O CHORO DE PÓ NA SESSÃO DA CÂMARA DE HOJE (24)

A sessão desta terça-feira (24) na Câmara de Valença teve discurso choroso de Pó da Pesca, parece que ele tem sentido o peso dos aplausos que foram dados na praça neste fim de semana.

O motivo da emoção parlamentar foi simples: os candidatos apoiados por Medrado foram ovacionados em praça pública.

Aplauso mesmo, daqueles que fazem o palanque balançar. E aí veio o lamento. Pó relembrou que Claudio Cajado também teria feito muito por Valença, despejado emendas, colaborado com o município, mas, segundo ele, não recebeu a mesma chuva de votos.

Indignado, disparou: “Cajado trouxe tanta emenda para Valença e na hora não foi nem tanto contemplado com os votos. Se lembrem disso”.

Ora, vereador… memória seletiva é um recurso curioso. Principalmente quando a cidade está vendo, ouvindo e sentindo o asfalto chegar na porta de casa.

As emendas de Sérgio Brito estão se transformando em obras visíveis, com direito a tapete negro se espalhando pelas ruas como se Valença tivesse decidido trocar poeira por progresso.

E quando a obra aparece, o povo aparece junto. É matemática básica da política: quem faz, aparece. Quem aparece, recebe aplauso.

Agora, dizer que Cajado “não teve votos” é estória. Conversa que não se sustenta nem com vara de pescar. O então prefeito Jairo Baptista entregou a ele mais de 3 mil votos.

Um salto respeitável para quem antes navegava entre 700 e 800 votinhos. Se isso é falta de voto, imagina o que seria abundância.

No fundo, o que parece incomodar não é a quantidade de emendas do passado, mas o barulho do presente.

E aplauso, vereador, não se decreta em plenário. Ele nasce na rua. E quando nasce, ecoa.

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