O governador Jerônimo Rodrigues autorizou execução para projeto de pavimentação do trecho Mutuípe-Distrito de Serra Grande.
Segundo informações, o Projeto será concluído até fevereiro de 2024, início da obra acontece em Junho/2024 e a inauguração pode acontecer já no início de 2025.
O Distrito de Serra Grande não demora para se emancipar, apesar de ser uma das localidades mais distantes da sua sede, já foi beneficiada também com asfaltamento que liga à BR 101.
Com essa estrada, Serra Grande passa a ter mais movimentação e logo, logo, chega o progresso que dará asas para Serra voar e se transformar em um município independente.
O prefeito de Cairu, Hildecio Meireles, emprestando suas habilidades política dá um show quando é preciso e mostra a sua tática como funciona com os adversários. Partindo do princípio que para fazer uma boa gestão os insatisfeitos precisam se manifestar, ele acaba mostrando seus projetos sem precisar usar a mídia, tendo grande repercussão.
Vi este vídeo e fico as vezes tentando entender até onde os adversários dele pensam que sabem fazer política. Observe que Hildécio para mostrar seus projetos é preciso que algum insatisfeito se rebele para acabar ajudando no que ele precisa, que é divulgar seu trabalho entre seus adversários.
Neste caso do vídeo, onde o prefeito demonstra uma fisionomia tranquila e até irônica ele aproveita para colocar o crítico em saia justa, pois acabou mostrando que o adversário não sabe de nada e apresentou o projeto que muita gente não conhecia, mas para isso era preciso alguém (de preferência adversário) se manifestar.
Diga-se de passagem um projeto maravilhoso para Cairu!
Em um vídeo de pouco mais de 2 minutos Hildecio deita e rola para mostrar o projeto da gestão, Hildecio explicou o que está acontecendo e o que irá acontecer em breve, falou que em pouco mais de 2 anos já foi feito em Cairu muito mais do que se fizeram em oito anos.
É isso, um vídeo esclarecedor, e alguém disse a Hildécio que não era nem preciso responder ao cidadão porque seus aliados não tinham dado importância a essas críticas, e Hildécio respondeu: “Ô, e eu ia perder essa oportunidade de falar com eles!?” (Rsrsrsrs)
Existe uns comentário na cidade que operários da construção da Orla de Valença andam cobrando a empresa que é responsável da Obra e que está em atraso há 33 dias.
Conversei com pessoas ligadas ao governo, assim como o empresário Marcos Medrado, que diz ser também uma das pessoas que pediu a reforma da Orla e, ele disse que será resolvido na segunda-feira.
Segundo Medrado houve algum desequilíbrio nas finanças da empresa e acabou por atrasar os salários dos trabalhadores, mas garantiu que na segunda-feira, tudo resolverá.
Com sua fiel e eterna apoiadora (esposa), Manuela Monteiro
Corre uma notícia pelos bastidores da política que a grande lista de nomes de pré-candidatos a prefeito já começou a diminuir de forma significativa e até o mês de dezembro (que antecede o ano eleitoral), a baixa será assustadora.
A política é assim, com nomes já conhecidos que disputam a cadeira do Palácio de Mármore, tais como, Marcos Medrado, Jucelia Nascimento, Jairo Batista e Hilton Couceiros, essa lista não para por aí.
Essa lista vem acrescentada por um nome novo que se mostrou desde a eleição anterior, corajoso e determinado a mudar Valença, colocando-se a disposição do povo.
Esse nome é o de Duda, que não parou nenhum dia depois das eleições de 2020. Os demais nomes que foram lançados não se sustentam, tendo alguns desistidos e outros recuados.
É preciso determinação e Duda está sempre firme em seu propósito, ganhar uma eleição precisa de determinação, não é lançar o nome e achar que será prefeito na primeira investida.
Os nomes que mal se lançaram e já estão prestes a sair do páreo devem estar equivocados do que seja uma eleição para prefeito, não provaram sequer do dissabor de serem jogados para os cães da política.
Por isso eu acho que Duda já passou no teste e está apto a disputar mais um pleito. E os que meteram um pé e não tiveram a coragem de colocar o outro, devem retornar às suas poltronas de TV e voltar a comer seus fandangos com Toddynho, talvez, ler um bom livro sobre política.
Quem sabe daqui a dois anos não vão ao gabinete do prefeito Duda pedir um apoio para seu candidato a deputado estadual?
Os vereadores Isaias Nascto, Diro do Orobó, Ryan Costa e Fabrício Lemos votaram contra o aumento da tarifa da água numa tentativa de ludibriar o eleitor, porque na Reforma Tributária eles não perdoaram o povo e deram aumento para tarifas de até 150%
O PL que dá aumento de 8% na tarifa de água, foi aprovado há pouco pela Câmara de Vereadores de Valença e nove vereadores votaram a favor do não sucateamento da autarquia.
É de dar pena aos vereadores que votaram contra o aumento, eles foram numa de querer mostrar ao povo que são contra os aumentos, mas não pouparam a população da Reforma Tributária que arrochou o povo e até hoje estão pagando pelas decisões deles.
Tenho que fazer uma observação sobre esses quatro vereadores que votaram hoje contra o aumento, o vereador Isaias e o vereador Ryan votaram contra os aumentos abusivos da reforma Tributária.
Os demais vereadores não tiveram argumentos suficientes para convencer porque votaram contra o aumento, isso sem contar que, não votar a favor do aumento é votar pelo sucateamento do SAAE, é votar a favor de uma privatização.
Na verdade o que os poderosos querem é que a autarquia quebre para que eles possam comprar a preço de banana. Ou os contra não sabem disso, ou são coniventes com o abuso.
Vereador Wesley Magno lidera iniciativa que promete transformar o cenário político de Cairu
No intuito de promover a participação ativa dos jovens na vida política local, o vereador Wesley Magno apresentou e viu ser aprovado em primeira votação o projeto “Parlamento Jovem” na Câmara Municipal de Cairu.
A proposta busca criar um ambiente propício para o desenvolvimento da cidadania entre os estudantes, aproximando-os da política e fomentando o interesse na participação democrática.
O Parlamento Jovem é uma iniciativa inovadora que visa realizar uma sessão anual na Câmara Municipal de Cairu, onde os jovens estudantes de toda a região assumem o papel de vereadores por um dia.
Nesse evento, os vereadores titulares cedem seus lugares aos jovens, proporcionando-lhes a oportunidade de dirigir os trabalhos, apresentar propostas e discutir ideias para melhorar as condições de vida no município.
Os interessados em participar do Parlamento Jovem devem se inscrever perante a direção de suas escolas, seguindo os critérios estabelecidos no Regimento Interno do projeto.
Esta etapa visa garantir que os jovens envolvidos estejam comprometidos com os princípios do projeto e estejam preparados para contribuir de maneira construtiva.
“Este projeto representa um passo significativo para a formação cidadã de nossos jovens. Acredito que ao proporcionar esse espaço na Câmara Municipal, estamos não apenas aproximando os estudantes da política, mas também instigando o surgimento de futuros líderes.
Queremos que os jovens se sintam parte ativa do processo democrático e percebam que suas vozes têm o poder de moldar o futuro de Cairu.
Estou entusiasmado com o impacto positivo que o Parlamento Jovem pode ter em nossa comunidade”, afirmou Wesley.
Com o Parlamento Jovem, a Câmara Municipal demonstra seu compromisso com a promoção da participação democrática desde a juventude, sinalizando um futuro mais engajado e consciente para Cairu.
Agora, o projeto aguarda novas etapas de aprovação para que, em breve, os jovens possam exercer seu papel ativo na construção do destino político da cidade.
Uma contribuição para o debate sobre a história de Valença foi um relevante fruto colhido na repercussão gerada por trechos do meu livro “ORIGENS E RAÍZES – Valença da Bahia”, e publicados em cards da Prefeitura no último dia 10/11. Além de enriquecer nosso trabalho, a discussão atual é necessária e joga luz sobre os hiatos da nossa história.
Não sou historiadora e não tive (nem tenho) a pretensão de me aprofundar na pesquisa acadêmica em História. Sei que há trabalhos acadêmicos robustos sobre o trabalho escravo em Valença e arredores a partir do século XIX. Mas esses não englobam os séculos XVI a XVIII.
O trabalho escravo por aqui se inicia com o aprisionamento dos índios, submetendo-os à escravização no início do período colonial. Mas os índios resistiram a esse processo, reagindo, atacando as feitorias e impedindo o avanço dos colonos.
Daí, ao se iniciar o ciclo açucareiro no final do século XVI, houve em Valença e Cairu a instalação de alguns engenhos que se utilizaram de trabalho escravo por negros africanos. Mas, em meados da década de 1670, o plantio da cana-de-açucar foi proibido pelo então governador Antônio Furtado, o que resultou no fechamento dos engenhos. (RISÉRIO 2003), por pressão dos donos de engenhos do Recôncavo, que queriam ver atendidas suas necessidades de fornecimento da farinha e pescados por esta região.
Com o fechamento dos engenhos, os poucos negros remanescentes foram remanejados para os cultivos de subsistência e trabalhos domésticos. Enquanto isso, Stuart Shwarz, no livro Escravos, Roceiros, Rebeldes, relata que esta região era rota de escravos, fugindo das fazendas do Recôncavo, ou vindos pelo tráfico ilegal, fazendo com que a região concentrasse a maior quantidade de “mocambos” da Bahia.
Portanto, negros escravizados estiveram aqui entre o final do século XVI e até meados do XVII, nos poucos engenhos existentes. Após isso, estiveram isolados, como formas de resistência e sobrevivência nos mocambos. Nessa situação, pouco interferiram na miscigenação e na cultura local, até a primeira metade do século XIX. E vieram mais maciçamente após a Abolicão da Escravatura, em 1888, quando, então, passam a contribuir de forma predominante e riquissima para a cultura afro-brasileira, como tem sido até hoje.
Além de também escravizados, os índios praticamente desaparecem da história em meados do século XXIII. Demonstrei essa invisibilidade no meu livro para chamar atenção a um racismo estrutural tão cruel quanto o sofrido pelos negros, senão pior, dado o seu apagamento histórico oficial.
Assim, agradeço à professora Silvana Andrade e a todos os que se dedicam a trabalhos acadêmicos como historiadores. São contribuições valiosas para o despertamento de nossa memória histórico-cultural, tão desconhecida pelas gerações atuais. As comunidades tradicionais como os caiçaras e os quilombolas são exemplo disso.
Sempre penso que não se pode amar o que se ignora. Como memorialista, transitei entre a história e a literatura, impregnada da sensação de que o que nos é familiar, de tão familiar, nos é desconhecido. Creio que dei a minha contribuição da melhor forma que pude. Suscitar o debate é, no mínimo, despertar nossa memória identitária tão desconhecida – nossas origens e raízes.
Sobre a autora:
*Rosângela Góes de Queiroz Figueiredo é professora da Rede Estadual de Ensino da Bahia, graduada em Letras e especialista em Avaliação. Escritora, membro da Academia de Letras do Recôncavo-ALER, e da Academia de Educação, Letras e Artes de Valença-AVELA. Estudiosa da história de Valença, em 2019, escreveu o livro “Origens e Raízes: Valença da Bahia”, ainda não publicado, mas já com registro expedido pela Diretoria Executiva dos Direitos Autorais da Fundação Biblioteca Nacional.
Estas pessoas foram empregadas no trabalho rural, nas roças de mandioca, cacau e de cana, entre outros gêneros. Também foram utilizadas como mão de obra na Fábrica Têxtil Todos os Santos. Mas não só, elas desenvolveram formas de resistência, laços de solidariedade e sociabilidade, e deixaram legados culturais que são visíveis hoje na sociedade valenciana.
Imagem: Anúncio de venda da Fábrica Todos os Santos confirma a existência de 59 pessoas escravizadas na empresa em 1858. Fonte: Fundação Biblioteca Nacional. Hemeroteca Digital Brasileira. Correio Mercantil (Rio de Janeiro). Ano 15, número 154, 8 de junho de 1858, p. 3.
Essas afirmações podem causar surpresa em alguns leitores e leitoras, eu entendo. Por muito tempo, a História se resumiu à narração e ao enaltecimento de feitos políticos e econômicos realizados por membros da elite. Há algumas décadas, no entanto, produções realizadas por pesquisadores e pesquisadoras e por movimentos sociais, tanto sobre o Brasil, como sobre Valença, têm trazido à tona a presença e as contribuições da população africana e afrodescendente para a formação da nossa sociedade, bem como o peso que a escravidão teve na constituição das enormes desigualdades que a permeiam.
A existência destas pesquisas e movimentos, a farta documentação disponível em arquivos (parte da qual pode, inclusive, ser acessada virtualmente e gratuitamente), e os registros vivos na memória de valencianos e valencianas evidenciam a presença da população africana e afrodescendente em Valença muito antes do ano de 1888. Assim, se torna insustentável afirmações como a realizada nas redes sociais da Prefeitura de Valença no último dia 10 de novembro, sobre a inexistência da escravidão no município.
No século XXI, com acesso à informação, literalmente, na palma das nossas mãos, não deve haver espaço para propagação de afirmações tão imprecisas e equivocadas como aquela. Mas, é sempre tempo de aprender. Se se considera que os debates sobre a presença escrava em Valença ficam restritos em determinados grupos, talvez seja hora do poder público contribuir, justamente, para a promoção de espaços voltados para se (re)conhecer a existência da escravidão em Valença.
Sobre a autora: Silvana Andrade dos Santos, é graduada em História pela Universidade do Estado da Bahia, Mestra e Doutora em História Social pela Universidade Federal Fluminense e Pós-doutoranda em História na Universidade de São Paulo. Há mais de uma década se dedica a estudar a escravidão em Valença. Recentemente, lançou o livro “Tecido pela escravidão: tráfico e indústria na Fábrica Têxtil Todos os Santos (Bahia, c. 1840-1870)”.
Até Outubro os usuários de Óleo de Peroba estarão todos querendo mostrar serviços, O Golpe Tá aí Cai Quem Quer.…
Deus abençoe sempre vida dele 🙏
Muito boa a explanação com riqueza de detalhes Pelegrini, tb estava lá e me emocionei com o discurso da Prefeita.
Se os Prefeitos que já passaram por Valença nesses últimos 40 anos tivessem 01% da visão desse Prefeito de Cairu,…
Ele é um verdadeiro fura olho não voto mais nele