JUIZ DA LAVA-JATO É FLAGRADO EM VÍDEO FURTANDO CHAMPAGNES EM SUPERMERCADO E É AFASTADO

Imagens de câmeras de segurança de um supermercado em Blumenau (Santa Catarina) mostram o juiz federal Eduardo Appio, conhecido por ter atuado em processos remanescentes da Operação Lava-Jato, retirando garrafas de champanhe das prateleiras e colocando-as em uma sacola antes de tentar sair do estabelecimento sem pagar.
Os registros, que ganharam grande circulação esta semana, indicam que o magistrado teria cometido a ação em mais de uma ocasião; o primeiro caso teria sido registrado em setembro, com episódios repetidos em outubro.
Em razão das imagens e das suspeitas, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) determinou o afastamento de Appio de suas funções e instaurou um processo administrativo disciplinar (PAD) para apurar sua conduta, que, em tese, poderia comprometer a credibilidade do Poder Judiciário.
Appio nega ter furtado as bebidas, afirmando que pagou pelas garrafas e que os vídeos foram manipulados, além de anunciar que pretende processar o senador e ex-juiz Sergio Moro por difamação, alegando que a divulgação estaria ligada a disputas e perseguições políticas.
O episódio reacende debates sobre a conduta de magistrados associados à Lava-Jato e traz uma nova polêmica envolvendo um dos nomes que já teve destaque no histórico da operação.






O juiz federal Eduardo Appio não é um membro filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), pois a magistratura brasileira exige neutralidade político-partidária. No entanto, ele gerou controvérsia ao fazer uma doação de R$ 13 para a campanha presidencial de Lula em 2022 e por usar a senha “LUL2022” no sistema da Justiça Federal, o que foi interpretado por críticos como um gesto de alinhamento político.