Zé Cocá vira “noivo cobiçado” da política baiana

Na política da Bahia tem hora que parece festa de casamento… só que sem padre, sem igreja e com vários pretendentes disputando o mesmo noivo. E o noivo da vez atende pelo nome de Zé Cocá.
Segundo matéria do jornal A Tarde, o MDB resolveu abrir conversa com o prefeito de Jequié, hoje filiado ao Progressistas, que vem sendo apontado como possível vice na chapa da oposição liderada por ACM Neto para a eleição de 2026.
Quem apareceu como emissário foi ninguém menos que Geddel Vieira Lima, velho conhecido das articulações políticas que acontecem longe dos microfones e bem perto dos telefones.
Mas, segundo o próprio Geddel, Cocá preferiu colocar o pé no freio e não avançar na conversa agora. Traduzindo do idioma político para o português do povo: ninguém quer entrar em barco antes de saber se ele vai navegar ou afundar.
E não é para menos. Na política baiana, ser cotado para vice pode significar duas coisas:
1- Você virou peça importante no tabuleiro.
2- Ou virou peça que todo mundo quer usar para atrapalhar o jogo do adversário.
Às vezes é até as duas coisas ao mesmo tempo.
A verdade é que Zé Cocá passou a despertar interesse porque representa algo que os partidos vivem procurando desesperadamente: voto no interior. E quem conhece eleição na Bahia sabe que governo não se ganha apenas na capital. O mapa eleitoral do estado é grande, cheio de cidades médias e regiões onde prefeitos fortes acabam virando cabos eleitorais de luxo.
Enquanto isso, os partidos ficam nesse namoro político cheio de indiretas, convites discretos e conversas “informais”. É aquele tipo de conversa que oficialmente não aconteceu… mas todo mundo sabe que aconteceu.
No fim das contas, essa movimentação revela uma coisa simples: a eleição de 2026 já começou, mesmo que oficialmente ninguém admita.
E quando começam a disputar o vice antes mesmo de anunciar o governador, é sinal claro de que o tabuleiro está sendo montado.
Agora resta saber uma coisa: Zé Cocá vai ser vice de alguém… ou apenas o nome que todo mundo usa para bagunçar o jogo dos outros?
Na política baiana, às vezes o casamento vira divórcio antes mesmo de sair o convite.




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