Senado na Bahia: Otto de camarote, Wagner e Rui no ataque… e Coronel tentando achar o rumo

O tabuleiro político da Bahia já começa a ganhar forma, e, como sempre, tem gente jogando com estratégia e outros ainda procurando onde sentar na mesa.

De um lado, Otto Alencar assiste tudo de camarote. Reeleito recentemente, não entra nessa disputa. Tá tranquilo, com mandato garantido, vendo o jogo correr enquanto muitos ainda estão amarrando a chuteira.

Há quem aposte que ele deve se posicionar como técnico para ajudar a dupla do PT.

Já no campo de batalha, dois nomes começam a despontar com força: Jaques Wagner e Rui Costa. Se essa dupla vier alinhada, não é exagero dizer que entra pesada na disputa.

Wagner com sua base consolidada e Rui com o recall de quem governou o estado e ainda mantém influência forte. É a velha máquina política funcionando com óleo novo.

E aí entra o terceiro elemento dessa história: Angelo Coronel.

Coronel, que já surfou na onda de um grupo forte para se eleger, agora parece tentar remar em mar aberto.

Ao se afastar da base governista e ensaiar aproximação com ACM Neto, o senador faz uma aposta arriscada: ou se reposiciona como peça importante do outro lado (disputando um cargo de deputado federal)… ou corre o risco de virar figurante numa eleição de gigantes.

Porque na Bahia, convenhamos: política não é esporte individual. Quem anda sem grupo forte não corre… tropeça.

E tem mais um detalhe que pode embaralhar tudo: a eleição para o Senado permite dois votos. Ou seja, aquele eleitor que escolhe um nome por fidelidade pode muito bem usar o segundo voto para equilibrar o jogo. E é aí que muita candidatura improvável ganha fôlego.

No fim das contas, o cenário começa a se desenhar assim: Otto fora da disputa, só observando, Wagner e Rui formando uma possível dobradinha de peso e Coronel tentando se reinventar no meio do vendaval.

E o eleitor? Esse vai decidir lá na frente se quer continuidade, mudança… ou uma mistura dos dois.

Porque eleição na Bahia, meu amigo, não se ganha só com nome. Se ganha com grupo, estratégia e, principalmente, com o humor do povo no dia da urna.

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