Lula e Trump sentam à mesa, sorriem para as fotos e tentam provar que política não é casamento: dá pra conversar mesmo sem se suportar

O presidente dos EUA, Donald Trump, e seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante encontro na Casa Branca – Ricardo Stuckert/Divulgação PR
Depois de muito disse me disse, tarifas, cutucadas ideológicas e até torcida política atravessada dos dois lados, finalmente aconteceu o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump na Casa Branca, em Washington. E olha… o clima parece que foi menos “guerra fria” e mais “vamos fingir maturidade diante das câmeras”.
A reunião durou cerca de três horas e tratou de comércio, tarifas, segurança, combate ao crime organizado e até minerais estratégicos. No fim, os dois lados tentaram vender a ideia de que a relação entre Brasil e Estados Unidos pode entrar numa fase menos azeda.
Trump, que já havia imposto tarifas pesadas sobre produtos brasileiros e vive flertando politicamente com o bolsonarismo, chamou Lula de “presidente dinâmico” após o encontro. Lula, por sua vez, preferiu evitar bate-boca público e saiu tentando demonstrar que ainda consegue circular no tabuleiro internacional mesmo depois das turbulências políticas aqui no Brasil.
O curioso é que os dois são quase como água e óleo ideológico, mas descobriram algo que até muito vereador em cidade pequena ainda não aprendeu: quando o interesse econômico aperta, o discurso radical pega o elevador e vai descansar no térreo.
Nos bastidores, o governo brasileiro comemorou a criação de um grupo de trabalho para discutir tarifas e relações comerciais. Já Trump aproveitou para posar de líder conciliador, embora continue cercado por aliados que vivem atacando Lula e defendendo Bolsonaro.
No final das contas, ficou aquela velha lição da política internacional: na campanha é soco na mesa, no governo é cafezinho diplomático e sorriso calculado.







Valeu, Eliezer, a satifação foi minha de viajar com um dos profissionais mais gabaritado da área.
Meu caro, Será que o povo vai prestigiar esses "eventos"?! Espero que tenha sucesso em cada bairro, que se valorize…
Profissional exemplar
Querido Pelegrini, que satisfação te conhecer pessoalmente, gratidão pelas palavras de reconhecimento. Sempre digo que "quem não vive pra servir,…
Acho que a explicação está errada. Na eleição passada o PT estava bombando e ninguém conhecia Gerônimo, hoje o eleitor…