Secretário responde fala da vice-prefeita e tenta conter ruído político na Educação de Valença

A repercussão da fala da vice-prefeita de Valença, Lorena Mercês, sobre a situação da Escola Samuel Vale Lacerda ganhou um novo capítulo após a resposta do secretário municipal de Educação, que adotou um tom mais técnico e institucional para tentar conter o desgaste político criado dentro do próprio governo.

Depois de Lorena afirmar publicamente que estava “levando ao gestor municipal” o pedido da comunidade para reativação da escola, muita gente passou a questionar se a vice-prefeita estaria assumindo um papel de cobrança contra a própria gestão da qual faz parte.

A declaração gerou interpretações políticas imediatas. Afinal, sendo vice-prefeita, Lorena integra o Executivo e, teoricamente, deveria atuar ao lado da gestão e não como alguém que cobra o governo de fora para dentro.

Diante da repercussão, o secretário de Educação entrou em cena e procurou colocar água na fervura.

Segundo ele, a situação da escola é resultado de décadas de abandono e não de um problema criado pela atual gestão.

“A gente sabe que a educação de Valença foi abandonada por décadas, é o caso do Colégio Samuel do Vale Lacerda. Não há a mínima condição dele funcionar, mas a gente vai recuperá-lo, vai sim”, afirmou.

O secretário também tentou tranquilizar as famílias, destacando que os alunos estão sendo assistidos no Colégio Municipal Estância Azul, onde, segundo ele, possuem estrutura adequada, fardamento, merenda de qualidade, água potável e professores comprometidos.

A resposta do secretário muda um pouco o eixo da discussão e traz uma linha mais alinhada ao discurso do governo Medrado: reconhecer os problemas herdados, mas garantir que existe um plano de recuperação em andamento.

Ainda assim, o episódio deixou uma pergunta política no ar.

Se a gestão já reconhece o problema e afirma que vai recuperar a escola, por que a vice-prefeita sentiu necessidade de fazer um pronunciamento público quase em tom de reivindicação?

Nos bastidores, muita gente interpretou a fala de Lorena como um gesto político cuidadosamente calculado para marcar posição própria dentro da gestão. Outros acreditam que foi apenas excesso de protagonismo e uma tentativa de demonstrar proximidade com a comunidade.

O fato é que a resposta do secretário acabou funcionando também como uma espécie de correção de rota, tentando mostrar que o governo já estava atento à situação e que não precisava ser “alertado” por alguém que faz parte da própria administração.

Na política, palavras têm peso. E em Valença, onde qualquer movimento vira termômetro de alianças e desgastes, uma simples visita a uma escola acabou se transformando em assunto de bastidor, análise política e especulação sobre o clima interno do governo.

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