Por Wolff Moitinho
Confesso que não sei dizer com certeza quando começou o sofrimento do povo valenciano com a falta de água nos reservatórios das casas e dos estabelecimentos industriais, comerciais e de prestadores de serviços. Mas garanto-lhes que nas administrações anteriores do SAAE as queixas não foram tão constantes quanto as que hoje são propaladas no seio desta nossa comunidade. Pouco tempo transcorreu da posse da então gestora municipal e vemos uma gestão pífia da autarquia, antes mesmo de completar um ano de mandato.
Alegações são diversas: quebra ou queima de bombas, barragem sem planejamento adequado, rios com pouco volume de água, capacidade de armazenamento de água insuficiente, etecetera, etecetera, etecetera… é o que ouvimos circular como respostas dos gestores da autarquia.
Balela! Sem nenhuma explicação a diretoria do SAAE toca a pior administração já existente em todos os anos da autarquia, desrespeitando a dignidade do povo valenciano, porque água é um bem essencial, imprescindível, e não há justificativa para faltar o líquido precioso todos os dias nas torneiras das residências e estabelecimentos empresariais, em uma região com alto índice pluviométrico. Valença não está situada no semiárido baiano; o município está localizado no litoral, Região do Baixo Sul da Bahia, dentro, por assim dizer, de uma bacia hidrográfica formada por vários rios, nascentes, lagos e lagoas, reconhecida pelo governo estadual e federal.
As reclamações constantes da população parecem que não estão sendo ouvidas pelas autoridades, ou, se estão, fazem como os antigos que não se importavam com dores e gritos dos aflitos, homens mulheres e crianças, seus subordinados. As autoridades responsáveis pelo abastecimento de água deste nosso município parecem que possuem “ouvidos de marcador”.
Por outro lado, sabendo que vivemos em um país democrático, creio que os cidadãos deste nosso município são realmente pacíficos. Em outras localidades, já estariam defronte as portas da prefeitura e/ou do órgão responsável pelo abastecimento de água protestando veementemente contra a inoperância dos gestores, exigindo que providências fossem tomadas imediatamente, porque planejamento é uma fase antes da execução. Motores queimados são facilmente substituídos por novos, enquanto se reparam os velhos queimados; sempre há possibilidade de maior captação de água dos rios em época de chuvas; e, dinheiro no SAAE não falta, pois são constantes os valores crescentes dos recibos de cobrança tanto das pessoas físicas quanto do empresariado.
Com tanto desleixo existente, em conversa com populares, foi aventado o ressurgimento da hipótese de privatização do SAAE por um grupo empresarial que, em passado recente, defendeu o postulado. A bem da verdade, ações iguais a esta ocorreram e ainda ocorrem nos governos federal e estadual.
Quem não se lembra do antigo BANEB? O Banco do Estado da Bahia foi privatizado porque diziam resultar prejuízos e foi adquirido pelo Bradesco, que ampliou os seus lucros. O BANESE também sofreu influências maldosas com o intuito de privatizá-lo, mas a população sergipana questionou o governo e hoje o BANESE, Banco do Estado de Sergipe, continua pertencendo ao Estado e em plena atividade lucrativa.
Evidente que não se pode afirmar taxativamente a existência de tal hipótese, mas vivemos com seres humanos e alguns “vendem a própria mãe” quando se trata de “ganhar dinheiro” e nesse momento deixam de lado a ética, a moral e passam por cima da própria lei.
A história do nosso país evidencia os corruptos que recheiam as páginas da imprensa e os espaços da mídia falada e, a partir do momento em que o cidadão desobedece as regras e não recebe punição exemplar, os demais não veem motivos para não fazer o mesmo se o ilícito lhes trouxer benefícios.
Criar subterfúgios com o intuito de auferir lucros faz parte do “jeitinho brasileiro”, da “lei de Gerson” que prega a obtenção de vantagem em tudo e de qualquer maneira. Portanto, deve-se levar também em conta a possibilidade de, ao vislumbrar qualquer notícia que surja neste sentido, a comunidade reagir imediatamente.
Neste momento, o que queremos é água nas torneiras todos os dias com a força suficiente para abastecimento das residências e provimento das atividades empresariais de todos os seguimentos do município de Valença, nos mesmos moldes ou melhor que os anteriores, nunca como o ofertado pelo SAAE da gestão atual da Prefeitura Municipal de Valença.
Deputado Raimundo Costa....Qual o nome do seu sócio?? Confia em mim vai? Vc nuca me enganou, lhe aguardo em outubro…
É muito bom saber que podemos contar com um profissional deste gabarito em nosso município! Isso nos faz ter segurança…
Parabes Pele Muito boa esta reportagem e pertinente seria bom q chegasse até os gestores municipais!
concordo plenamente com sua pontuação sobre esta questão. eu nunca gostei de foguete nem bomba, por min não existiriam esse…
Um novo nome sempre bom