SINGELO
A flor perfeita…
o sorriso nos lábios
os olhos, relicários
tão bela.
tão Ela.
(Caio Dimitri)
Um dia eu fui conferir de perto pra ver se o chão balançava e, balançava mesmo! Não sei hoje se é a mesma coisa.
Para mim essa foi a melhor época. E a sua qual foi?
O lamentável episódio ocorrido em Valença na última quinta-feira, 24 de fevereiro, em que uma manifestação contra a insegurança virou um festival de badernas, mostra, antes tudo, o despreparo das pessoas responsáveis pela organização do movimento. O quadro de violência em geral, patrocinado pelos assaltos, homicídios, comércio de drogas, desemprego, falta de vocação para os estudos e pela desatenção do Governo do Estado a quase tudo que se refere à segurança pública, é mais do que suficiente para um levante da população duramente vitimada. Mas o que se viu foi uma passeata justa em seus objetivos dirigida por alguns que nunca ouviram falar, no sentido conceitual do objeto, em organização de massas.
Deu no que deu. Por mais incrível que pareça, o mar de equívocos gerado pela incapacidade e deformação política das lideranças responsáveis pelo protesto atingiram, injustamente, instituições públicas e símbolos de sucesso do setor terciário, que representam da maneira mais ampla possível os interesses da população.
Então vejamos: As lojas saqueadas dão empregos a milhares de pessoas em todo o Estado, tem um relevante trabalho social e trata-se de uma referência genuína da Terra do Camarão; a prefeitura, por mais que possa fazer não é responsável pela segurança pública; e a Câmara Municipal, como legítima Casa do Povo, foi onde mais se debateu o tema “insegurança”. Existem centenas de momentos que comprovam as atitudes dos vereadores clamando soluções, a quem de direito, para a situação vexatória vivida por Valença.
Mas tudo tem limite. A acomodação popular se transformou em coragem para gritar “socorro, eu não quero morrer desse jeito tão estúpido!”. Pena que a massa foi muito mal conduzida. Aproveitadores de plantão, percebendo o amadorismo dos cabos-de-turma, se travestiram de ladrões, quebraram e levaram pra casa o que não lhes pertencem, cheios de orgulho próprio do universo das bestialidades.
As imagens apontam centenas de travestidos em ilícitas ações, enquanto os três ou quatro “líderes” do movimento são de conhecimento de todos. Cabe às polícias um choque de gestão em busca da ordem, tão fugida, e a aplicação do rigor da lei sobre aqueles irresponsáveis, que tornaram uma improvisada caminhada da paz em campo de saque e guerra!
Railton Ramos
Editor do Jornal Costa do Dendê
Ainda sobre a manifestação de Valença, quando o presidente da Câmara declarava sobre o movimento.
Por: Nana
Uma onda de violência daquela natureza jamais seria incitada por um político ou um grupo político – todos os estudos apontam a violência como multifatorial, ou seja, várias coisas foram se somando ao longo desses dois anos de descaso, mentiras, obras superfaturadas, deboche, falta de segurança pública, assaltos constantes em plena luz do dia e claro, culminou em mais um latrocínio… Acompanho esse blog e um dos assuntos mais constantes é a questão da violência regular na cidade. Precisou acontecer algo do porte daquele vandalismo para o prefeito ir buscar reforços na capital, quando o seu acesso ao atual Governador – OTTO ALENCAR, POIS WAGNER ESTAVA VIAJANDO – era ainda mais fácil do que o petista, que foi recebido em Valença e desfilou em carro aberto, com o aval do prefeito e que teve bastante voto. Muitos sinais foram dados antes daquela tragédia, muitos sinais, mas não foram ouvidos e o povo cansa de pedir, implorar, gritar e não ser ouvido… A fúria do povo quando vem (isso é histórico) vem com uma força praticamente impossível de controlar… Sem falar que é um absurdo uma pessoa morrer em casa, vítima de um ladrão e a família não poder enterrar seu corpo, pois não tinha legista… Se o povo não se mobiliza, quanto tempo ficaria esse ser humano sem vida e essa família sofrendo para dar-lhe um enterro descente? Isso revolta qualquer um e não precisa ser um familiar para se solidarizar com tal situação.
Colocar a culpa nos outros e insinuar que o povo foi incitado por A ou B, pelo grupo de X ou Y é primário e tolo. O que é preciso fazer agora é encarar a situação de frente, assumir as responsabilidades que existem e não são poucas e buscar estratégias para lidar com o problema da violência que está intimamente ligado as drogas e estabelecer políticas públicas que estimulem o esporte e atividades que propiciem lazer e entretenimento, aliados a saúde e educação e cultura.
Vereadores, revejam essa postura, pois isso é muito infantil e o povo já está bem crescidinho pra acreditar em lobo mau.
Me solidarizo com a família da vítima, com a dor da perda e a tragédia da espera que se sucedeu e também com a família do prefeito e os funcionários de suas lojas, pois sou contra a toda forma de agressão física e saqueamento.
Obrigada pelo espaço concedido e bom carnaval a todos.
Nota: Nana, postei seu comentário no principal, retirei sobre a denúncia porque já tem gente investigando e pode atrapalhar.
Por Ismario Miranda
Meus caros,
De tanto ouvir e presenciar os vários gritos “mudos” da nossa sociedade e perceber que a violência tornou-se uma pauta diária dos nossos meios de comunicação me pego a divagar…
Quantas cidades temos dentro de uma cidade? Esse é um problema pontual? Resolve-se com grades, luzes, aparelhamento policial e big brothers ?Provavelmente a resposta será: Não!
No último episódio vivenciado em Valença com indícios de selvageria humana possivelmente cometida por meia dúzia de vândalos, mas, perigosamente reproduzida por uma significativa parcela da comunidade, aqueles mesmos dos gritos “mudos” nos fazem perceber que a violência constituída pelo crime exarcebou todos os limites do bom senso e se perdeu no limiar daqueles que buscam cidadania, justiça social e paz.
Pobre Valença, que no afã de atingir a moral política do seu principal e legitimo representante, ao alcaide municipal, legitimado fartamente nas urnas, por pouco muito pouco, patrocina uma das mais graves temeridades e danosa ação contra o direito democrático constituído e legitimado e produz contra si próprio precedentes de fragilidade democrática tão grave quanto o próprio ato desencadeado e descontrolado que assustou famílias, nos colocou no mapa nacional da deliquencia praticada por cidadãos comuns e talvez, não vi de perto, manipulados por uma faixa dita inteligente neste processo articulador da babaquice.
Se algum político tentar usar pra si esse episódio como fato gerador da sua positiva imagem visando o pleito eleitoral que se avizinha, estará mostrando a si próprio a sua incapidade de construir valores solidários e efetivos de quem na verdade está preocupado em construir a democracia na cidade de Valença.
Esse violência criminal é um conjunto de pequenos atos contra nossos valores individuais e coletivos que se agigantou no Brasil afora com ajuda de drogas acessíveis que transformam o homem num “trapo”. Mas a verdadeira causa e se assim quisermos resolve-la está muito próximo de nós, são nossas relações familiares, nossa educação domestica, nossa formação escolar, nossa educação religiosa, nosso norte, nossa busca pela empregabilidade e principalmente nossa formação do senso critico, do que é certo e do que é errado construído por nós mesmos sem a manipulação indevidada de A e B.
Indignado com a impotência humana em reger e ser condutor dos seus próprios destinos e transformações deixo aqui a certeza que a presença da policia em nada mudará a ação dessa violência criminalizada.
Administrador de Empresas
MBA Executivo em Marketing
Mestre em Administração
Professor do IFBA Valença
No discurso da vereadora Maria Helena da sessão da Câmara do dia 1º de março, ela destaca a fama que o povo de Valença ganhou no mundo. De desordeiros, baderneiros e vândalos e enfatiza dizendo que se solidariza com o povo ordeiro da sua terra. Em seguida, assim como o vereador Gama, ela tenta culpar a algum político pela manifestação, que ela chamou de desordem, só que não cita nome de ninguém. Como pode ter credibilidade o que a vereadora fala, se querem criar um fantasma, fantasma da culpa pela manifestação?
Vereadora, assim como alguns vereadores desta Casa, a senhora sempre vai defender Ramiro, mesmo que seja contra o povo, afinal, ele é seu tio de sangue. Quero dizer mais, eu não estava na manifestação não, mas tive vontade de ir lá jogar uma pedra para descontar as sacanagens que esse prefeito já fez com todo o povo de Valença, inclusive comigo.
Esse negócio de dizer que Valença ficou com fama de desordeiros é balela. Nós ganhamos foi fama de destaque no meio dos povos que lutam contra ditadores e sanguinários no mundo, assim como o Egito, Líbia etc… Tenha coragem vereadora, denuncie esses políticos que a senhora está culpando, diga os nomes deles ou então, cale-se para sempre.
Infelizmente temos que divulgar mais um assassinato em Valença, dessa vez aconteceu no Bairro da Jaqueira na periferia da cidade. Três homens em um veículo invadiram uma casa para matar outro. Esse é o segundo crime em menos de seis horas que acontece em Valença.
Será mesmo só uma sensação de insegurança?
Deputado Raimundo Costa....Qual o nome do seu sócio?? Confia em mim vai? Vc nuca me enganou, lhe aguardo em outubro…
É muito bom saber que podemos contar com um profissional deste gabarito em nosso município! Isso nos faz ter segurança…
Parabes Pele Muito boa esta reportagem e pertinente seria bom q chegasse até os gestores municipais!
concordo plenamente com sua pontuação sobre esta questão. eu nunca gostei de foguete nem bomba, por min não existiriam esse…
Um novo nome sempre bom