Quando convém, até Nikolas vira fiscal da homofobia

O ministro Gilmar Mendes errou ao associar homossexualidade a algo que poderia ser interpretado como ofensa, tropeçou feio num tema que exige cuidado, a repercussão veio imediata, e o próprio ministro reconheceu o equívoco e pediu desculpas.

Agora, engraçado foi ver o deputado Nikolas Ferreira, conhecido justamente por declarações duras e frequentes contra pautas ligadas à população LGBTQIA+, aparecer nas redes questionando se a fala do ministro não seria homofóbica.

Aqui o debate deixa de ser sobre princípio e passa a ser sobre conveniência. A crítica, nesse caso, soa menos como defesa de respeito e mais como oportunidade política cuidadosamente escolhida. O problema não é apontar o erro de Gilmar. O erro existiu e foi reconhecido. O problema é transformar o respeito em ferramenta de ocasião.

A verdade é que o povo brasileiro não perdoa essas coisas e, conhecendo, como conhecemos o Nikolas, achamos a sua participação no debate como um oportunismo político, incoerente, sem credibilidade. Sua fala é apenas um deboche contra Gilmar Mendes. Perdeu a razão.

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