Motoristas de aplicativo avançam em Valença e taxistas cobram fiscalização e apoio da Prefeitura

Em Valença, uma categoria que há décadas presta serviço à população começa a demonstrar preocupação com um cenário que, segundo os próprios profissionais, está ficando cada vez mais difícil de suportar: o avanço desenfreado dos transportes por aplicativo sem uma fiscalização clara e sem regras aparentes no município.

Taxistas procuraram o Blog do Pelegrini para relatar a insatisfação com a situação. Segundo eles, enquanto a categoria tradicional cumpre exigências, paga alvarás, licenças, taxas e ainda precisa seguir normas de apresentação pessoal e conduta, muitos motoristas de aplicativo estariam trabalhando sem qualquer tipo de controle visível.

Os profissionais afirmam que não são contra a modernidade nem contra a tecnologia. O problema, segundo eles, é a falta de equilíbrio. “Nós pagamos nossas obrigações, temos ponto, documentação, sindicato, vistoria e responsabilidade. Já os aplicativos parecem funcionar sem fiscalização nenhuma”, desabafou um taxista.

Outro ponto que gerou indignação entre os trabalhadores é a suposta ausência de critérios mínimos para atuação de alguns motoristas. Segundo relatos, há casos de condutores transportando passageiros usando short, calção e roupas inadequadas para o exercício profissional, algo que os taxistas afirmam ser proibido dentro das exigências da própria categoria.

Um dos profissionais relatou uma situação que demonstra o impacto direto no bolso: disse que recentemente desistiu de ocupar seu ponto no Atacadão porque passou o dia praticamente sem conseguir um único passageiro. “A gente fica ali esperando e os carros de aplicativo entram e saem toda hora”, contou.

A reclamação também sobra para o sindicato da categoria, que, segundo os taxistas, tem permanecido em silêncio diante do problema. Muitos dizem sentir abandono justamente num momento em que a classe enfrenta uma concorrência cada vez mais forte.

Agora, os trabalhadores querem respostas. Eles questionam se existe regulamentação municipal para os aplicativos, se a Prefeitura autorizou oficialmente esse funcionamento e qual órgão deveria fiscalizar a atividade na cidade.

O debate é delicado e precisa ser tratado com responsabilidade. Afinal, os aplicativos chegaram para ficar em praticamente todo o país. Porém, em muitas cidades brasileiras, a atividade passou por regulamentação específica para evitar justamente concorrência desleal e garantir segurança tanto para os passageiros quanto para os profissionais.

Enquanto isso, em Valença, os taxistas seguem esperando algo que, segundo eles, anda mais difícil que passageiro em ponto vazio: atenção.

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