O “vai e vem” infinito da política

Tem dias em que a política parece um GPS desconfigurado: “vire à direita… recalculando… faça o retorno… siga em frente… recalculando novamente.”
Ontem, o senador Cleitinho apareceu emocionado. Disse que a dor pela perda do irmão era grande demais e que não tinha condições de disputar o governo de Minas. Muita gente se solidarizou. Afinal, o luto merece respeito.
Mas bastou amanhecer o dia para a história ganhar um novo capítulo. Na convenção do partido, lá estava o mesmo Cleitinho, pedindo uma oportunidade para ser candidato a governador. Alegou que havia refletido e mudado de ideia.
Na política, mudar de posição faz parte do jogo. O problema é quando as mudanças acontecem na velocidade de uma troca de roupa. O eleitor mal consegue entender uma decisão e já precisa reaprender a seguinte.
É como uma novela em que o personagem morre no capítulo de segunda-feira e reaparece vivo na terça, explicando que tudo não passou de um mal-entendido.
No fim das contas, o maior desafio da política continua sendo a credibilidade. Porque uma candidatura pode até ir e voltar. O que não deveria ficar indo e voltando é a confiança do eleitor.
Talvez a política brasileira precise inventar uma nova placa de trânsito: “Atenção: trecho sujeito a mudanças repentinas de direção.”
Na política, mudar de ideia é um direito. O problema é quando a mudança acontece tão rápido que o eleitor nem sabe se está assistindo ao primeiro ato ou ao bis da mesma cena. Enquanto isso, a confiança vai ficando na plateia, esperando alguém decidir qual roteiro vale de verdade.




Essa ideia já foi usada contra os judeus na Alemanha nazista. Valença votou majoritariamente em Lula, então, se estes eleitores…
Essa ideia já foi usara contra os judeus na Alemanha nazista. Valença votou majotitariamente no PT, então se esta população…
Uma coisa é divergir politicamente, outra coisa é ser canalha e debochar criminosamente de uma infância desvalida. O acontecido com…
Corrigindo: Léo de Neco, filho de Neco.
Excelente pra Valença e toda região, pois conheço Léo ainda garoto em nossa casa no Guaibim, quando seu pai Nego…