentado pela relação entre ambos: uma parceria construída na confiança, na lealdade e no compromisso com o desenvolvimento da região.

Mais do que uma declaração política, o encontro evidenciou a solidez de uma amizade que atravessa o tempo e se fortalece nas entregas realizadas para o município.

Se ainda havia qualquer questionamento sobre o espaço de Rafa no grupo liderado por Gabriel de Parísio, a agenda desta terça-feira deixou a resposta clara. Rafa segue sendo parte do projeto político de Wenceslau Guimarães, com o apoio público, firme e incontestável do prefeito Gabriel e das principais lideranças que constroem esse grupo.

Cairu: Água, alegria e tradição: Lavagem do Beco da Paz dá um verdadeiro banho de animação em Gamboa do Morro

Quem pensou que a festa tinha acabado depois do São João e do São Pedro se enganou bonito. Neste fim de semana, a Gamboa do Morro voltou a viver um daqueles momentos que fazem o povo sair de casa com um único objetivo: se divertir.

A tradicional Lavagem do Beco da Paz, que já completa 18 anos de história, mostrou mais uma vez por que é uma das festas mais queridas do Arquipélago.

E teve de tudo: mangueira ligada, balde d’água, muita música, risada e aquele clima gostoso que só o povo de Cairu sabe fazer.

O prefeito Hildécio Meireles fez questão de participar da brincadeira. Ao lado dos vereadores e da comunidade da Gamboa do Morro, entrou no clima da festa sem cerimônia.

Pegou a mangueira, ajudou a molhar quem estava pela frente e, como ninguém escapa nessa tradição, também levou um verdadeiro banho, arrancando gargalhadas de quem acompanhava tudo de perto.

A Lavagem do Beco da Paz já virou uma marca do calendário cultural de Cairu. É aquela festa que não precisa de luxo para dar certo.

O segredo está na alegria do povo, na união da comunidade e na vontade de manter viva uma tradição que atravessa gerações.

Quem esteve por lá saiu molhado, mas também voltou para casa com a alma leve e a certeza de que algumas festas têm um valor que dinheiro nenhum compra.

São momentos que aproximam as pessoas, fortalecem a cultura popular e mostram que tradição boa é aquela que continua reunindo famílias, amigos e visitantes ano após ano.

Se depender da animação desta edição, a contagem regressiva para a 19ª Lavagem do Beco da Paz já começou.

Fogos de estampido: quando quem tem influência também tem responsabilidade

Os fogos de estampido que todos os anos marcam a Festa de São Pedro não causam sofrimento apenas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Eles também afetam idosos, bebês, pessoas com hipersensibilidade sensorial, animais domésticos e tantas outras famílias que vivem momentos de verdadeira angústia durante as explosões.

E é justamente por isso que faço um apelo público ao deputado federal Raimundo Costa.

O deputado sempre teve uma ligação muito forte com a Festa de São Pedro. Desde os tempos em que ainda era vereador, tornou-se uma das principais lideranças políticas associadas ao evento, que ao longo dos anos deixou de ser apenas uma celebração religiosa dos pescadores para se transformar em uma grande festa popular.

Quem possui influência também possui responsabilidade. Não significa que o deputado seja o único responsável pelas decisões da festa, mas significa que sua voz tem peso suficiente para abrir um diálogo com os organizadores e defender uma mudança que preserve a tradição sem provocar sofrimento.

Ninguém está pedindo o fim da Festa de São Pedro. Também não se pretende acabar com a alegria da população. O que se pede é algo muito simples: substituir os fogos de estampido por fogos de efeito visual ou outras formas de celebração que não espalhem medo, dor e desespero entre tantas famílias.

É difícil compreender como ainda se gastam quantias consideráveis com bombas de alto estampido quando esse dinheiro poderia ajudar projetos sociais, apoiar entidades que atendem crianças especiais ou fortalecer outras ações em benefício da própria comunidade.

O sofrimento existe. É real. Pais de crianças autistas passam horas tentando acalmar seus filhos. Idosos entram em estado de ansiedade. Animais fogem de casa, se machucam e, em alguns casos, até morrem em consequência do pânico causado pelos estampidos.

Se o deputado realmente tem carinho por essa festa e respeito pelas famílias da cidade, este é um momento oportuno para usar sua influência em favor de uma mudança que não tira a tradição, apenas elimina o sofrimento desnecessário.

Na política, gestos também falam. A sensibilidade diante de uma causa tão humana certamente será observada pela população. Os eleitores costumam reconhecer quem escolhe ouvir a comunidade e agir quando ainda há tempo de fazer a diferença.

A tradição pode continuar. O sofrimento, esse sim, pode e deve terminar.

Moreré e Gamboa celebram São Pedro com muito forró, tradição e valorização da cultura popular

O clima junino continua tomando conta do município-arquipélago de Cairu neste fim de semana. As comunidades de Moreré, na Ilha de Boipeba, e Gamboa realizam neste sábado e domingo (27 e 28) os tradicionais festejos de São Pedro, mantendo viva uma das mais importantes manifestações culturais do povo nordestino.

Em Moreré, conhecida pelas suas belezas naturais e pelas águas cristalinas que encantam turistas do mundo inteiro, a festa em homenagem ao padroeiro dos pescadores promete reunir moradores e visitantes em um grande arraial à beira-mar. Organizado pela própria comunidade, o evento será marcado por muita música, confraternização e pelo acolhimento que faz da vila um dos destinos mais especiais da região.

A programação musical contará, neste sábado, com os shows de Kal Francês e Jerônimo a Voz. No domingo, a animação ficará por conta de Selmo Lima e da banda Delírius do Olhar, garantindo muito forró e alegria para quem escolher celebrar o São Pedro em Moreré.

Já na Gamboa, a tradição também será mantida com uma programação recheada de atrações. Sobem ao palco Tomaki, Forró Meia Sola, Wallace, Pirilampo, Léo Oliveira e Na Medida, levando ao público uma mistura de ritmos e muito arrasta-pé durante os dois dias de festa.

Além de preservar a cultura popular, os festejos fortalecem a economia local, movimentando o comércio, a gastronomia, a rede de hospedagem e os serviços turísticos, ao mesmo tempo em que promovem o encontro entre moradores e visitantes em um ambiente de celebração e integração.

As duas festas contam com o apoio da Prefeitura de Cairu, por meio da Secretaria da Cultura, e do programa São João da Bahia 2026, do Governo do Estado, reafirmando o compromisso com a valorização das tradições juninas e das manifestações culturais que fazem parte da identidade do povo cairuense.