O povo foi para a praça, mas faltou brilho no desfile de 7 de Setembro

Uma das coisas que mais me chamou a atenção neste 7 de Setembro foi a quantidade de gente nas ruas. A praça estava superlotada, com famílias inteiras querendo assistir ao desfile. Isso mostra que o povo não quer muita coisa. Quer apenas um momento bonito, organizado e capaz de despertar orgulho e emoção.
Também não faltou boa vontade de quem desfilou. Estavam presentes escolas, Polícia Militar, Tiro de Guerra e outras instituições. Crianças, jovens e adultos fizeram a sua parte. Porém, sinceramente, achei que faltou aquele gás, aquela energia capaz de encantar quem saiu de casa para prestigiar o evento.
As escolas passaram de maneira muito simples. Algumas crianças estavam com uniformes modestos, sem adereços ou elementos visuais que chamassem a atenção. Faltaram cores, criatividade, música, alegorias e símbolos que ajudassem a contar uma história. Um desfile cívico precisa ter conteúdo, mas também deve ter beleza e emoção.
É justamente aí que o poder público pode entrar. É preciso oferecer mais apoio às escolas, ajudar na confecção de figurinos, incentivar a criação de alas temáticas e investir nos detalhes. Não precisa gastar uma fortuna. Com planejamento, criatividade e envolvimento da comunidade, é possível fazer algo muito mais bonito.
Enquanto o palanque estava cheio de autoridades, policiais graduados, vereadores e secretários, as escolas pareciam pobres diante daquela estrutura. E isso precisa ser repensado. O grande destaque do desfile deveria estar nas ruas, principalmente nas crianças, nos estudantes e nas instituições que se esforçaram para participar.
O povo compareceu e mostrou que gosta do 7 de Setembro. Agora, cabe ao poder público valorizar essa presença e oferecer um espetáculo à altura. Porque praça cheia já temos. O que ainda está faltando é fazer o desfile também encher os olhos e o coração das pessoas.







Nada diferente do de Brasilia. Só o reflexo e não vê, somente quem tapa os olhos.