SIMPLESMENTE ORGULHO, DE SER NORDESTINO

Por Romero Emanuel*

Orgulho SIM da nossa história, da nossa força, da nossa resistência, nosso sotaque, poesia e cordel, nossa rica literatura e musicalidade, nossa miscigenação que representa a mistura da cor, a brasilidade do Brasil indígena, afrodiásporado, europeu, das nações que formaram a nossa nação do “oxe” e do Brasil que somos, o Brasil da diversidade, das contradições…

Orgulho da nossa multiculturalidade, da nossa linguística peculiar, do meu baianês, dialeto repleto de identidade e respeito ao gênero e sua flexão.

O nordeste encanta pela cultura, pela fé, pelas danças, pelos ritmos, pela intensidade e resiliência de nunca desistir e sempre transforma, nossa faixa litorânea, nossas dunas e cachoeiras, nossos rios, o velho Chico, cantado na sonfona de Luis Gonzaga um dos nossos célebres que cantou e imortalizou o nordeste com Asa Branca; ah nordeste lindo do meu coração! Em ti estão o barroco, o arcadismo heranças culturais patrimônio da humanidade, “eta peste! Homi seu minino”. “Vai ser grande assim na casa do chapéu!” Somos assim, caatinga, sertão, litoral e serrado; Somos mata, somos Serra, somos chapada e chapadões. Terra seca, pele rugosa e mãos calejadas que não se negam ao trabalho e a esperança, o sorriso que acolhe os que vem, os que vão e voltam…

Somos o nordeste da zambiapunga, do samba de roda, da capoeira, do axé, de Rui Barbosa, de Castro Alves, Ubaldo Ribeiro, Jorge Amado, Euclides da Cunha e outros ícones de saberes indeléveis e imortais.

*Romero Emanuel Lopes de Andrade, baiano, nordestino, baiano, valenciano radicado no Estado do Rio de Janeiro.

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