“De um lado, ficou evidente que uma parcela da sociedade apoia o fascismo e tudo que lhe é subjacente”

Por Tiago assis

Quero, de público, deixar registrado que colhi algo proveitoso dessa eleição presidencial.

De um lado, ficou evidente que uma parcela da sociedade apoia o fascismo e tudo que lhe é subjacente: violência, racismo, cinismo, ódio ao pobre, desejo de retorno aos privilégios de outrora mundo tipicamente forjado no escravagismo.

De outro lado, ficou claro que uma parcela deseja a proteção da democracia, ignorando o partido, pois almeja a consolidação e, quiçá, a ampliação das políticas sociais.

Perdi amizades, cortei laços com familiares. No entanto, fiz outras amizades tão valiosas, pois pautadas em princípios e não em mesa de bar, embora uma boa bebida e um bom papo façam parte.

Deixo uma mensagem de partida, pois não desenvolvi (por escolha consciente) a capacidade de dividir o mesmo espaço com quem defende política higienista, com quem defende a retração de políticas sociais, com quem defende a diminuição da carga tributária de sua renda e patrimônio mesmo dispondo de capacidade contributiva.

Não tenho a aptidão de sentar e sorrir para alguém de espelha nos olhos o desejo de retorno a um mundo em que ele possa subjugar o outro, chicotear o outro, matar o outro.

Por fim, não tenho a tolerância de ouvir o cinismo daqueles que, sob as vestes do antipetismo afirma um discurso de ódio e de indiferença social e racial.

Qualquer que seja o resultado das eleições, estaremos em lados opostos; em diferentes trincheiras. Caso o fascismo seja triunfante, estarei na resistência, lutando ao lado dos vulneráveis e me tornando alvo.

E você, antigo amigo e familiar, vai carregar nas mãos o sangue de muitos que serão e já são vitimados. Enquanto eu, se não estiver oferecendo meu sangue, estarei oferecendo a minha voz, advogando em prol de uma causa nobre.

3 Respostas para “De um lado, ficou evidente que uma parcela da sociedade apoia o fascismo e tudo que lhe é subjacente”

  1. Ricardo Hage outubro 28, 2018 às 9:36 am #

    Dr.Tiago excelente.

    Fico feliz e honrado em saber que tenho um amigo tão lúcido e humano.

    Mais ainda em saber que Valença tem você como filho, jovem e político. Uma nova esperança que surge como novo e experiente além de capacitado.

    Abraço

    Ricardo Hage

  2. Mário outubro 28, 2018 às 2:05 pm #

    Não é uma parcela da sociedade intitula por voçes “de fascistas” mas sim a maioria que está cansada dessa classe podre da política do qual muitos que se dizem democratas mas que não respeitam a opinião dos outros, intitulando-os de fascistas, copiando assim o termo utilizado pelo chefe Mor da maior quadrilha que assaltou os cofres públicos, onde até os mais sensatos Petistas reconhecem que o maior escândalo de corrupção do Brasil aconteceu durante os 13 anos em que o PT esteve no poder, sendo assim o povo de bem cansou desses desmandos. Agora os que votam diferentes dos petistas são considerados fascistas, aqueles mesmos que defendem um bandido condenado e preso pela justiça, e que não aceitam a opinião alheia.Que democracia é essa?

  3. Edson F outubro 29, 2018 às 12:12 am #

    ” uma parcela da sociedade apoia o fascismo e tudo que lhe é subjacente: violência, racismo, cinismo, ódio ao pobre, desejo de retorno aos privilégios de outrora mundo tipicamente forjado no escravagismo.”

    Permita-me discordar. 57,7 milhões de brasileiros não podem ser fascistas. O fascismo é justamente de esquerda. Destes 57,7 milhões quantos são ricos, anti pacifistas, e tiveram família escravocrata?

    “Não tenho a aptidão de sentar e sorrir para alguém de espelha nos olhos o desejo de retorno a um mundo em que ele possa subjugar o outro, chicotear o outro, matar o outro.”

    Quem desejaria isso? Quem seria psicopata a esse ponto? Todos esses 57,7 milhões que deram vitória ao Bolsonaro? O próprio Cristo sentava-se à mesa com pecadores. Ou se sonha com um mundo de iguais, sem oposição? Isso só foi conseguido em ditaduras como Cuba, Coréia do Norte e União Soviética, regimes mais fascistas que esses impossível. É fácil conviver com quem só nos apóia. Mas isso não existe, a não ser que se viva numa bolha…ou numa ditadura comunista.

    “Por fim, não tenho a tolerância de ouvir o cinismo daqueles que, sob as vestes do antipetismo afirma um discurso de ódio e de indiferença social e racial.”

    Entre esses 57,7 milhões não pode haver esmagadora maioria rica e branca para ignorar a Questão Social e questão de pele caso se refira aos negros (no tocante ao racial). Mas há de se lembrar que não só estes que sofrem preconceito no Brasil. Não nos esqueçamos dos Judeus, Albinos, Indígenas, Ciganos, Venezuelanos (sim, eles sofrem horrores em Roraima) NORDESTINOS NO SUL e outros povos discriminados.

    O PT tem culpa nisso. 13 milhões de desempregados não nasceram da noite pro dia. O 2° governo Dilma foi muito ruim e Temer conseguiu piorá-lo.

    O povo não foi fascista, o povo apenas rejeitou um partido que não deseja ver no poder por enquanto. Assim como não foi fascista quando elegeu Collor e FHC 2x impondo derrota ao PT. É da política ganhar e perder na democracia. Nosso povo não é fascista, apenas aposta no novo como novo foi o Collor, FHC, Lula e agora o Bolsonaro. Nosso povo também não foi fascista quando elegeu por 13 anos o PT com o apoio dos comunistas do PC do B (ocupando ministério) que apoiam ditaduras como as de Cuba e da Coréia do Norte que cerceiam todas as garantias e liberdades individuais dos seus cidadãos e mandam seus opositores para o Paredão para serem fuzilados apenas por discordar do governo ou para campos de concentração. ( Procure saber o que foi um Gulag Soviético) . Como disse antes, o verdadeiro fascismo é o de esquerda.

    Do meu ponto de vista pessoa, Bolsonaro e Hadad péssimas escolhas para o país.

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