Raimundo Costa segue com seu mandato familiar e desta vez tirou o filho de um salário de R$ 7 mil para um de R$ 28 mil no governo federal

Mudou o vento, mudou o lado… e o salário também: política ou promoção familiar?
O deputado Raimundo Costa, que ontem defendia Bolsonaro com entusiasmo de comício, hoje já navega em águas governistas, e não demorou muito para mostrar que adaptação, por aqui, vem com benefícios.
Ontem, a gente achava que ele teria dado um tiro no pé mudando de partido. Teve nada de tiro no pé, o tiro foi em nossa cabeça, nos chamando de otários.
Vejam só: o filho, que antes ocupava um cargo de pouco mais de R$ 7 mil, agora aterrissa num posto estratégico no governo federal, com salário de quase R$ 28 mil. Um salto digno de atleta olímpico, só que sem precisar passar por seletiva pública.
E não para por aí.
Antes dessa promoção relâmpago, o filho do deputado também já circulava pelos corredores do poder, atuando como secretário parlamentar de um deputado do Amapá do partido do ex-presidente Bolsonaro.
Tudo isso acontece justamente após a mudança partidária e o alinhamento com o grupo que hoje comanda o poder.
Mas é aí que a história começa a ficar mais indigesta.
Porque, na prática, nem isso garante que o deputado esteja, de fato, fechado com o governo. Nos bastidores, muita gente ainda acredita que, na hora decisiva, ele pode seguir votando alinhado com pautas da direita, o mesmo campo que defendeu anteriormente.
E como se não bastasse, o histórico recente reforça essa desconfiança.
Além de nunca votar nas pautas do governo, Raimundo Costa esteve entre aqueles que apoiaram a PEC da Blindagem, que dificulta a abertura de processos criminais e prisões contra senadores e deputados.
Ou seja: Tem trânsito em Brasília, consegue espaço no governo, coloca aliado direto (no caso, o próprio filho). Aqui em Valença não botou uma agulha de emenda e tem posição privilegiada. Um mandato duvidoso.
E aí o sentimento de quem sempre esteve firme em uma posição começa a pesar: vale a pena defender projeto, ideologia, lado… para ver espaço sendo ocupado por quem chega depois, e ainda sem garantia de compromisso?
Porque o eleitor não está vendo só uma nomeação. Está vendo um padrão.
O da política que se adapta rápido ao poder… que recompensa proximidade… mas que nem sempre entrega coerência.
No fim das contas, fica a pergunta: Isso é articulação política… ou conveniência bem remunerada?
Em Brasília, as peças se movem rápido. Mas o eleitor… esse observa em silêncio. E quando resolve jogar… não costuma errar o lance.





Parabes Pele Muito boa esta reportagem e pertinente seria bom q chegasse até os gestores municipais!
concordo plenamente com sua pontuação sobre esta questão. eu nunca gostei de foguete nem bomba, por min não existiriam esse…
Um novo nome sempre bom
Respondendo ao comentário "Verdade, Wolf, alí seria a verdadeira via que iria desafogar o transito..." Sem dúvidas, meu caro! Marcos…
Verdade, Wolf, alí seria a verdadeira via que iria desafogar o trânsito, os veículos não precisariam nem mesmo de subir…