ATÉ QUANDO?

Quem poderia amenizar ou até mesmo acabar com os problemas da droga no Brasil? Seria o presidente Lula? O Ministério da Justiça? Ou a sociedade?

Paulinho é um amigo nosso, cara trabalhador, músico, essa semana encontrou um filho que há seis meses atrás havia sumido, morto, enterrado no quintal da casa de um traficante.

Assim como o filho de Paulinho, muitos outros sumiram e muitos sumirão. Entendo a dor de um pai que vê o seu filho morto, e não sabe porque, compreendo o sentimento de culpa que agora o acompanha por te-lo encontrado no quintal de um traficante, o que faz crer, ter ligações com o mesmo.É uma pena ver nossos jovens entrando nessas viagens sem retorno.

Todos nós nascemos bons, sem maldades, com esperanças de ter um mundo justo, onde homens respeitam homens, gente vivendo com dignidade, mas infelizmente, nos deparamos diante de uma cruel realidade; o mundo dos espertos.

Cada um poderia dar a sua parcela de contribuição, mas o que vemos é um presidente preocupado com os bombardeios de Israel na Palestina, guerra que dura milhares de anos, e a taxa de mortalidade não chega nem perto dos que morrem por balas perdidas em nosso país. Poderiamos dizer que a Justiça poderia acabar com a droga, mas ela está preocupada em soltar Daniel Dantas, em proteger criminosos como Cesare Battisti, que dá muito mais índices de audiência. Sobra para a sociedade que não tem cargo nem representantes no governo, mas assume os erros e ainda ajuda o governo a combater a criminalidade,  e esse governo que por sua vez não se preocupa com coisas pequenas, porque tem que ajudar a Bolívia, entregando parte do patrimônio da Petrobrás, porque eles precisam mais do que nós.

Aqui ficam os nossos filhos, na expectativa de dias melhores para sairem dessas coisas erradas, e lá ficam os nossos governantes se beneficiando das nossas misérias.

Até quando isso?

7 Respostas para ATÉ QUANDO?

  1. Mille fevereiro 1, 2009 às 4:56 am #

    Penso que nessa questão tão complexa, só mesmo uma ação conjunta, UM MUTIRÃO… Conscientizar a população do males e da destruição que as dogas podem fazer na vida de uma pessoa e de sua família… PRECISAMOS DE DIÁLOGO… Precisamos juntar todos que compõe a sociedade… Escolas, serviços de saúde, igrejas, associações recreativas voltadas ao esporte e lazer, dentre outros… Mas tudo isso só será possível se houver uma preocupação do nosso governo em implementar políticas públicas centradas nesse aspecto… É urgente que isso aconteça… O problema da droga precisa ser encarado de frente e com medidas resolutas para se resolver.

    Senhores pais, na próxima eleição, investigue a vida de seus candidatos e vejam se eles possuem uma proposta para essa questão tão complexa, que passa por vários segmentos…

    No mais, um abraço ao Paulinho e outro para você, Pelegrini.

  2. pelegrini fevereiro 1, 2009 às 7:39 am #

    Mille, eu acho que todas as ações deveriam partir do estado, não vejo um trabalho direcionado a esse problema, antigamente ainda se via propagandas na televisão alertando dos males que a droga provoca, hoje nem polícia nós temos pra inibir tráfico ou uso de drogas, os nossos políticos hoje em dia só se preocupam com as suas articulações.
    Temos um grande problema pela frente, e a classe que mais sofre com isso são os mais carentes, que na tentativa de buscar melhores dias se entregam a quem paga merlhor e de forma mais cômoda.

    Obrigado pelo comentário

    Um abraço.

    Pelegrini.

  3. Carlos Leite fevereiro 1, 2009 às 8:00 am #

    Sr. Pelegrini, este é um assunto de fundamental importância para o debate, pois dois fins distintos e igualmente terríveis são cada vez mais comuns entre crianças e adolescentes pobres no Brasil. A falta de perspectivas e a sedução do dinheiro e poder são as principais causas.

  4. Carlos Leite fevereiro 1, 2009 às 8:11 am #

    Tráfico mata mais do que guerra

    Daniela Dariano

    O número de mortes de menores por arma de fogo no Rio é maior do que em regiões em guerra. Os conflitos armados na Colômbia, Serra Leoa, Iugoslávia, Afeganistão, Uganda, Israel e Palestina, desde que iniciaram até 2000, mataram menos crianças e adolescentes do que os conflitos rotineiros no município do Rio entre 1997 e 2000. Na guerra entre Israel e Palestina, por exemplo, morreram 467 menores nos sete anos de luta entre os anos de 1987 e 2001. No mesmo período, o Rio teve registro de 3.937 menores mortos por ferimentos de bala.

    O estudo sobre jovens com menos de 18 anos envolvidos na disputa pelo tráfico de drogas realizado pelo Instituto Superior de Estudos da Religião (Iser), com apoio do Viva Rio, foi coordenado pelo antropólogo inglês Luke Dowdney e revelou semelhanças entre o Rio e regiões onde existem menores conhecidos como ‘crianças-soldados’. Daí surgiu o conceito ‘crianças combatentes’, empregadas nas facções hierarquicamente estruturadas do tráfico de drogas nas favelas do Rio.

    Soldados e combatentes não compram suas armas, as recebem. Caracterizam-se também pelo recrutamento prematuro, aos 10 anos, e mortes concentradas entre 14 e 17 anos, atuando dentro do grupo armado. ”Os combatentes do tráfico não são soldados porque o Rio não está em guerra, o Estado não é o alvo do ataque. Chamar de soldado legitimaria as mortes. Mas, no Grande Rio, são seis mil crianças armadas, carregando fuzis”, afirma Luke, acrescentando que não pretende fazer do estudo uma denúncia do tráfico. ”O foco é a proteção a esses jovens. As crianças não são forçadas, elas escolhem o tráfico porque têm escolha limitada, não têm outras opções”.

    As ‘crianças combatentes’ se diferem, por sua vez, de menores em conflitos entre gangues, que compram suas próprias armas. Áreas conhecidas pela violência de gangues, como Califórnia e Nova York, têm menos mortes do que o Rio. Em 1999, em todo o Estado da Califórnia, houve 163 mortes por arma de fogo, ou 11,9 mortes/100 menores. Na cidade do Rio, foram 216 mortes, uma taxa oito vezes maior, ou 79,7 mortes/100 menores.

  5. Lúcio Cardoso fevereiro 1, 2009 às 11:34 am #

    O combate aos “pequenos traficantes” que se localizam no último elo da corrente do tráfico, nunca vai obter resultados definitivos.

    Vi uma entrevista do Dr. Hélio Vigio, ex secretário de segurança do Rio de Janeiro, na qual ele afirma categoricamente que a sociedade não quer uma polícia honesta e eficaz.

    Uma polícia honesta e eficaz, não concentraria seus esforços apenas nas favelas e bairros de baixa renda, estaria também arrombando portas nos bairros nobres onde se concentram os elos mais fortes desta corrente.

    Os verdadeiros donos do tráfico não estão nas favelas, nunca estiveram!

    Portanto, muita hipocrisia e pouca transparência, esta é a forma que nós, a sociedade brasileira, encontramos para “combater” as drogas e toda a criminalidade decorrente.

    Enquanto não resolvemos parar de analisar a situação dessa forma míope, trabalhos esportivos-sociais têm dado vários exemplos de sucesso paliativo em comunidades carentes por todo o território nacional.

    Abraços.

  6. Nana fevereiro 1, 2009 às 2:43 pm #

    Realmente, essa é uma questão muito séria… Tenho claro que não há interesse do governo em solucionar essa questão… Até pq o narco-tráfico elege representantes no Congresso e na política de um modo geral… DROGA é um problema de educação e de saúde pública!

    Lembra da campanha da AIDS? Póis é… A doença assolava e o que foi feito? Conscientização… Medidas educativas e preventivas, como o uso do preservativo… Campanha maciça em todas as mídias.

    Conclamo analisarmos na próxima eleição, “quem finacia quem”, pelo menos não votaremos nos candidatos que vão para o Congresso para JOGAREM A SUJEIRA EMBAIXO DO TAPETE, fingindo que ela não existe!

  7. Lina fevereiro 2, 2009 às 6:55 am #

    A questão é séria e complexa, mas pode ser resolvida ou minimizada, desde que o governo queira implementar políticas públicas com o objetivo de ERRADICAR o PROBLEMA das DROGAS! Mas não creio que esse seja o objetivo… Como também não creio nos que elaboram as leis… E nos órgãos que deveríam fiscalizar seu cumprimento, como a Justiça e a Polícia… Não vê a quantidade de juízes e desembargadores envolvidos em escândalos? Venda de sentenças é “café pequeno”… E o que me diz dessa nossa polícia? Realmente, passa longe o desejo do governo em solucionar o problema das drogas!

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