Denúncia ou espetáculo? Vereadora sobe o tom contra APAE e AMA e depois recua após visita relâmpago

O que era para ser uma denúncia grave acabou virando um episódio, no mínimo, contraditório, e digno de questionamento.

Durante sessão na Câmara, a vereadora Michele não economizou nas palavras ao falar sobre as instituições APAE e AMA.

Em tom de revolta, falou em maus-tratos, ameaças, funcionários chorando e chegou a dizer que tinha provas, áudios e que, se abrisse a boca, “muita gente ia cair” e até poderia “chamar a polícia”.

Uma fala pesada. Daquelas que colocam qualquer instituição sob suspeita imediata. Mas eis que entra em cena a resposta.

Em vídeo posterior, Anita rebate com uma cutucada direta, classificando esse tipo de postura como denúncia leviana, e levanta o ponto central: é preciso responsabilidade antes de sair acusando.

E aí vem o detalhe que muda completamente o rumo da história.

Após a repercussão, a própria vereadora Michele participa de uma visita ao local… e, segundo o que foi dito depois, não constatou nenhuma irregularidade. Pelo contrário: acabou admitindo que “estava tudo bem”.

E é aqui que mora o problema.

Como pode uma denúncia tão grave, com direito a ameaça de polícia e acusações de maus-tratos, ser desfeita com uma visita tão rápida?

Que tipo de fiscalização é essa que, em um momento, aponta um cenário de abuso e, no outro, em poucas horas, conclui que está tudo normal?

Se havia provas, onde estão? Se havia denúncias sérias, por que não foram formalizadas antes da exposição pública? E, principalmente: por que acusar primeiro para investigar depois?

O episódio levanta uma dúvida incômoda, mas necessária: teria sido um caso de fiscalização responsável… ou apenas um discurso inflamado de plenário, daqueles que rendem aplauso na hora, mas não se sustentam no dia seguinte?

Porque acusar instituições que lidam com pessoas com deficiência, como APAE e AMA, não é algo pequeno. Isso mexe com famílias, profissionais e toda uma rede de cuidado.

Se há problemas, eles precisam ser investigados com rigor. Mas, se não há, acusações desse tipo podem causar danos irreparáveis.

No fim das contas, ficou a sensação de que o barulho foi grande… e a comprovação, pequena.

E quando a política troca a apuração pelo impulso, quem paga a conta é sempre a verdade.

Raimundo Costa, Valdemar da Internet, Copa do Mundo e eleições, tudo a ver

Frieza política em ano quente: o silêncio que intriga em Valença

Ainda vou ter que entender por que, em um ano de Copa do Mundo e de eleições, as coisas andam tão frias. Aqui em Valença, lembro que as campanhas esquentavam desde o ano anterior, e, desta vez, parece que os políticos perderam o interesse nessas preliminares. A gente quase não conhece quem é candidato.

Valença já se destaca no cenário nacional com um deputado federal e, desta vez, teremos pelo menos dois nomes disputando o próximo pleito: o deputado Raimundo Costa e o “moço da internet”, Valdemar. Raimundo tem fama de saber montar partido para ganhar, e Valdemar faz sua segunda experiência política, a primeira foi como candidato a prefeito.

De uma coisa eu tenho certeza: Raimundo Costa não encontrou mais aquela facilidade de antes para articular um partido e se eleger.

Tanto que foi parar em uma sigla cheia de “cobras criadas”. É possível que fique na vontade desta vez. Como dizem que ele é um estrategista, vamos ver o que articulou, porque, até agora, não vimos nenhuma luz no fim do túnel para ele.

Valdemar pode surpreender na votação aqui na cidade, não necessariamente por ser um empresário bem-sucedido, nem porque o povo o veja como uma grande promessa para o futuro, mas, porque bolsonarista vota em bolsonarista, mesmo que seja doido.

Como o bolsonarita costuma ser bastante solidário com seus candidatos, ele pode aparecer com uma votação relevante. Nada garantido.

Isso não quer dizer que os bolsonaristas lhe darão votação exclusiva, até porque outros candidatos do mesmo campo devem entrar nessa disputa pelos cerca de 25% dos votos que eles costumam alcançar por aqui.

A eleição é para presidente, mas os poucos bolsonaristas que existem na Bahia conseguem eleger alguns nomes justamente porque sabem se organizar.

Já Valdemar que só assume aqui em Valença, essa identidade (bolsonarista); em outros lugares, mantém silêncio, numa tentativa de conquistar votos da esquerda. Será que consegue?

No final, vamos ver como essa disputa se desenrola.

Se Raimundo Costa se reeleger, vou ter que estudar mais políticam e dar o braço a torcer reconhecendo que ele é o cara.

E se Valdemar — que já espalhou aos quatro cantos da Bahia que terá 80 mil votos no estado — conseguir ao menos 5 mil votos em Valença, pode comemorar e dizer que concorrerá a prefeito de Valença novamente.

Mas Valdemar precisa torcer para que o cenário não polarize entre os dois candidatos mais fortes e que repita a mesma diversidade de candidatos da eleição anterior, rezando, claro, para não surgir mais um concorrente bolsonarista e assim, dividir os votos com ele.

União, fé e política marcam apoio à pré-candidatura de Rafa no Baixo Sul

O clima foi de união, entusiasmo e compromisso com o futuro do Baixo Sul durante o encontro que reuniu lideranças locais em torno da pré-candidatura de Rafa a deputado estadual. As falas evidenciaram não apenas apoio político, mas também um vínculo de confiança e propósito coletivo.

O pastor Deison Costa abriu o momento destacando a importância do projeto e a chegada de uma liderança com raízes na região. Em tom fraterno, ressaltou a parceria construída e a confiança no nome de Rafa, reforçando que se trata de alguém com valores familiares e disposição para lutar pelo desenvolvimento do Baixo Sul e da Bahia.

Em seguida, Rafa agradeceu o apoio recebido e reafirmou seu compromisso com toda a região, com atenção especial a Ituberá, município que carrega em sua trajetória política. Ele destacou a caminhada construída com diálogo, proximidade e responsabilidade, garantindo que seu objetivo é representar a população com dedicação e trabalho contínuo. Também projetou o futuro político, demonstrando disposição para seguir contribuindo com a região nas próximas eleições.

Fechando o momento, Neto Baé reforçou o sentimento de união entre as lideranças presentes, destacando a importância da construção coletiva de um projeto político voltado para dias melhores em Ituberá. Em sua fala, enfatizou a confiança no nome de Rafa como representante do Baixo Sul na Assembleia Legislativa e reafirmou o compromisso de caminhar junto nessa jornada.

O encontro simboliza mais um passo na articulação política regional, onde alianças, fé e propósito caminham lado a lado na busca por representatividade e desenvolvimento.

Enquanto uns descansam, outros aceleram: Medrado passa o Dia do Trabalhador vistoriando obras em Valença

Na véspera do Dia do Trabalhador, o prefeito Marcos Medrado fez o que sabe fazer: foi pra rua acompanhar de perto o andamento de obras importantes do município.

No roteiro, paradas estratégicas em pontos que vêm mudando a cara da cidade. Entre eles, a Escola Clemenceu Teixeira, no bairro da Bolívia, que segue em ritmo avançado, além da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), da creche pré-escola Tipo 2, obra de origem federal, e da Praça São José, no Guaibim, que também avança.

Medrado não estava só. Ao lado dele, outro nome que não foge do batente: o engenheiro e secretário de Infraestrutura, Ivan Maia, acompanhando de perto cada detalhe das intervenções.

E no meio desse vai e vem de obra, uma constatação simples, quase óbvia: trabalhador bom… trabalha até no Dia do Trabalhador.

Microfone, veto e tensão: sessão esquenta após ruído técnico e divergência jurídica

A sessão de ontem (28), na Câmara Municipal, teve ruído técnico e político. O estopim foi um Projeto de Lei aprovado pelos vereadores, mas vetado pelo prefeito sob justificativa de vícios de inconstitucionalidade.

Durante a discussão, a vereadora autora da proposta, Ana Fraga, teve o microfone interrompido por um problema técnico e interpretou o episódio como uma tentativa de silenciar sua fala.

Defendendo a sanção do projeto a qualquer custo, por se tratar de uma causa voltada às pessoas do espectro autista, a vereadora insistiu na aprovação, sem considerar que a sanção de uma lei inconstitucional pode gerar consequências legais, como o ajuizamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) junto ao Tribunal de Justiça, o que poderia suspender ou até anular a norma.

Sem conseguir reverter o cenário no plenário, Ana Fraga elevou o tom, buscou holofotes e querendo dizer que estava sendo retaliada, acusou a interrupção do seu microfone de proposital.

O presidente da Câmara, Bertolino Júnior, reagiu na hora. Disse que a vereadora estava tentando se vitimizar e, no calor do embate, ouviu como resposta um pedido direto: que respeitasse sua fala.

Mesmo diante do clima tenso, Bertolino manteve a postura de quem sabe conduzir os trabalhos legislativos, controlou a situação e deu seguimento à sessão, garantindo a continuidade das atividades da Câmara.

Raimundo Costa segue com seu mandato familiar e desta vez tirou o filho de um salário de R$ 7 mil para um de R$ 28 mil no governo federal

Mudou o vento, mudou o lado… e o salário também: política ou promoção familiar?

O deputado Raimundo Costa, que ontem defendia Bolsonaro com entusiasmo de comício, hoje já navega em águas governistas, e não demorou muito para mostrar que adaptação, por aqui, vem com benefícios.

Ontem, a gente achava que ele teria dado um tiro no pé mudando de partido. Teve nada de tiro no pé, o tiro foi em nossa cabeça, nos chamando de otários.

Vejam só: o filho, que antes ocupava um cargo de pouco mais de R$ 7 mil, agora aterrissa num posto estratégico no governo federal, com salário de quase R$ 28 mil. Um salto digno de atleta olímpico, só que sem precisar passar por seletiva pública.

E não para por aí.

Antes dessa promoção relâmpago, o filho do deputado também já circulava pelos corredores do poder, atuando como secretário parlamentar de um deputado do Amapá do partido do ex-presidente Bolsonaro.

Tudo isso acontece justamente após a mudança partidária e o alinhamento com o grupo que hoje comanda o poder.

Mas é aí que a história começa a ficar mais indigesta.

Porque, na prática, nem isso garante que o deputado esteja, de fato, fechado com o governo. Nos bastidores, muita gente ainda acredita que, na hora decisiva, ele pode seguir votando alinhado com pautas da direita, o mesmo campo que defendeu anteriormente.

E como se não bastasse, o histórico recente reforça essa desconfiança.

Além de nunca votar nas pautas do governo, Raimundo Costa esteve entre aqueles que apoiaram a PEC da Blindagem, que dificulta a abertura de processos criminais e prisões contra senadores e deputados.

Ou seja: Tem trânsito em Brasília, consegue espaço no governo, coloca aliado direto (no caso, o próprio filho). Aqui em Valença não botou uma agulha de emenda e tem posição privilegiada. Um mandato duvidoso.

E aí o sentimento de quem sempre esteve firme em uma posição começa a pesar: vale a pena defender projeto, ideologia, lado… para ver espaço sendo ocupado por quem chega depois, e ainda sem garantia de compromisso?

Porque o eleitor não está vendo só uma nomeação. Está vendo um padrão.

O da política que se adapta rápido ao poder… que recompensa proximidade… mas que nem sempre entrega coerência.

No fim das contas, fica a pergunta: Isso é articulação política… ou conveniência bem remunerada?

Em Brasília, as peças se movem rápido. Mas o eleitor… esse observa em silêncio. E quando resolve jogar… não costuma errar o lance.

Do anzol ao monóculo: Pó da Pesca surpreende e vira lorde dos elogios

Quem viu o vereador Pó da Pesca na tribuna de hoje quase pediu para conferir o RG. Nada de faísca, nada de mar revolto. O homem apareceu sereno, educado, com uma postura que lembrava até aquelas cenas de parlamento britânico, onde até a crítica vem com guardanapo dobrado no colo.

Demorou, é verdade… mas veio. E quando veio, trouxe elogio. Pó da Pesca fez questão de destacar a obra da Praça São José, no Guaibim, que está sendo tocada pela gestão do prefeito Marcos Medrado, em parceria com o pessoal de Ponta do Curral.

Segundo o próprio vereador, o pedido partiu dele, junto com a empresa, mas reconheceu que o grosso mesmo da obra vem da Prefeitura. E não economizou nas palavras:

“Desde já quero agradecer ao prefeito pela obra que está fazendo lá no meu Distrito… é uma obra que está indo de vento em popa, inclusive com trabalho até aos domingos, para atender o desejo dos moradores e também dos visitantes, que agora terão uma praça de qualidade.”

E o clima de gratidão não parou por aí. Embalado no ritmo da boa vontade, Pó da Pesca também fez menção à equipe de estradas e rodagens, destacando o trabalho no Gereba, além de estender os aplausos à empresa Bio Sanear, responsável pela coleta de lixo na cidade.

Resumo da sessão? Um dia histórico: o vereador trocou o anzol pela luva de veludo… e, pelo visto, a maré ajudou.

Em tempos de políticos distantes, Rafa aparece com algo raro: sensibilidade

Em meio a tanta fala ensaiada, tanta promessa vazia e tanto político que só lembra do povo em época de eleição… surge uma coisa curiosa: alguém dizendo que quer estar perto.

Sem grito, sem discurso inflamado. É algo mais simples. Mais difícil também.

Rafa soltou palavras que, se forem de verdade, e é isso que o povo está de olho, dizem muito:

“Eu não nasci pra ser distante.
Nasci pra ouvir, pra conversar, pra entender e pra agir.
Com leveza, com verdade e com responsabilidade.

Ser do povo não é discurso…
é viver, sentir e caminhar junto todos os dias.

E enquanto tiver alguém precisando de atenção, de cuidado e de oportunidade…
eu vou estar por perto.”

Bonito? É.

Mas mais importante que bonito… é necessário.

Porque o que mais se vê por aí é político que fala em “povo” como se fosse conceito, e não gente de carne e osso. Gente que sente, que sofre, que espera.

E é aí que entra o ponto.

A sensibilidade de Rafa não está só nas palavras. Está na forma como ele escolhe se colocar: não acima, não distante, não inalcançável.

Ele fala em ouvir. E ouvir, hoje, virou quase um ato revolucionário na política.

Fala em caminhar junto. E caminhar junto dá trabalho. Exige presença, exige paciência, exige compromisso de verdade, não só de campanha.

Claro, o povo já aprendeu: não basta falar bonito. Tem que provar.

Mas quando alguém começa pelo lugar certo, o da escuta, da empatia, da responsabilidade, já larga alguns passos à frente de muita gente que só sabe apontar, prometer e desaparecer.

Se essa postura se confirmar na prática, Rafa não será apenas mais um nome na política.

Pode ser, sim, um bom político.

Porque no fim das contas, não é o discurso que sustenta uma liderança… é a capacidade de sentir o povo e permanecer perto dele, quando os holofotes apagam.