Entre uma mascada de chiclete e outra, Pó da Pesca critica muito e agradece pouco

A sessão da Câmara de Valença teve uma cena diferente nesta semana. O vereador Pó da Pesca apareceu mascando tanto chiclete que uma das bochechas ficou até mais alta. Parecia que ele tinha levado o pacote inteiro para a boca!

Em determinado momento, o vereador falava sobre um possível atraso no pagamento dos servidores. Disse que alguns teriam recebido e outros não, mas não apresentou documentos ou informações concretas que comprovassem a denúncia.

No meio do discurso, parece que o chiclete pediu passagem. Pó da Pesca fez uma pausa e começou: “mnhac, mnhac, mnhac…”. Eu pensei até que ele fosse fazer uma bola com o chiclete! Mas, depois de mastigar bem, retomou a fala e seguiu com suas críticas e indicações.

Criticar faz parte do trabalho de qualquer vereador. Fiscalizar o prefeito também. Mas o que chama a atenção é que Pó da Pesca parece ter dificuldade para reconhecer quando alguma coisa boa acontece, principalmente no Guaibim, região que ele representa.

A gestão municipal entregou uma praça bonita no Guaibim, realizou obras na Avenida Taquari, asfaltou outras ruas, algumas delas solicitadas pelo próprio vereador e, em parceria com o Governo do Estado, promoveu o recapeamento da estrada que dá acesso à localidade.

Mesmo assim, até agora, não se ouviu um agradecimento público do vereador. Nem um “valeu”, nem um “ficou bom”, nem mesmo um “obrigado por atender às nossas indicações”.

Será que o chiclete está atrapalhando?

O vereador pode continuar fiscalizando, cobrando e criticando. Isso é legítimo. Mas reconhecer aquilo que foi feito também não tira pedaço de ninguém. Pelo contrário: mostra equilíbrio e compromisso com a verdade.

No caso de Pó da Pesca, parece que a crítica sai com facilidade, mas o elogio ficou grudado no chiclete. Quem sabe, na próxima sessão, ele dá uma mascada, desgruda o agradecimento e reconhece as melhorias que chegaram ao Guaibim?

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