Categoria: Política

Antes de condenar Moraes, é preciso mostrar as provas

A nova crise dentro do Supremo Tribunal Federal está sendo apresentada por alguns setores como se Alexandre de Moraes já tivesse sido apanhado cometendo algum crime. Calma lá! Até agora, existem questionamentos, mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e muitas acusações. Mas prova concreta de irregularidade praticada por Moraes ainda não apareceu.

Ninguém conhece, até este momento, o conteúdo completo das supostas respostas dadas pelo ministro a Vorcaro. Aliás, nem sequer está devidamente esclarecido se houve alguma resposta comprometedora. Portanto, não é correto montar a forca antes de realizar o julgamento.

André Mendonça apresentou um relatório da Polícia Federal e abriu caminho para uma investigação contra Moraes. O problema é que a movimentação acontece num ambiente carregado de interesses políticos. Mendonça foi indicado ao STF por Jair Bolsonaro, justamente o líder do grupo político enfrentado duramente por Alexandre de Moraes nos últimos anos.

E isso não pode ser ignorado.

Moraes teve papel fundamental na defesa da democracia brasileira. Quando o país enfrentou ataques às urnas, ameaças às instituições, acampamentos diante de quartéis e até uma tentativa de golpe, ele não se escondeu atrás da toga. Assumiu a responsabilidade e enfrentou a confusão com pulso firme.

Pode-se concordar ou discordar de algumas decisões do ministro. Isso faz parte da democracia. Mas é difícil negar que, sem a firmeza de Alexandre de Moraes, o Brasil poderia ter mergulhado numa bagunça institucional ainda maior.

Por isso, a ofensiva comandada por André Mendonça precisa ser observada com muita atenção. Seria uma investigação realmente baseada em fatos ou uma tentativa de atingir justamente o ministro que mais enfrentou o bolsonarismo e seus ataques à democracia?

Moraes afirma que o relatório é uma “farsa” e uma vingança política pelas condenações relacionadas à trama golpista. Mendonça nega qualquer irregularidade em sua atuação. Agora cabe ao STF esclarecer tudo, com transparência e dentro da lei.

Se surgirem provas contra Moraes, que sejam apresentadas e analisadas. Ninguém está acima da lei, nem mesmo um ministro do Supremo. Mas, enquanto essas provas não aparecem, não podemos permitir que suspeitas sejam vendidas como condenação.

O bolsonarismo passou anos atacando Alexandre de Moraes porque encontrou nele uma barreira. Agora, vê-se novamente o ministro no centro de uma ofensiva, desta vez iniciada dentro do próprio Supremo.

Investigar é legítimo. O que não pode é transformar investigação em instrumento de vingança política. Antes de apontar o dedo para Moraes, Mendonça e seus apoiadores precisam colocar as provas sobre a mesa. Porque acusação sem prova é apenas acusação — e democracia também significa respeitar o direito de defesa de quem ajudou a defendê-la.

Moraes parte para o ataque e chama relatório apresentado por Mendonça de “farsa”

O clima esquentou de vez no Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes classificou como “farsa” e “vingança político-eleitoral” o relatório apresentado pelo ministro André Mendonça, que pode resultar na abertura de uma investigação contra ele.

Em uma manifestação de 44 páginas enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, Moraes negou qualquer favorecimento ao Banco Master ou ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo ele, os mais de 7.700 documentos analisados na Operação Compliance Zero não apresentaram qualquer indício de crime praticado por sua parte.

O relatório contém supostas mensagens envolvendo Moraes e Vorcaro, além de informações sobre o contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Moraes afirma que nunca atuou em processos relacionados ao banco e também nega ter enviado mensagens para favorecer Vorcaro. Ele argumenta ainda que o banqueiro acabou preso no aeroporto, com celular e passaporte, o que, em sua avaliação, derrubaria a suspeita de vazamento da operação.

O ministro também acusou André Mendonça de determinar, de forma ilegal e sem autorização do plenário, atos de investigação contra um integrante do próprio Supremo. Para Moraes, a divulgação do material em pleno período eleitoral não teria acontecido por acaso.

“Está muito clara a tentativa de vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a democracia e o Estado de Direito e foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal”, declarou.

O plenário do STF deve decidir nesta terça-feira (15) se autoriza a abertura de uma investigação contra Moraes ou se anula o relatório. O caso revela uma crise pesada dentro da Corte: ministro acusando ministro, relatório contra relatório e cada gabinete puxando a corda para um lado.

Agora, independentemente de quem seja o investigado, o melhor caminho continua sendo apurar tudo com transparência, direito de defesa e respeito às regras. Afinal, quando a briga acontece no andar mais alto da Justiça, o Brasil inteiro fica olhando para ver quem está com a razão — e quem está apenas jogando fumaça no plenário.

Com informações da Folha de S.Paulo.

Sem burocracia nem enrolação: Medrado garante terreno para residência estudantil da UNEB

Quando existe vontade política e compromisso com a educação, as coisas podem acontecer sem dificuldade nem enrolação. O prefeito de Valença, Marcos Medrado, sancionou a Lei nº 3.092, de 3 de setembro de 2026, autorizando a doação de um terreno municipal à Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

A área possui mais de 2 mil metros quadrados, fica localizada na Rua Maurílio Sagrado, no bairro Novo Horizonte, e será utilizada para a implantação de uma Residência Estudantil.

O equipamento deverá beneficiar principalmente alunos que vêm de outros municípios para estudar em Valença e enfrentam dificuldades para pagar aluguel e permanecer na cidade durante o curso. Caberá à UNEB estabelecer os critérios de acesso à futura residência.

Nesse caso, não houve resistência nem demora: a solicitação chegou, o processo avançou e Medrado sancionou a lei, colocando o patrimônio público a serviço da educação. É uma atitude republicana, porque atende ao interesse coletivo e fortalece uma instituição pública que recebe estudantes de diferentes lugares da Bahia.

A UNEB terá o prazo de dois anos para implantar a residência. Caso a obra não seja realizada dentro desse período, o terreno retornará ao patrimônio do município.

A decisão merece reconhecimento. Para muitos jovens que sonham com um diploma universitário, uma residência estudantil não representa apenas um lugar para morar: representa a possibilidade de continuar estudando e construir um futuro melhor.

Dia 13, PT na rua… E adesivo até na orelha!

Ontem foi dia 13, número histórico do PT. Era, portanto, a data perfeita para colocar a militância na rua, levantar as bandeiras e mostrar força. O problema é que, em Valença, parece que esqueceram de avisar à militância.

A chamada “bandeirada do PT” aconteceu justamente na Avenida Antônio Carlos Magalhães. Sim, minha gente: os petistas foram balançar bandeiras na avenida que leva o nome de ACM! Só essa coincidência já merecia uma charge.

Na porta do comitê, segundo quem acompanhou, havia algo entre 20 e 30 pessoas. Gente tão pouca e adesivo sobrando tanto que foi preciso colar na testa, no braço, no cotovelo, na barriga e, se bobear, até atrás da orelha. Tudo para não voltar com material para casa!

Para deixar a fotografia ainda mais curiosa, apareceram por lá dois conhecidos bolsonaristas convictos, agora fazendo sinal positivo no meio das bandeiras de Lula e Jerônimo. A política realmente produz cenas que nem o melhor humorista conseguiria inventar.

Também estavam presentes a presidente municipal do PT e nada menos que sete secretários do prefeito Marcos Medrado. Façamos uma conta simples: se cada secretário levasse apenas dez pessoas, seriam pelo menos 70 participantes. Mas, pelo visto, alguns não conseguiram levar nem os parentes mais próximos.

O contraste ficou ainda maior porque, poucos dias antes, Medrado havia colocado milhares de pessoas nas ruas de Valença ao lado de Lula, Jerônimo, Rui Costa e Jaques Wagner. Depois de uma demonstração daquele tamanho, promover uma bandeirada com duas dúzias de pessoas deu a impressão de que o balão político encheu na sexta-feira e amanheceu murcho no domingo.

E aqui fala um petista de carteirinha. O problema do PT de Valença é que o partido parece ter dono e funcionar como herança de família: passa de pai para filho, de marido para mulher e de mulher para irmão. O filiado comum fica olhando de longe, porque não encontra espaço para participar. Um partido que deveria agregar acabou fechado, travado e afastado de boa parte dos próprios petistas.

O PT continua forte nacionalmente porque construiu alianças e conta com outros partidos e lideranças. Mas, em Valença, precisa urgentemente abrir as portas, conversar com seus filiados e deixar de tratar companheiro como inimigo. Militância não aparece por decreto nem nasce dentro de gabinete.

No fim, a bandeirada do dia 13 levantou poucas bandeiras e muitas perguntas. Se não havia gente para receber os adesivos, pelo menos ninguém poderá dizer que faltou criatividade para escolher onde colá-los.

Depois dessa, até Marcos Medrado deve ter olhado a fotografia e pensado:

— Rapaz, era melhor terem deixado as bandeiras guardadas!

É PRECISO UNIDADE PARA AVANÇAR

*Por Raell Costa

A política é feita de diferenças, mas há momentos em que aquilo que nos une precisa falar mais alto. E este é um desses momentos.

Valença e o Baixo Sul conhecem os resultados da parceria construída nos últimos anos. O Hospital e Maternidade Regional, o 31º Batalhão da Polícia Militar, a Nova Orla, o Mercado do Peixe, o SAMU, a Policlínica Regional, o SAC e os mais de 100 quilômetros de pavimentação são conquistas concretas que transformaram a vida da população e mostram a força do trabalho conjunto.

Hoje, as principais lideranças de Valença estão alinhadas ao governador Jerônimo Rodrigues. Essa convergência precisa se transformar em união, força e responsabilidade para garantir que os investimentos continuem chegando e que novas conquistas sejam realizadas.

É tempo de pacificação. É tempo de diálogo. É tempo de deixar as diferenças menores no lugar que lhes cabe e colocar Valença acima delas.

Nos próximos 21 dias, é hora de conversar com a população, defender o que foi feito e mostrar, com clareza e convicção, que a continuidade dessa parceria é o melhor caminho para Valença, o Baixo Sul e toda a Bahia.

Não precisamos concordar em tudo para caminhar juntos no que é essencial. Esta eleição define os rumos da Bahia e pode assegurar a continuidade dos investimentos que Valença ainda precisa para avançar.

Se Jerônimo Rodrigues foi o governador que mais investiu em Valença, isso é fato. Esse reconhecimento precisa se transformar em compromisso, união e decisão política.

Mais importante ainda: precisamos diminuir as pequenas arestas existentes entre nós.

Aos grandes líderes cabe maturidade para este momento histórico. Cabe compreender e respeitar aqueles que, em algum momento, estiveram em campos adversários. A política muda, as circunstâncias mudam e, sobretudo, os desafios exigem essa grandeza.

Esta não é uma eleição municipal. Portanto, cada dia com sua agonia.

Podemos ter histórias, trajetórias e projetos diferentes. Podemos ter divergências e até voltar a estar em campos diferentes amanhã. Mas, diante dos desafios que temos pela frente hoje, não há espaço para divisão. É preciso unir forças. É assim que conquistaremos corações e mentes.

A vitória não será de um grupo ou de um partido. Será de Valença, do Baixo Sul e da Bahia.

É hora de caminhar juntos, manter os investimentos e garantir um futuro com justiça social e com os investimentos necessários para desenvolver Valença, nossa casa, nossa aldeia, nosso lugar no mundo.

Depois, a democracia nos colocará novamente diante de outras escolhas, outros debates e outras disputas.
E tá tudo certo.

Porque ninguém precisa apagar sua história, abandonar seus projetos ou esquecer suas diferenças para compreender o tamanho do momento que estamos vivendo.

Cada dia com sua agonia.
Agora é tempo de unidade.
É preciso unidade para vencer!

*Raell Costa, é Gestor Público (UFRB), militar e está Secretário de Mobilidade e Ordem Pública de Valença

Em tempos de crise: o mal atendimento impera e ninguém tá nem aí

Neste domingo, por volta das 11 horas, eu passeava com meu neto Luizinho, de 9 anos, que tem síndrome de Down e é autista. Ele sentiu sede e parei o carro em frente a uma casa de frios para comprar um suco.

Entrei, peguei apenas uma garrafinha e me dirigi ao caixa. Naquele momento, outra pessoa também se aproximava, mas ainda não estava sendo atendida. Pedi educadamente à funcionária que passasse o meu suco. Ela respondeu que não poderia e que eu deveria entrar na fila.

Tenho 67 anos. Posso até aparentar 65, mas cara de 20 eu garanto que não tenho! Pela minha idade, tenho direito ao atendimento preferencial, conforme determina o Estatuto da Pessoa Idosa. E não cheguei exigindo, levantando a voz ou criando confusão. Apenas fiz um pedido.

Preferi não discutir. Meu neto estava no carro esperando o suco e eu não queria transformar uma situação simples num bate-boca. Fui embora e depois telefonei para o proprietário, relatando o ocorrido. Não revelei o nome da funcionária, porque meu objetivo não era prejudicá-la nem provocar sua demissão. Queria apenas alertar o patrão para que orientasse melhor sua equipe.

Esse episódio serve de reflexão para todo o comércio. As lojas físicas já enfrentam uma concorrência pesada com Mercado Livre, Amazon, Shopee e tantas outras plataformas que oferecem preços baixos e entregam os produtos na porta de casa. Aqui em casa mesmo nós compramos pela internet.

Se o preço já é uma batalha difícil, o atendimento precisa ser o grande diferencial do comércio local. Quando um cliente sai de casa e entra numa loja, ele espera atenção, educação e sensibilidade. Um atendimento ruim não afasta somente uma pessoa: pode afastar uma família inteira e ainda gerar comentários que prejudicam o estabelecimento.

O funcionário precisa compreender que, ao tratar mal um cliente, coloca em risco não apenas o negócio do patrão, mas também o próprio emprego. Se a loja perde clientes, perde vendas. Se perde vendas, fecha as portas. E, quando as portas se fecham, todos perdem.

Não escrevo isso por vingança, nem para atacar ninguém. Escrevo porque acredito que orientar é melhor do que humilhar e que reconhecer uma falha pode evitar problemas maiores. No comércio de hoje, simpatia, respeito e bom atendimento não são favores. São ferramentas de sobrevivência.

Medrado vai a Salvador cobrar licitação da Orla do Guaibim

O prefeito Marcos Medrado anunciou que estará em Salvador nesta terça-feira, acompanhado do deputado federal Sérgio Brito, para uma reunião na Secretaria de Infraestrutura da Bahia. Na pauta, a tão esperada licitação da nova Orla do Guaibim, investimento estimado em cerca de R$ 23 milhões.

Sérgio Brito conhece bem os caminhos da secretaria, pois já comandou a pasta, e Medrado deixou claro que quer saber quando a licitação será realizada. O prefeito está com pressa — e faz muito bem! Afinal, este é o momento de bater às portas, cobrar apoio e garantir novos investimentos para Valença.

A cidade vive um verdadeiro pique de obras: o Hospital e Maternidade Regional avança, os tapumes já começaram a cercar a área onde será construído o Shopping Popular, na antiga Feira Livre, e o Mercado do Peixe está praticamente concluído. Agora, a nova Orla do Guaibim surge como mais uma grande conquista para o município.

E não poderia chegar em melhor hora. O Guaibim recebe visitantes de várias cidades da Bahia e até de outros estados. No verão, a praia fica lotada — e até no inverno deste ano houve superlotação. Com uma orla moderna, bonita e estruturada, o destino ficará ainda mais atraente para os turistas, gerando movimento, emprego e renda.

Agora é aguardar: entre terça e quarta-feira, Marcos Medrado deverá trazer uma resposta. Tomara que volte de Salvador não apenas com promessa na bagagem, mas com a data da licitação bem anotadinha no papel!

Caso “Dark Horse”: investigação aponta Mario Frias como peça central de suposto esquema

O ministro do STF Flávio Dino tornou públicas informações da investigação sobre possíveis desvios de recursos envolvendo a produção de “Dark Horse”, filme que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo documentos da Polícia Federal citados na decisão, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) aparece como “agente central” de uma suposta organização criminosa. A apuração investiga o possível direcionamento de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora do filme, além de suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.

Dino também determinou o envio de celulares, computadores e documentos apreendidos à Polícia Federal, para aprofundamento das investigações. Frias ainda não foi condenado e as responsabilidades dependerão da conclusão do inquérito e da análise da Justiça.

O filme era para contar a história de Bolsonaro, mas, pelo visto, os bastidores começam a produzir um roteiro bem mais complicado que o previsto.

Fonte: Brasil 247