DEZESSETE PESSOAS FORAM ATINGIDAS POR BALA EM MENOS DE 48 HORAS AQUI EM VALENÇA.

Como diz Casoy: “Isto é uma vergonha!”. Não pode uma cidade pacata como Valença fornecer esses índices de violência, as pessoas estão morrendo por banalidades, rixas, débitos de droga, assaltos etc. Infelizmente tenho que culpar a polícia, até porque alguns desses disparos foram feitos em via pública, como o que aconteceu com um trabalhador que saía de um supermercado depois de fazer compras, foi atingido por uma bala e acabou morrendo. Se tivesse polícia em Valença, 90% desses crimes não teriam acontecidos, é claro, a polícia inibe a ação dos criminosos.

Domingo teve a apresentação de um trio elétrico, quando encerrou, dois rapazes numa moto saíram dando tiros a esmo, uma bala atingiu uma gestante que também morreu.  Eu nunca ouvi falar que num míssil enviado por Israel a Palestina, matasse tantos, aqui em minha cidade eu tenho que aceitar que em menos de 48 horas 17 pessoas sejam atingidos por bala. São 8,5 pessoas por dia, são 4,25 a cada 12 horas. Vamos ganhar manchetes em jornais de todo país!

É preciso que se tome uma providência, que as autoridades se manifestem e tomem uma solução, isso não aconteceu só nesses dois dias, há muito tempo vem acontecendo terror em nossa Valença. Casos de tráfico de droga é o que mais mata hoje em nossa cidade.

A verdade é que o medo tomou conta da cidade, já falei sobre esse assunto diversas vezes, mas parece que ninguém está preocupado com o problema da violência. Agora eu pergunto: além dos bandidos, tem mais alguém ganhando dinheiro com tudo isso? Ou será simplesmente incompetência?

10 thoughts on “DEZESSETE PESSOAS FORAM ATINGIDAS POR BALA EM MENOS DE 48 HORAS AQUI EM VALENÇA.

  • abril 1, 2009 em 8:58 am
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    Pelegrini, o descaso em nossa cidade é muito grande, vivemos aterrorizados pelos bandidos, nossos filhos vão para a escola e ficamos de 4 a 5 horas na expectativa do que possa acontecer, é inadimissível esse descaso, não se ouve falar de chefe de polícia, quando a gente vê passar um carro da polícia é de dar pena, são viaturas velhas caindo aos pedaços. Os bandidos estão bem mais equipados que a polícia, eles usam carrões pra desfilar e fazerem arruaças.
    Pra mim chega! Tá na hora de tomar uma decisão, e o melhor a fazer é ir embora de Valença, terra de ninguém… Sem prefeito, sem polícia, sem nada.

    Obrigado pelo espaço.

  • abril 1, 2009 em 9:11 am
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    O pensamento de um sociólogo:

    “A pobreza não é causa da violência. Mas quando aliada
    à dificuldade dos governos em oferecer melhor distribuição
    dos serviços públicos, torna os bairros mais pobres mais
    atraentes para a criminalidade e a ilegalidade.”
    Luís Antônio Francisco de Souza
    Sociólogo

  • abril 1, 2009 em 9:20 am
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    “Se as pessoas agirem apenas em função do medo, se
    retraírem simplesmente, elas não vão conseguir operar bem, não vão conseguir enfrentar a violência. Só vão replicar e aumentar o processo, vão reproduzi-lo.”
    Adalberto Botarelli
    Psicólogo Social

  • abril 1, 2009 em 9:29 am
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    As causas

    Se a violência é urbana, pode-se concluir que uma de suas causas é o próprio espaço urbano? Os especialistas na questão afirmam que sim: nas periferias das cidades, sejam grandes, médias ou pequenas, nas quais a presença do Poder Público é fraca, o crime consegue instalar-se mais facilmente. São os chamados espaços segregados, áreas urbanas em que a infra-estrutura urbana de equipamentos e serviços (saneamento básico, sistema viário, energia elétrica e iluminação pública, transporte, lazer, equipamentos culturais, segurança pública e acesso à justiça) é precária ou insuficiente, e há baixa oferta de postos de trabalho.

    Esse e os demais fatores apontados pelos especialistas não são exclusivos do Brasil, mas ocorrem em toda a América Latina, em intensidades diferentes. Não é a pobreza que causa a violência. Se assim fosse, áreas extremamente pobres do Nordeste não apresentariam, como apresentam, índices de violência muito menores do que aqueles verificados em áreas como São Paulo, Rio de Janeiro e outras grandes cidades. E o País estaria completamente desestruturado, caso toda a população de baixa renda ou que está abaixo da linha de pobreza começasse a cometer crimes.
    Outros dois fatores para o crescimento do crime são a impessoalidade das relações nas grandes metrópoles e a desestruturação familiar. Esta última é causa e também efeito. É causa porque sem laços familiares fortes, a probabilidade de uma criança vir a cometer um crime na adolescência é maior. Mas a desestruturação de sua família pode ter sido iniciada pelo assassinato do pai ou da mãe, ou de ambos.

    No entanto, alguns especialistas afirmam que essa causa deve ser vista com cautela. Desestrutura familiar, por exemplo, não quer dizer, necessariamente, ausência de pai ou de mãe; ou modelo familiar alternativo. A desestrutura tem a ver com as condições mínimas de afeto e convivência dentro da família, o que pode ocorrer em qualquer modelo familiar.

    Também não é o desemprego. Mas o desemprego de ingresso – quando o jovem procura o primeiro emprego, objetivando sua inserção no mercado formal de trabalho, e não obtém sucesso – tem relação direta com o aumento da violência, porque torna o jovem mais vulnerável ao ingresso na criminalidade. Na verdade, o desemprego, ou o subemprego, mexe com a auto-estima do jovem e o faz pensar em outras formas de conseguir espaço na sociedade, de ser, enfim, reconhecido.

    Sem conseguir entrar no mercado de trabalho, recebendo um estímulo forte para o consumo, sem modelos próximos que se contraponham ao que o crime organizado oferece (o apoio, o sentimento de pertencer a um grupo, o poder que uma arma representa, o prestígio) um indivíduo em formação torna-se mais vulnerável.

    O crescimento do tráfico de drogas, por si só, é também fator relevante no aumento de crimes violentos. As taxas de homicídio, por exemplo, são elevadas pelos “acertos de conta”, chacinas e outras disputas entre traficantes rivais.

    E, ainda, outro fator que infla o número de homicídios no Brasil é a disseminação das armas de fogo, principalmente das armas leves. Discussões banais, como brigas familiares, de bar e de trânsito, terminam em assassinato porque há uma arma de fogo envolvida.

  • abril 1, 2009 em 9:31 am
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    Os caminhos para a solução

    Para um enfrentamento das causas, a participação de toda a sociedade – tanto cobrando soluções do Poder Público como se organizando em redes comunitárias de proteção e apoio, de desenvolvimento social e mesmo de questões de segurança pública – é um caminho apontado pelos especialistas. Não significa substituir as funções do Estado, mas trabalhar em conjunto. E é importante não transformar o diagnóstico, a identificação das causas, em motivo para mais violência. Afirmar que as áreas urbanas mais desprovidas de recurso facilitam a criminalidade não significa dizer que os moradores dessas áreas sejam culpados. Na verdade, além de enfrentar condições precárias de subsistência, essa população ainda é a principal vítima de crimes violentos.

    Grande parte das ações necessárias está na gestão urbana, que compete aos municípios. Como a segurança pública é tarefa dos Estados, é preciso haver integração entre políticas urbanas e políticas de segurança pública.

    A escola também é um ponto importante: espaço privilegiado de convívio e de formação da pessoa, precisa ter qualidade e se integrar à comunidade a sua volta. Escolas que permanecem abertas nos finais de semana, para uso da comunidade, conseguem quase eliminar o vandalismo em suas dependências.

    Além de uma escola pública melhor, fazem parte da lista de ações recomendadas por quem estuda a violência uma polícia melhor equipada e um Poder Judiciário mais ágil e, se necessário, mais rigoroso.

    Para proteger-se dos crimes contra o patrimônio, como fraudes, furtos e roubos, o sociólogo Tulio Kahn recomenda estratégias de “bloqueamento de oportunidades”: dificultar o acesso dos criminosos aos alvos por eles visados.

    O ladrão age quando tem a oportunidade facilitada e pelo valor que possa obter com o produto do roubo. A mudança de alguns hábitos e a adoção de comportamentos preventivos, somadas a equipamentos de segurança que possam incluir de simples trancas reforçadas a sofisticados sistemas de monitoramento eletrônico de residências são recomendados pelos especialistas em segurança. A instalação de equipamentos deve levar em conta o patrimônio a ser protegido e, claro, a disponibilidade financeira (leia o capítulo “Dicas de prevenção”).

    De uma maneira mais ampla, não basta somente proteger a si mesmo. Adalberto Botarelli, psicólogo social, cita o pensamento do filósofo Espinosa, segundo o qual agimos governados por três questões: 1) uma lógica transcendental, não se faz uma coisa porque é pecado; ou 2) uma lógica do medo, não se faz pela punição possível; ou 3) pelo bem comum, porque o bem do outro é o bem de si próprio – é a lógica da ética do bem comum. De acordo com a ética do bem comum, uma pessoa não vai se preocupar com a redução dos assaltos por ser um bem para si mesma, mas por ser um bem para toda a sociedade. Nessa lógica, não existe propriamente uma defesa contra a violência, mas sim a redução do medo.

  • abril 1, 2009 em 9:46 am
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    Perfil da vítima e do agressor

    O jovem, do sexo masculino, morador de regiões periféricas das grandes cidades, que abandonou a escola cedo e não tem emprego formal, é a maior vítima de homicídio.

    Ao mesmo tempo, esse jovem é o maior autor de crimes contra o patrimônio, como assaltos e roubos.

    E a maior vítima de crimes contra o patrimônio é também o jovem de ambos os sexos, mas de perfil diferente: tem renda e escolaridade mais elevadas e mora em bairros mais abastados.

    Já os crimes sexuais contra mulheres são praticados majoritariamente por homens com quem se relacionam ou se relacionaram. Esse é um fator que inibe ainda mais a denúncia, tanto que crimes como estupro e atentado violento ao pudor são dos mais subnotificados.

    Pais, outros parentes e pessoas conhecidas da família são os agressores na maior parte dos crimes de maus-tratos e de abuso sexual contra crianças.

  • abril 1, 2009 em 9:47 am
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    Custos da violência urbana

    O Brasil contabiliza cerca de 30 homicídios para cada 100 mil habitantes ante a média mundial de 5. O resultado anual de homicídios pode ser comparado ao número de vítimas de uma guerra civil. Em 2001, foram notificados 1 milhão de crimes contra o patrimônio na cidade de São Paulo, sem considerar aqueles que não tiveram o registro da ocorrência nas Polícias Civil e Militar, e que são a maioria, de acordo com pesquisa do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), da Presidência da República, em parceria com a Universidade São Paulo (USP) e o Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e o Tratamento do Delinqüente (Ilanud).

    A segurança deve ser considerada um direito de cidadania, pois significa liberdade (respeito ao indivíduo) e ordem (respeito às leis e ao patrimônio), que são fundamentais para o desenvolvimento econômico e social. Estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento estimam que os custos da violência atingem 10% do PIB, algo em torno de R$ 130 bilhões. São recursos que deixam de gerar empregos na cadeia produtiva, de investimentos e consumo, favorecendo a expansão apenas dos serviços especializados de segurança.

    O estudo da FGV calcula que o número de vigilantes hoje no Brasil é 3,5 vezes o contingente das forças armadas nacionais, com o agravante de que esses primeiros possuem qualificação discutível e andam armados (vide “Desarmamento”).

    A violência urbana afeta, de forma incisiva, as decisões de investimento no País. Nem mesmo a justificativa do potencial mercado consumidor é suficiente para revertê-la. Nenhuma empresa quer pôr em risco a vida de seus profissionais e a segurança de seu patrimônio. Ademais, a liberalização comercial global facilita a importação de produtos que poderiam ser produzidos no Brasil. Isto é, a violência é fator competitivo no mercado internacional e, contrariando as nossas necessidades, exporta empregos.

    Nesse contexto, o setor turístico brasileiro, de enorme potencial e diferenciais, acaba sendo o maior prejudicado. O turismo tem capacidade de gerar empregos em escala, até mesmo porque a qualificação de sua mão-de-obra é muito rápida. Solução perfeita para reduzir o desemprego no País e que a violência urbana solapa.

    O tipo de violência urbana que se presencia no Brasil é fundamentado no crime organizado, que é a pior de todas, pois cria um poder paralelo. Para o Estado, a violência urbana também representa dispêndios significativos. São retirados recursos da saúde, da educação e do saneamento básico para financiar a infra-estrutura penitenciária, os serviços de apoio às vitimas etc. O Estado também perde com o abalo na confiança da população em suas instituições.

    O cidadão é muito penalizado com a violência urbana, pela perda de sua liberdade, com os riscos presentes no cotidiano, com a menor oferta de empregos e com a deterioração dos serviços públicos. Para as famílias, a perda do pai ou da mãe, na faixa etária entre 25 e 40 anos, deixa uma legião de órfãos que terá de mendigar ou aderir ao crime organizado para obter seu sustento.

    A violência é um ciclo que começa e termina nele mesmo, sem benefício para ninguém, a não ser para os líderes do crime organizado, na exploração daqueles que, direta ou indiretamente, foram ou serão suas vítimas.

  • abril 1, 2009 em 9:48 am
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    Desarmamento

    Há uma grande correlação entre o porte de armas pela população e a violência urbana, o que já foi comprovado pela polícia de Nova Iorque (E.U.A.), de Johannesburgo (África do Sul) e de São Paulo. Na década de 90, o Brasil foi responsável por cerca de 12% das mortes por arma de fogo registradas no mundo. Pesquisa realizada pelo Ilanud, da Organização das Nações Unidas (ONU), em parceria com o Datafolha, em 1997, mostrava que nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro existiam 2,5 milhões de armas registradas, na época. Isto sem falar nas clandestinas. Esse trabalho apontou que o cidadão que mais se arma, legalmente, tem curso superior e rendimentos acima de R$2.300,00.

    A polêmica sobre o porte de armas pela população não tem consenso nem mesmo dentro da esfera jurídica, na qual há vários entendimentos como: “o cidadão tem direito a reagir em legítima defesa, e não pode ser cerceado seu acesso aos instrumentos de defesa”, ou “a utilização da força é direito exclusivo do Estado”, ou “o armamento pela população mostra que o Estado é incapaz de garantir a segurança pública”. Independente do quão caloroso seja o debate, as estatísticas estão corretas: mais armas potencializam a ocorrência de crimes, sobretudo num ambiente em que essas sejam obtidas por meios clandestinos. A partir daí, qualquer fato corriqueiro pode tornar-se letal.
    O porte de arma pelo cidadão pode dar uma falsa sensação de segurança, mas na realidade é o caminho mais curto para os registros de assaltos com morte de seu portador. No caso de abordagem por um assaltante, o cidadão armado tem dois segundos para reagir com chance de sucesso, caso contrário torna-se vítima e sua arma vai alimentar a ilegalidade.

    O fácil acesso às armas deu um novo status aos pequenos delitos, que passaram a ser letais, além de aumentar consideravelmente o poderio da marginalidade frente ao das polícias.

    As armas estão fazendo parte do cotidiano dos grandes centros urbanos brasileiros, o que traz com freqüência os relatos de tragédias em sua utilização até mesmo nas pequenas querelas entre cidadãos.
    O porte ilegal de arma é crime, de acordo com a legislação brasileira, e o porte legal de armas é bastante restrito.

    A presença de arma em casa tem elevado os registros de violência contra a mulher, como decorrência da agressão física e sexual. As crianças também são numerosas vítimas de acidentes domésticos com armas de fogo. Ter armas no domicílio requer uma série de cuidados, a exemplo do cadeado no gatilho, que acaba inviabilizando uma reação rápida no caso de assalto.

    O tratamento da vítima de violência armada é sempre traumático, pois deixa seqüelas psicológicas e físicas — que normalmente são a invalidez permanente (paraplegia). Os jovens de 18 a 26 anos são as maiores vítimas do armamento e dessa modalidade de violência, que, em geral, envolve espectadores inocentes que estão nas proximidades das ocorrências, em evento conhecido como “bala perdida”.

    As campanhas a favor do desarmamento têm como finalidade conscientizar a sociedade de que o porte indiscriminado de armas aumenta a violência, o número de vítimas e o armamento da marginalidade. O cidadão precisa saber que ter uma arma não significa estar menos vulnerável à violência urbana.
    É dever do Estado controlar o abastecimento do mercado de armas e zelar pelas restrições de sua posse e uso, bem como acabar com o fornecimento clandestino. A proliferação de armas de fogo favorece a desestabilização política e, dentre as suas conseqüências, estão o agravamento dos custos públicos com a violência urbana. Toda política de desarmamento passa também por Programas de Educação Pública.

    GUIA SERESA DE ORIENTAÇÃO AO CIDADÃO

  • abril 2, 2009 em 7:41 pm
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    Kdê a população desta terra q não procura se manifestar cobrando dos q elegeram providencias….REFORÇO POLICIAL JÀ!!!!!!!!
    Não acredito q numa cidade ”turistica”não tenha orgãos competentes para o caso ”BANDIDOS”.
    Vamos ter q esperar por +++ 04 anos para eleger outros e novamente não tomar providencias nenhuma?????
    Grita POVO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • abril 2, 2009 em 10:10 pm
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    Pelé,

    tive notícias hoje, através dos guris da academia, que em tres bairros, Baixa Alegre, Urbis e Jacaré, os tiroteios têem sido intensos, inclusive com toque de recolher estipulado pelos traficantes.

    As crianças não tem ido a escola e algumas nem podem sair de casa com medo da situação.

    Meu amigo, não sei como isso vai acabar. As autoridades do município parecem viver em outro mundo, não tomam atitude alguma.

    A CVI esta semana demitiu quase 150,quero saber como esses cidadãos vão se recolocar no mercado de trabalho!!

    Mas…

    nada abala nossos líderes.

    Vivo por aqui a quase 8 anos e a degradação neste período é assustadora!!

    Será que os poderosos só vão se dar conta quando o tiroteio for no Jardim Grimaldi??

    Valença esta descendo a ladeira, e ninguém tem o cuidado de puxar o freio de mão.

    Rapaz, do jeito que vai, o jeito é descer com o bonde andando mesmo.

    Salve-se quem puder!!!

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