Tem vereador em Valença com árvore genealógica inteira pendurada na folha de pagamento da prefeitura

Tem assunto que volta e meia dá as caras no noticiário como visita inconveniente que não aprende a bater na porta.
Um deles atende pelo nome de nepotismo e essa velha prática de transformar a máquina pública em extensão da sala de jantar, onde cargos de confiança viram cadeiras reservadas para parentes, amigos e agregados.
E quem acompanha a política de Valença sabe: isso não é exatamente novidade por aqui. Já tivemos gestão em que, se sobrasse uma vaga, só faltava chamar o cachorro da família pra completar o quadro, porque gente da casa já tinha tomado conta de tudo.
Vereador então… parecia concurso público com sobrenome como critério de aprovação.
Agora, o roteiro se repete, com novos personagens, mas a mesma trama conhecida. É importante registrar: o prefeito Marcos Medrado, até aqui, não tem sua gestão marcada por esse tipo de prática familiar desenfreada.
A presença da primeira-dama na Secretaria de Ação Social, como já virou tradição em diversos municípios do Brasil, entra naquele campo onde a lei permite e a política naturalizou.
Mas o problema não mora exatamente no gabinete principal, ele parece circular pelos corredores laterais do poder.
Corre à boca pequena (e também à boca grande) que há vereador em Valença com árvore genealógica inteira pendurada na folha de pagamento: mulher, filho, nora, mãe, tio… parece mais reunião de família do que estrutura administrativa. E aí a coisa começa a feder, não politicamente, mas juridicamente.
Porque enquanto alguns brincam de montar clã dentro da prefeitura, o Ministério Público não está assistindo de camarote.
Nos últimos tempos, a fiscalização tem apertado e já tem gente sendo chamada à responsabilidade, com exonerações acontecendo aqui e ali, como quem começa a apagar incêndio depois que a fumaça já denunciou tudo.
E é aí que fica a pergunta que não quer calar e nem cochichar: será que o prefeito Marcos Medrado tem conhecimento desse festival de parentes nos bastidores?
E mais: antes que o Ministério Público bata na porta com mais força, não seria o caso de passar o rodo e limpar o terreno?
Porque uma coisa é certa: cargo público não é herança de família. E prefeitura não é árvore genealógica.







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