AVIANCA DEMITE PILOTO PRECONCEITUOSO

aviancaVejam só, um piloto de uma empresa aérea, a Avianca, fez um comentário preconceituoso contra os nordestinos em sua página do Facebook. Eduardo Pfiffer publicou o seguinte: “Para manter o padrão porco, nojento, relaxado, medíocre e escroto de tudo no Nordeste como sempre… Depois de 1h10 minutos esperando um filé de peixe simples, sem nada de diferente, eles conseguem errar e fazer algo completamente diferente do cardápio que já não tem opção nenhuma”, escreveu o piloto em sua página no Facebook. “Povo escroto do caralho! Lugar nojento!”, xingou.

O Eduardo fez esse comentário alegando ter sido mal atendido em um restaurante em João Pessoa, na Paraíba.

Ainda bem que é uma minoria que tem essas posições como esse senhor, essa é uma classe de preconceituosos frustrados, que não suportam pessoas, vivem porque respiram, mas se pudessem não pertenciam a esse mundo.

O Pfiffer teve sua carta de demissão batida na hora pela Avianca que não compartilha desse tipo de comportamento doente de seus funcionários.

Uma resposta para AVIANCA DEMITE PILOTO PRECONCEITUOSO

  1. Ricardo Hage março 29, 2014 às 8:30 pm #

    O preconceito contra os nordestinos tem raízes no racismo, especialmente porque mulatos, negros e descendentes de índios compõem grande parcela da população das regiões norte/nordeste. A comparação com os imigrantes europeus e a maioria branca do sul/sudeste desenha um quadro de gritantes diferenças.
    Quantas vezes já ouvimos o Nordeste ser comparado à Índia, ao passo que o Sul/Sudeste teria paralelos com a Bélgica? A partir daí é gerado o monstro chamado “Belíndia”, com elites favorecidas e pobreza infinita convivendo juntas. Mesmo nestas comparações, encobrimos com o preconceito áreas nordestinas que poderiam aparecer no país europeu e focos de miséria crescentes nos estados mais ricos do país.
    Após a origem no racismo puro e simples, o preconceito se disseminou e curiosamente passou a brotar de outras raízes: os migrantes começaram a ser vistos como a causa principal da pobreza nas metrópoles, quando na verdade contribuíam como mão de obra barata para o desenvolvimento destas regiões.
    São Paulo, por exemplo, pode ser considerada cidade mais nordestina do país, tamanho é o contingente de moradores naturais desta região do país. Mesmo assim, o preconceito existe e não é assumido, pelo contrário, os grandes contrastes sociais presentes especialmente na capital paulista e no Rio de Janeiro são sempre apontados como reflexos da migração em massa e descontrolada, nunca como resultantes da má distribuição de renda ou falta de oportunidades, características comuns ao Brasil há séculos.
    O mais curioso (e triste) de toda esta realidade: ao contrário de países envolvidos em conflitos ou guerras civis, o Brasil não tem divisão de etnias ou tribos, sendo o preconceito movido apenas por questões geográficas. Talvez por este motivo os embriões de movimentos separatistas sulistas nunca tenham ganhado mais do que algumas páginas na internet e manifestações isoladas, felizmente.

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