O bolsonarista nordestino acredita que, se Flávio Bolsonaro ganhar, as coisas vão melhorar. Eu fico cá pensando: melhorar para quem? Para o Nordeste, tenho minhas dúvidas — e são grandes!
Na minha avaliação, o governo do pai deixou muito a desejar com a nossa região. E eu não vejo motivo para acreditar que o filho terá um compromisso diferente.
Não vou chamar ninguém de burro por causa do voto, mas acho uma grande falta de senso votar sem cobrar compromisso com o lugar onde a gente vive. O Nordeste merece respeito, investimento e oportunidade.
Por isso, minha escolha é Lula. Voto pensando no nosso povo e no futuro da nossa região. Paixão pela política eu tenho, mas o Nordeste vem primeiro!
Meu amigo Paulo do Ferro Velho veio cobrar este blogueiro depois da matéria sobre a votação fraca de Cláudio Cajado em Valença: “Pelegrini, você falou de mim, mas não teve coragem de falar da votação do deputado estadual de Jairo”.
Ô, Paulo, coragem não faltou. Faltou foi a informação! Segundo ele, Roberto Carlos, apoiado pelo ex-prefeito Jairo Baptista, recebeu apenas 86 votos no município. Se confirmado, é uma votação de fazer qualquer cabo eleitoral coçar a cabeça!
E vamos esclarecer: aqui não tem perseguição. Tem comentário político e cobrança. A votação de Cajado merecia atenção, até porque sua campanha quase não foi percebida na cidade. Agora, a informação trazida por Paulo também merece espaço. A régua é a mesma.
No caso de Jairo, a pergunta fica ainda mais interessante. Pelo que ouvi dele, quando lhe ofereceram o nome de Rafa de Hildécio, a resposta foi que precisava apoiar o amigo Roberto Carlos, que havia sido correto com ele e conseguido muita coisa para sua gestão junto ao governo.
Ora, Jairo, se Roberto Carlos conseguiu tanta coisa no governo, como combinar esse reconhecimento com a reclamação de que o governo não lhe ajudou? Essa conta precisa de explicação.
Quando estava no poder, Jairo tinha força política. Mas, se foram mesmo apenas 86 votos, o que aconteceu agora? Faltou empenho, faltou estrutura ou o eleitor resolveu seguir outro caminho? O espaço está aberto para Jairo esclarecer.
Paulo fez a cobrança, e ela está registrada. Porque prestígio político não se mede só por fotografia com deputado ou amizade de muitos anos. Na hora da urna, é preciso combinar com o eleitor!
O prefeito Marcos Medrado usou suas redes sociais para agradecer aos valencianos pelo resultado das urnas e reforçar o apoio ao presidente Lula na disputa do segundo turno.
“Valença deu o recado!”, comemorou Medrado, agradecendo a cada valenciano e valenciana que confiou e caminhou com seu grupo político. Para o prefeito, a vitória representa o reconhecimento de quem acredita no trabalho que vem sendo realizado.
Agora, Medrado já vira a chave para a próxima batalha: “É rumo ao segundo turno com Lula!”
O prefeito promete manter o grupo mobilizado, com a mesma força da primeira etapa da eleição: “É Lula! É o time do trabalho!”
Valença não conseguiu eleger nosso Rafa de Hildécio para deputado estadual, mas tem uma conquista para comemorar: Lucas Reis, filho da terra e ex-assessor do senador Jaques Wagner, vai para a Câmara dos Deputados.
Eleito pelo PT com 192.080 votos, Lucas foi o quinto deputado federal mais votado da Bahia. Uma votação bonita, de quase 200 mil votos! Raimundo Costa, do PSD, também garantiu sua reeleição.
Agora teremos dois valencianos em Brasília. Embora estejam em partidos diferentes, os dois caminham com o grupo de Lula e Jerônimo. Fica a expectativa de que somem forças e trabalhem juntos por Valença e pelo Baixo Sul.
Parabéns, Lucas! Parabéns, Raimundo! Nossa terra merece essa parceria e espera bons frutos desses dois representantes.
Rafa de Hildécio não conseguiu os votos necessários para se eleger deputado estadual, mas fez uma campanha bonita, de muito trabalho e proximidade com o povo. Ficou na primeira suplência do PDT e ainda pode assumir uma cadeira caso algum deputado eleito do partido se afaste para ocupar um cargo no governo.
Rafa também saiu da disputa com a moral boa junto ao grupo governista. Foi fiel a Jerônimo, apoiou Lula e os senadores da chapa, mostrando de que lado estava durante toda a caminhada.
A cadeira não veio agora, mas o trabalho merece reconhecimento. Política tem dessas coisas: a gente trabalha, cria expectativa, e a urna surpreende. Cabeça erguida, Rafa! Quem construiu esse carinho com o povo tem motivos para seguir em frente.
Uma votação chamou a atenção deste blogueiro em Valença: a de Cláudio Cajado. Pelos números que chegaram até nós, foram pouco mais de 300 votos, contra quase 4 mil na eleição anterior, quando contou com o apoio do então prefeito Jairo Baptista. A diferença é grande e deixa uma pergunta: quanto daquela força era de Jairo e quanto era do grupo do deputado?
A cobrança política recai sobre Paulo do Ferro Velho, secretário de Indústria e Comércio e apoiador de Cajado. Fez propaganda do deputado, exaltou emendas e apresentou seu aliado como uma grande opção para Valença. Mas, na hora de abrir as urnas, cadê os votos? O discurso foi grande; o resultado, pequeno.
Paulo também precisa explicar sua posição dentro do governo: ocupa uma secretaria, mas apoiou um candidato diferente daquele defendido pelo prefeito Marcos Medrado. É legítimo fazer sua escolha, mas também é legítimo cobrar coerência e perguntar quanto essa parceria acrescenta ao grupo político do prefeito.
Cargo público exige competência, serviço e resultado para a população. E, quando o ocupante também posa de liderança eleitoral, sua força nas urnas entra na avaliação. Na opinião deste blogueiro, Paulo saiu dessa eleição com bem menos prestígio do que anunciava. Medrado tem motivos para reavaliar seu espaço no governo. Afinal, fazer pose de liderança é fácil. Demonstrar essa liderança é outra conversa.
É preciso dar o braço a torcer: Raimundo Costa fez bonito nesta eleição. Com mais de 100 mil votos, o deputado federal conquistou o terceiro mandato e mostrou uma força eleitoral que este blogueiro, confesso, chegou a duvidar que ele tivesse. Quebrou um pouco a minha língua!
Dessa vez, Raimundo mostrou que tem votação para sustentar sua cadeira em Brasília. Foi uma vitória expressiva, que merece reconhecimento. O deputado da terra cresceu politicamente e, junto com esse crescimento, aumenta também nossa cobrança por resultados para Valença e o Baixo Sul.
Aqui em casa, porém, ainda existe espaço para avançar. Com o apoio da ex-prefeita Jucélia Nascimento, Raimundo teve seis mil e poucos votos em Valença, abaixo dos cerca de sete mil da eleição passada. Sua força no conjunto da eleição ainda não se repete na mesma proporção entre os valencianos.
E teve uma coisa que desagradou: a barulheira dos fogos na comemoração, tarde da noite. Depois de criticar os paredões da campanha de ACM Neto, este blog não poderia fechar os ouvidos para o exagero numa festa em nome de Raimundo. Alegria pela vitória é compreensível, mas o descanso dos outros merece respeito.
Parabéns pela votação, deputado! Agora queremos ver essa força se transformar em ações. E, por favor, oriente sua turma: comemorar é bom, mas tirar o sossego da cidade não rende aplausos.
Na minha avaliação, o trabalho intenso do prefeito Marcos Medrado foi fundamental nessa virada. Neto continuou contando com o apoio da ex-prefeita Jucélia Nascimento, mas encontrou um prefeito disposto a percorrer a cidade e buscar cada voto para Jerônimo.
E teve uma coisa que, para mim, também pesou contra Neto: a barulheira da carreata de sábado à noite. Por volta das 19h30 às 20h, contei pelo menos uns vinte carros com paredões. Uma zoada que entrava nas casas sem pedir licença, acompanhada pelo barulho das motos com escapamentos ensurdecedores.
Falo como avô de uma criança autista. Só quem estava dentro de casa com meu neto sabe o sofrimento que aquele barulho provocou. Enquanto uns faziam festa, nós tentávamos enfrentar uma situação que nenhuma família deveria passar por causa de campanha eleitoral.
Não tenho como medir quantos votos aquela carreata tirou, mas acredito que tamanho desrespeito cobrou seu preço. Crianças, idosos e famílias também fazem parte da cidade e merecem consideração.
Confesso: fiquei aliviado com a derrota. Se na despedida da campanha foram tantos paredões, imagine a comemoração!
Minha indignação tem motivo e tem rosto: o do meu neto. Seja qual for o partido, quem pede o voto do povo precisa começar respeitando o povo. Valença merece ser ouvida, e ninguém escuta ninguém com vinte paredões berrando.
Concordo contigo que o barulho dos paredões tirou os muitos votos. Não se conseguia ouvir direito o que tocavam, sobrando…
Corrigindo: Sua observação quanto aos paredões é pertinente, porém excluiu-se mais uma vez de comentar sobre os paredões de rafa…
Sua observação quanto aos paredões é pertinente, porém excluiu-se mais uma vez de comentar sobre os paredões de rafa de…
Boatos são espalhados por bobos e aceitos por idiotas.
Data folha é pesquisa encomendada. Acho que como diz esse ex presidiário que os eleitores estudado e que tem consciência…
Concordo contigo que o barulho dos paredões tirou os muitos votos. Não se conseguia ouvir direito o que tocavam, sobrando…
Corrigindo: Sua observação quanto aos paredões é pertinente, porém excluiu-se mais uma vez de comentar sobre os paredões de rafa…
Sua observação quanto aos paredões é pertinente, porém excluiu-se mais uma vez de comentar sobre os paredões de rafa de…
Boatos são espalhados por bobos e aceitos por idiotas.
Data folha é pesquisa encomendada. Acho que como diz esse ex presidiário que os eleitores estudado e que tem consciência…