Raimundo Costa, Valdemar da Internet, Copa do Mundo e eleições, tudo a ver

Frieza política em ano quente: o silêncio que intriga em Valença
Ainda vou ter que entender por que, em um ano de Copa do Mundo e de eleições, as coisas andam tão frias. Aqui em Valença, lembro que as campanhas esquentavam desde o ano anterior, e, desta vez, parece que os políticos perderam o interesse nessas preliminares. A gente quase não conhece quem é candidato.
Valença já se destaca no cenário nacional com um deputado federal e, desta vez, teremos pelo menos dois nomes disputando o próximo pleito: o deputado Raimundo Costa e o “moço da internet”, Valdemar. Raimundo tem fama de saber montar partido para ganhar, e Valdemar faz sua segunda experiência política, a primeira foi como candidato a prefeito.
De uma coisa eu tenho certeza: Raimundo Costa não encontrou mais aquela facilidade de antes para articular um partido e se eleger.
Tanto que foi parar em uma sigla cheia de “cobras criadas”. É possível que fique na vontade desta vez. Como dizem que ele é um estrategista, vamos ver o que articulou, porque, até agora, não vimos nenhuma luz no fim do túnel para ele.
Valdemar pode surpreender na votação aqui na cidade, não necessariamente por ser um empresário bem-sucedido, nem porque o povo o veja como uma grande promessa para o futuro, mas, porque bolsonarista vota em bolsonarista, mesmo que seja doido.
Como o bolsonarita costuma ser bastante solidário com seus candidatos, ele pode aparecer com uma votação relevante. Nada garantido.
Isso não quer dizer que os bolsonaristas lhe darão votação exclusiva, até porque outros candidatos do mesmo campo devem entrar nessa disputa pelos cerca de 25% dos votos que eles costumam alcançar por aqui.
A eleição é para presidente, mas os poucos bolsonaristas que existem na Bahia conseguem eleger alguns nomes justamente porque sabem se organizar.
Já Valdemar que só assume aqui em Valença, essa identidade (bolsonarista); em outros lugares, mantém silêncio, numa tentativa de conquistar votos da esquerda. Será que consegue?
No final, vamos ver como essa disputa se desenrola.
Se Raimundo Costa se reeleger, vou ter que estudar mais políticam e dar o braço a torcer reconhecendo que ele é o cara.
E se Valdemar — que já espalhou aos quatro cantos da Bahia que terá 80 mil votos no estado — conseguir ao menos 5 mil votos em Valença, pode comemorar e dizer que concorrerá a prefeito de Valença novamente.
Mas Valdemar precisa torcer para que o cenário não polarize entre os dois candidatos mais fortes e que repita a mesma diversidade de candidatos da eleição anterior, rezando, claro, para não surgir mais um concorrente bolsonarista e assim, dividir os votos com ele.




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Corrigindo: Léo de Neco, filho de Neco.
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