Categoria: Política

CDL de Valença Precisa Acordar: comércio não vai sobreviver só esperando festa da Prefeitura

Fica cada vez mais evidente um problema que muita gente comenta nos bastidores, mas poucos têm coragem de falar publicamente: a CDL de Valença parece ter perdido aquele espírito de luta e criatividade que já marcou o comércio da cidade em outros tempos.

Bons tempos aqueles de Osni, da Farmácia Taperoá, de Antônio, do Boticário, e de Ademir Costa à frente da CDL.

Na época do São João, o comércio praticamente respirava junto com a cidade. Corriam atrás de parcerias com a Prefeitura, ajudavam na ornamentação, promoviam campanhas, criavam promoções, sorteios e ações para aquecer as vendas. Existia entusiasmo, movimento e vontade de fazer o dinheiro circular dentro de Valença.

Hoje o que muita gente vê é uma CDL apática, silenciosa e acomodada, esperando que a Prefeitura faça tudo sozinha. Só que o cenário mudou.

O prefeito Marcos Medrado já mandou o recado no rádio: houve sequestro de cerca de R$ 8 milhões por débitos de gestões passadas e o município não tem condições de bancar uma festa gigante como no ano passado sem comprometer obras e serviços essenciais.

Ou seja: esperar um mega São João cair do céu pode ser ilusão.

A pergunta que fica é: e o empresariado vai fazer o quê? Vai continuar sentado olhando o movimento cair? Vai esperar cliente aparecer por milagre? Vai deixar o comércio morrer enquanto internet, Shopee e cidades vizinhas engolem o consumo local?

A CDL precisa voltar a ser protagonista. Precisa criar campanhas, promoções, festivais de descontos, ornamentação, marketing coletivo, eventos culturais, sorteios e ações que incentivem o povo a comprar em Valença.

Porque comércio forte não nasce apenas de palco e banda cara. Nasce de união, criatividade e atitude.

E convenhamos: diretor de CDL não pode funcionar apenas como espectador de crise tomando café e esperando a Prefeitura resolver tudo.

Vanuza Barroso surge como a “voz do cacau raiz” e promete sacudir a indústria do chocolate

Vanuza Barroso (ANPC)

Quem está chegando com força total no cenário nacional do cacau é a presidente da ANPC, Vanuza Barroso. A dirigente vem ganhando destaque por liderar uma das discussões mais importantes para os produtores brasileiros: a luta para que chocolate seja chocolate de verdade.

Vanuza é autora e defensora do projeto que estabelece que, para um produto ser chamado oficialmente de chocolate, ele precise ter pelo menos 35% de cacau em sua composição.

A proposta é vista como um divisor de águas para o setor, principalmente para os cacauicultores baianos, que há anos reclamam da desvalorização da amêndoa enquanto o mercado é inundado por produtos carregados de açúcar e gordura, mas com pouco cacau de verdade.

Na prática, a proposta de Vanuza mexe diretamente com a indústria alimentícia e reacende a esperança do produtor rural. Afinal, quanto maior a exigência de cacau nos produtos, maior tende a ser a procura pela amêndoa brasileira e, consequentemente, sua valorização no mercado.

E não para por aí.

Vanuza também ganhou respeito entre produtores ao atuar contra contratos de importação de cacau africano, uma medida que, segundo representantes do setor, poderia sufocar ainda mais o produtor nacional justamente num momento em que os custos de produção aumentam e o cacau brasileiro tenta recuperar seu valor histórico.

Para muitos produtores da Bahia, estado símbolo da cacauicultura brasileira, a atuação firme da presidente da ANPC começa a representar uma luz no fim da estrada de barro. Tem muita gente enxergando nela uma verdadeira “voz do cacau raiz”, alguém que conhece a realidade do campo e fala a linguagem de quem vive da terra e da colheita.

Nos bastidores do setor, já existe quem diga que Vanuza ainda prepara novas medidas e articulações para fortalecer o cacauicultor brasileiro, melhorar a renda do produtor e pressionar por mais proteção ao mercado nacional.

Enquanto isso, o pequeno produtor observa atento. Depois de muitos anos vendo o chocolate perder o gosto de cacau, talvez esteja começando a surgir um movimento disposto a devolver identidade ao produto e dignidade a quem vive da lavoura.

Deputados baianos que são contra o fim da escala 6×1 também receberam votos de trabalhadores de Valença

Enquanto milhares de trabalhadores brasileiros seguem enfrentando a pesada rotina da escala 6×1, trabalhando seis dias para descansar apenas um, um grupo de deputados federais baianos decidiu ficar do lado contrário da mudança que muitos trabalhadores defendem no país.

E o alerta vale também para Valença, onde muitos desses parlamentares receberam votos importantes na última eleição.

Os deputados Capitão Alden, Arthur Oliveira Maia, José Rocha, Roberta Roma, João Carlos Bacelar, Diego Coronel, Paulo Azi, Rogéria Santos e Claudio Cajado aparecem entre os parlamentares contrários ao debate e ao avanço do fim da escala 6×1, modelo considerado por muitos trabalhadores como desumano e ultrapassado.

A discussão sobre a redução da jornada ganhou força em todo o Brasil porque mexe diretamente com a qualidade de vida do povo.

O trabalhador acorda cedo, pega sol, chuva, ônibus lotado, passa o dia inteiro em pé em supermercado, loja, padaria, farmácia, oficina ou construção civil, e quando chega em casa praticamente só encontra tempo para dormir e começar tudo de novo.

Enquanto isso, muitos políticos passam a semana em gabinetes refrigerados, com salários altos, assessores, diárias e uma rotina bem distante da realidade de quem vive do salário apertado no fim do mês.

Em Valença, cidade onde grande parte da população trabalha no comércio, no setor de serviços e no turismo, essa discussão deveria ser ainda mais observada.

Tem trabalhador que votou nesses deputados acreditando que eles defenderiam melhores condições de vida, mas agora precisa refletir: afinal, quem está mesmo do lado do trabalhador?

O debate sobre a escala 6×1 não é humano. É sobre pai e mãe de família terem mais tempo com os filhos, sobre saúde mental, descanso digno e qualidade de vida.

Afinal, ninguém vive só para bater ponto. Tem gente que praticamente conhece mais o gerente do trabalho do que os próprios filhos dentro de casa.

Na próxima eleição, talvez o trabalhador precise olhar menos para vídeo de internet, frase pronta e guerra ideológica, e observar mais quem realmente levanta a bandeira de quem acorda cedo para mover esse país.

Porque no fim das contas, o voto também funciona como relógio de ponto: registra exatamente de que lado cada um escolheu ficar.

Boipeba entra no clima da Primavera e levanta expectativa sobre festival em Morro de São Paulo

Festival de Boipeba é de 30 de outubro a 01 de novembro

O Arquipélago de Cairu volta a respirar cultura, música e turismo com o anúncio do Festival de Primavera de Boipeba, que promete transformar um dos destinos mais paradisíacos do Brasil em palco de grandes encontros da música popular brasileira.

E não é pouca coisa, não. A ilha, que já encanta por suas praias quase intocadas, mar cristalino, natureza preservada e aquele clima de paz que parece desacelerar o relógio, agora vai receber dois nomes de peso da MPB: Maria Gadú e Geraldo Azevedo.

Para o turista, é praticamente um pacote completo da felicidade: beleza natural durante o dia e música de qualidade à noite.

Boipeba já carrega fama internacional por suas paisagens cinematográficas, pelos passeios de lancha, piscinas naturais e culinária rica em frutos do mar.

Agora, com um festival desse porte, o destino ganha ainda mais força no calendário cultural e turístico da Bahia, atraindo visitantes que procuram não apenas festa, mas experiência, emoção e contato com a natureza.

E claro que no meio dessa animação surge também uma pergunta inevitável no imaginário de quem frequenta o arquipélago: e o tradicional Festival de Primavera de Morro de São Paulo?

O evento em Morro já virou praticamente patrimônio afetivo dos frequentadores da ilha. Há anos movimenta o turismo, aquece a economia local e reúne grandes atrações em um dos cenários mais famosos do Brasil.

Por isso, muita gente já começa a se perguntar se o festival também acontecerá este ano, se será realizado em outra data ou até mesmo de forma paralela ao de Boipeba, criando uma espécie de circuito cultural dentro do próprio arquipélago.

Seja como for, uma coisa é certa: Cairu continua mostrando força quando o assunto é turismo, cultura e entretenimento.

Enquanto muitos destinos lutam para manter movimento fora da alta temporada, o arquipélago transforma música e natureza em combustível para atrair visitantes durante todo o ano.

E convenhamos… assistir Maria Gadú e Geraldo Azevedo sob o céu estrelado de Boipeba tem tudo para ser daqueles momentos que o turista leva na memória pelo resto da vida.

Medrado sinaliza possível cancelamento do São João para priorizar obras em Valença

O prefeito de Valença, Marcos Medrado, afirmou há pouco durante participação no rádio que o município pode não realizar os festejos de São João deste ano.

Segundo Medrado, a decisão estaria sendo motivada por dificuldades financeiras enfrentadas pela Prefeitura após o bloqueio de cerca de R$ 8 milhões pelo Governo Federal, referentes a débitos deixados por gestões anteriores.

De acordo com o prefeito, o valor sequestrado compromete diretamente a capacidade financeira do município e exige prioridade total para investimentos considerados mais urgentes.

Medrado destacou que um São João de grande porte teria praticamente o mesmo custo do montante perdido e, neste momento, a administração prefere concentrar recursos na continuidade das obras e melhorias da cidade.

“É melhor suspender a festa e tocar as obras”, resumiu o prefeito durante a entrevista, deixando claro que, na visão dele, a população será mais beneficiada com investimentos em infraestrutura, saúde e serviços públicos do que com gastos elevados em eventos.

A declaração deve gerar debates na cidade, principalmente entre comerciantes, ambulantes e setores ligados ao entretenimento, que tradicionalmente enxergam o São João como um importante período de aquecimento da economia local.

Por outro lado, muitos moradores também defendem que, diante das dificuldades financeiras, a prioridade realmente deve ser manter obras e serviços funcionando.

Nos bastidores políticos, a fala de Medrado já começa a repercutir como uma escolha administrativa dura, porém estratégica: trocar o brilho momentâneo do palco pela continuidade das obras que a população cobra no dia a dia.

POLÍCIA CIVIL DA BAHIA INSTITUI CANAL DE DENÚNCIA ANÔNIMA VIA WHATSAPP E E-MAIL NA ÁREA DA 5ª COORPIN/VALENÇA

A Polícia Civil do Estado da Bahia, por meio da 5ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (5ª COORPIN/Valença), instituiu novos canais diretos de comunicação para recebimento de denúncias anônimas, com o objetivo de fortalecer a integração entre a população e o efetivo policial, ampliar o fluxo de informações e otimizar as ações de investigação e repressão à criminalidade na região.

A iniciativa visa facilitar o acesso da comunidade aos serviços de inteligência e investigação da Polícia Civil, possibilitando o encaminhamento de informações, denúncias, imagens, vídeos e demais elementos que possam auxiliar na elucidação de crimes, localização de suspeitos, identificação de práticas ilícitas e prevenção de ocorrências de interesse policial.

Os cidadãos poderão encaminhar denúncias de forma sigilosa e segura por meio dos canais oficiais da 5ª COORPIN/Valença, assegurando o tratamento reservado das informações repassadas, preservação da identidade do denunciante e análise criteriosa pelo efetivo policial da Coordenadoria Regional.

As denúncias poderão ser encaminhadas por meio do WhatsApp institucional: (75) 98107-7084, bem como através do e-mail oficial: denunciapcvalenca5@gmail.com, possibilitando o envio de relatos, imagens, vídeos, documentos e demais elementos que possam contribuir com investigações em curso ou auxiliar na prevenção e repressão de práticas criminosas.

A disponibilização dos novos canais reforça o compromisso institucional da Polícia Civil da Bahia com a modernização dos meios de atendimento, fortalecimento da inteligência policial e aproximação com a população, estimulando a participação cidadã no enfrentamento à criminalidade e na promoção da segurança pública.

A Polícia Civil destaca que a colaboração da sociedade é ferramenta essencial para o êxito das investigações e para a atuação preventiva e repressiva das forças de segurança na Costa do Dendê e nos municípios vinculados à 5ª COORPIN/Valença.

Fonte: Polícia Civil da Bahia.

Rafa de Hildécio rouba a cena em Torrinhas e se consolida como nome forte para a Assembleia

A assinatura da ordem de serviço para o início das obras da tão sonhada estrada de Torrinhas, no município de Cairu, teve governador, prefeitos, lideranças políticas e muitos discursos. Mas quem realmente brilhou no meio do povo foi o pré-candidato a deputado estadual Rafa de Hildécio.

Carismático, sorridente e claramente à vontade no meio da população, Rafa foi abraçado, parado a todo instante para fotos e recebido com entusiasmo pelos moradores de Torrinhas, que comemoravam a chegada de uma obra aguardada há décadas. O clima parecia mais de campanha antecipada do que apenas uma agenda institucional. E Rafa soube aproveitar cada minuto desse contato popular.

Filho do prefeito Hildécio Meireles, Rafa vem mostrando que herdou não apenas o sobrenome forte dentro do arquipélago, mas também a habilidade política de conversar com o povo de forma simples e direta. Durante o evento, ele fez questão de agradecer publicamente ao governador Jerônimo Rodrigues pela obra e destacou a importância da estrada para o desenvolvimento da região.

A obra representa um avanço gigantesco para o turismo do arquipélago, já que facilitará o acesso até Boipeba, um dos destinos mais desejados e cobiçados do litoral baiano. Com o novo trecho, turistas poderão encurtar o percurso e chegar com mais rapidez e conforto ao paraíso turístico.

Nos bastidores, a avaliação de muitos presentes era de que Rafa saiu ainda maior politicamente após o evento. Sua aproximação com o governo estadual ficou ainda mais evidente, fortalecendo a leitura de que ele pode se tornar uma importante ponte entre Cairu e o Palácio de Ondina nos próximos anos.

Discurso de Hildécio soa como declaração política e aproxima de vez o prefeito de Jerônimo

Quem ainda alimentava dúvidas sobre o posicionamento político do prefeito de Cairu, Hildécio Meireles, talvez tenha começado a mudar de ideia depois do discurso emocionado e cheio de simbolismos feito durante a agenda do governador Jerônimo Rodrigues no município.

Mais do que agradecer obras e investimentos, Hildécio praticamente fez uma declaração pública de confiança política ao governador. O tom foi de gratidão, parceria e sintonia. Em certos momentos, parecia até aqueles discursos antigos de aliados históricos, quando um líder político resolve abrir o coração em praça pública e deixar claro de que lado pretende caminhar.

Ao lembrar da conversa que teve com Jerônimo sobre o pacote de obras para Cairu, Hildécio revelou um detalhe que chamou atenção:

“Teve uma hora que eu fiquei com vergonha, porque era tanta coisa que eu estava pedindo, e o governador… eu parei. O governador disse: ‘Não, rapaz, pode continuar’.”

A fala arrancou sorrisos, mas também mostrou o nível de abertura e proximidade criado entre os dois gestores. O prefeito ainda exaltou a simplicidade e a disposição do governador em atender as demandas do município, destacando que Jerônimo trata o povo da mesma forma simples tanto na rua quanto dentro da Governadoria.

E o trecho que mais acendeu os radares políticos veio logo depois, quando Hildécio relembrou o desafio lançado pelo governador sobre a estrada de Torrinhas:

“Prefeito, elabore o Projeto Executivo da estrada de Torrinhas e me traga que ela será a primeira.”

Segundo o prefeito, o projeto foi elaborado, entregue e agora virou realidade com a assinatura da ordem de serviço. No fim do discurso, Hildécio praticamente desenhou o futuro dessa relação política ao afirmar:

“A gente de mãos dadas, nós vamos, não apenas virar uma página, nós vamos ler o livro todo…”

Na linguagem fria da política, isso pode até parecer apenas um gesto institucional. Mas no calor dos bastidores, muita gente já traduziu a fala como um recado claro: Hildécio parece cada vez mais confortável no barco de Jerônimo. E pelo entusiasmo do discurso, o remo já está dentro d’água.