Salvador com 2,5 milhões de habitantes só tem um hospital municipal, eis um dos problemas da espera por regulação

Uma notícia que nunca vejo nos grande meios de comunicação, e tampouco vejo o governo do estado reclamar. Salvador tem mais de 2,5 milhões de habitantes, capital histórica, porta de entrada do turismo… mas quando o assunto é estrutura hospitalar própria, vira uma cidade nanica.

Apenas um hospital municipal de grande porte, e mesmo assim inaugurado em 2018,. pela hora da morte. Um único equipamento para uma capital inteira. E isso não é exagero de oposição nem tampouco conversa de esquina… é realidade.

Veja essa comparação: São Paulo tem dezenas de hospitais municipais espalhados pela cidade, Belo Horizonte estruturou uma rede própria robusta ao longo dos anos, Recife também conta com múltiplas unidades sob gestão municipal

E Salvador? Um hospital. Um só. Um para tudo.

E depois querem explicar a demora na regulação como se fosse um fenômeno misterioso. Não é. É estrutura insuficiente que começa na capital baiana.

Enquanto outras capitais investiram em rede própria, Salvador optou por um modelo dependente:
Estado, filantrópicos, convênios… todo mundo entra pra ajudar.

Mas aí vem o detalhe que pesa como chumbo: Salvador atende não só seus moradores, recebe pacientes do interior inteiro da Bahia, funciona como polo regional de saúde. Claro com hospitais do estado. Resultado? Um sistema que já nasce pressionado… e vive no limite.

O Hospital Municipal virou praticamente um “coração solitário” tentando bombear atendimento para uma cidade inteira. Absorve grande parte das regulações vindas das UPAs, segura o tranco… mas até quando?

Porque não existe milagre administrativo que resolva o que é, no fundo, falta de expansão estrutural.

Agora vamos direto ao ponto, sem rodeio: por que Salvador ainda não ampliou sua rede hospitalar própria de forma consistente? Onde estão os investimentos que deveriam acompanhar o crescimento da cidade Por que uma capital desse porte ainda depende tanto de outras esferas para atender sua população?

No fim das contas eles dizem que a culpa é só do governo do estado, e as críticas são dos próprios políticos de oposição, que sequer mostram essa realidade, e aí… chega a fila, chega a maca improvisada e pior, a espera que angustia.

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