Categoria: Política

De Valença para o Brasil: jovem autista, João Pedro entra na política e mira Brasília

Nem toda candidatura nasce de estratégia. Algumas nascem de história. E, no caso de João Pedro, a história fala alto.

Jovem valenciano, autista e com uma trajetória que já começa a ultrapassar fronteiras, ele decidiu dar um passo ousado: entrar de vez na política com o objetivo de disputar uma vaga na Câmara Federal.

A decisão veio após convite do deputado federal Raimundo Costa, que o levou a se filiar ao PSD, partido liderado na Bahia pelo senador Otto Alencar e que vem ganhando cada vez mais protagonismo no cenário político.

E João Pedro chega com discurso, com causa e com um objetivo muito claro: representar o povo baiano e mostrar, na prática, que o autismo não limita, fortalece.

João Pedro não esconde de ninguém: quer ser candidato a deputado federal. Mas o que chama atenção não é apenas o objetivo, é o simbolismo que carrega.

Autista, ele se apresenta como uma voz que rompe barreiras e desafia preconceitos: “Mostrar ao mundo que o autismo não impede ninguém de sonhar”, como ele mesmo diz, é uma declaração de enfrentamento.

E isso, convenhamos, tem peso. Num cenário político muitas vezes repetitivo, onde os mesmos nomes circulam de eleição em eleição, surge uma candidatura com identidade própria, com história e com uma bandeira que dialoga diretamente com inclusão, representatividade e superação.

João Pedro já começou a se movimentar. Além do diálogo com Raimundo Costa, ele também se aproximou do deputado federal Antônio Brito, uma das referências do PSD na Bahia. E não quer parar por aí.

O plano é circular pelo Brasil, participar de eventos do partido, aprender com lideranças e ampliar sua visão política.

Na mira, inclusive, está um encontro com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, sinal claro de que o jovem não quer apenas participar, quer se posicionar.

João Pedro não vem de gabinete, nem de sobrenome tradicional da política. Vem da vivência, da luta pessoal e de uma trajetória que já ultrapassa fronteiras.

Ele mesmo afirma estar se tornando uma liderança conhecida internacionalmente, algo que, se bem trabalhado, pode se transformar em um diferencial importante nessa caminhada.

E aqui está o ponto-chave: não é só sobre política, é sobre representatividade, é sobre ocupar espaços que, historicamente, nunca foram ocupados.

E agora, Valença?

A pré-candidatura de João Pedro abre uma discussão interessante no cenário local e estadual. Valença pode estar diante de um nome que foge completamente do padrão tradicional, e que pode, justamente por isso, conquistar atenção, apoio e votos.

Resta saber se o eleitor está preparado para apostar em algo novo. Mas uma coisa é certa: João Pedro já entrou no jogo.

E entrou com algo que não se improvisa: propósito.

DO CACAU À POLÍTICA: VANUZA SURGE COMO VOZ FORTE DE UM SETOR QUE MOVE A BAHIA

Tem gente que nasce em berço político. Outros, nascem no barro da luta. E é justamente daí que surge o nome de Vanuza Barroso, uma mulher que carrega na própria história o retrato fiel de milhares de brasileiros que aprenderam cedo que vencer na vida não é promessa, é batalha diária.

Baiana de raiz, com passagem por Eunápolis e criada em Itabuna, Vanuza não veio de família tradicional do cacau. Pelo contrário: traz no sangue a vivência de quem viu de perto o esforço do trabalhador rural, aquele que acorda antes do sol e muitas vezes dorme sem garantia do amanhã.

E talvez seja justamente isso que a diferencia.

Uma liderança que nasceu da necessidade

Quando decidiu investir no cacau, em 2019, Vanuza não entrou no setor como espectadora. Entrou como quem enxerga falhas, sente na pele e resolve agir.

Percebeu um setor desorganizado, produtores desassistidos e políticas públicas desconectadas da realidade. Resultado? Não esperou solução cair do céu: ajudou a criar a Associação Nacional dos Produtores de Cacau, um movimento que hoje ecoa em Brasília e nas principais discussões do setor.

Antes mesmo de formalizar a associação, já estava na estrada, organizando produtores, levantando bandeiras e colocando o cacau na pauta nacional.

Resultados que não ficam no discurso

E aqui não tem conversa vazia. Tem entrega.

Entre as conquistas e lutas lideradas por Vanuza, destacam-se: mobilização nacional contra importações irregulares de cacau, atuação direta em projetos como o Renova Cacau, voltado à recuperação da lavoura, participação ativa na aprovação do aumento do teor de cacau no chocolate (de 25% para 35%), pressão por anistia de dívidas para produtores, e atuação firme em audiências públicas e no Congresso Nacional

Teve projeto desengavetado depois de mais de uma década parado. Teve reunião que atravessou o dia e entrou pela madrugada. Teve enfrentamento direto com interesses da indústria.

E teve coragem de ficar do lado certo: o do produtor.

O partido dela é o cacau

Num cenário político cheio de rótulos e alianças de conveniência, Vanuza apresenta uma proposta quase “fora da curva”: não tem partido de estimação.

Segundo ela mesma define: “O nosso partido é o cacau.”

E isso, no atual ambiente político, soa como uma espécie de rebeldia produtiva.

Ela defende o pequeno produtor, aquele que sustenta boa parte da economia rural, preserva o meio ambiente e movimenta cidades inteiras. Estamos falando de um setor que envolve mais de 60 mil produtores e impacta diretamente centenas de milhares de pessoas.

Não é pouca coisa. É uma cadeia econômica viva.

Uma candidatura com lastro real

Vanuza não surge como uma candidata de gabinete, nem como aposta fabricada.

Ela chega com: história real, trabalho comprovado, base social consolidada e reconhecimento dentro de um dos setores mais tradicionais da Bahia

E isso, convenhamos, pesa muito.

Sua pré-candidatura a deputada federal nasce da continuidade de uma luta que ela já vem travando há anos, agora com a possibilidade de ampliar sua voz dentro do Congresso.

Tem condições de chegar lá?

Tem. E não é pouco.

Porque hoje, o eleitor começa a procurar resultado, coerência e representatividade verdadeira. E Vanuza reúne exatamente esses três ingredientes.

Se transformar a força do cacau em votos, pode muito bem sair das lavouras direto para Brasília, levando com ela não só uma bandeira, mas um exército silencioso de trabalhadores que sempre produziram riqueza, mas raramente tiveram voz.

E talvez esteja aí o ponto mais forte dessa história: Vanuza não quer entrar na política para aparecer, ela quer entrar para organizar, corrigir e defender.

E quando a raiz é forte… meu amigo… o fruto costuma vingar.

Janela fechou: na Bahia, a eleição de deputados começa na escolha do partido — e não nas urnas

Por Alcides Bulhões

O encerramento da janela partidária marca, silenciosamente, um dos momentos mais decisivos do processo eleitoral brasileiro. Embora passe despercebido pela maioria do eleitorado, é nesse instante que se define o elemento mais estratégico das eleições proporcionais: o ambiente partidário em que cada candidato estará inserido.

Na Bahia, onde a disputa por vagas na Assembleia Legislativa da Bahia e na Câmara dos Deputados se dá em um cenário de alta competitividade, essa escolha ganha contornos ainda mais determinantes. Isso porque, ao contrário do que sugere o senso comum, a eleição de deputados não depende exclusivamente da quantidade de votos obtidos individualmente, mas da forma como esses votos se inserem dentro de uma estrutura coletiva.

O sistema proporcional brasileiro, disciplinado pelo Código Eleitoral brasileiro e regulamentado por resoluções do Tribunal Superior Eleitoral, opera a partir de uma lógica própria, que combina desempenho partidário e desempenho individual. Inicialmente, o partido ou federação precisa atingir o quociente eleitoral, que funciona como uma verdadeira porta de entrada para a disputa das vagas. Sem alcançar esse patamar mínimo de votos válidos, a legenda sequer participa da distribuição das cadeiras.

Na eleição de 2022, esse número girou, na Bahia, em torno de aproximadamente 205 mil votos para deputado federal e cerca de 127 mil votos para deputado estadual. No entanto, esses números não representam a quantidade de votos necessária para eleger um candidato, mas sim o volume exigido para que o partido participe da disputa por vagas.

Superada essa etapa, entra em cena o quociente partidário, responsável por definir quantas cadeiras cada legenda terá direito. Somente após essa distribuição é que os candidatos mais votados dentro do partido ou federação ocupam as vagas conquistadas, desde que atendidos os requisitos legais. Forma-se, assim, uma dupla disputa: primeiro entre partidos; depois, dentro das próprias chapas.

É nesse contexto que a quantidade de candidatos por legenda assume papel estratégico. De acordo com as regras fixadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, cada partido ou federação pode registrar até o número de vagas em disputa acrescido de um candidato — o que, na Bahia, representa até 64 nomes para deputado estadual e até 40 para deputado federal. Na prática, isso transforma cada chapa em um ambiente altamente competitivo, no qual dezenas de candidaturas disputam um número limitado de posições efetivamente viáveis.

Os dados da última eleição evidenciam essa dinâmica. Em 2022, a maioria dos deputados federais eleitos na Bahia obteve votações entre 90 mil e 160 mil votos, havendo casos de eleição com cerca de 50 mil votos, a depender da configuração da chapa. No âmbito estadual, embora a maior votação tenha alcançado aproximadamente 118 mil votos, a maior parte dos eleitos concentrou-se na faixa entre 30 mil e 80 mil votos. Em termos práticos, candidaturas com cerca de 35 mil a 60 mil votos mostraram-se competitivas, mas não necessariamente suficientes para garantir o mandato.

Esse aparente paradoxo revela a essência do sistema proporcional: não existe um número fixo de votos que assegure a eleição. O que existe é uma equação complexa entre votação individual, desempenho coletivo da legenda e posição do candidato dentro da chapa.

Essa lógica tornou-se ainda mais sofisticada com a evolução recente da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal acerca da distribuição das chamadas sobras eleitorais. As vagas remanescentes, que não são preenchidas diretamente pelo quociente partidário, passaram a ser disputadas de forma mais ampla, permitindo que partidos com menor desempenho também participem da distribuição final das cadeiras.

Na prática, isso ampliou a competitividade das chapas medianas e reduziu a concentração de vagas nos partidos mais fortes, tornando o resultado eleitoral ainda mais dependente da engenharia interna das candidaturas. Hoje, não basta que o partido atinja o quociente eleitoral ou que o candidato esteja bem posicionado — é necessário que a legenda permaneça competitiva até a última fase da apuração, quando as sobras são distribuídas.

Diante desse cenário, surgem dois caminhos estratégicos distintos. De um lado, partidos e federações com alta densidade eleitoral tendem a alcançar votações elevadas e conquistar mais cadeiras, mas concentram também candidatos altamente competitivos, tornando a disputa interna mais rigorosa. De outro, legendas com menor concorrência interna oferecem maior espaço individual, mas enfrentam o risco de não atingir o quociente eleitoral ou de perder competitividade na fase das sobras.

Com o fechamento da janela partidária, essas escolhas deixam de ser possibilidades e passam a constituir a realidade concreta da eleição. As chapas estão formadas, os espaços definidos e as condições de disputa, em grande medida, estabelecidas antes mesmo do início oficial da campanha.

A experiência recente na Bahia demonstra, portanto, que a eleição proporcional não se resume à conquista de votos. Trata-se de um processo estruturado, técnico e profundamente estratégico, no qual a escolha do partido pode potencializar uma candidatura — ou inviabilizá-la.

Em última análise, a eleição não começa nas urnas. Ela começa muito antes, na definição das chapas. E, para muitos candidatos, é nesse momento que ela, de fato, se decide.

Cris Medrado transforma cuidado em ação e faz da assistência social de Valença um exemplo de humanidade e compromisso

Tem trabalho que a gente noticia… e tem trabalho que a gente sente. Esse é daqueles que atravessam números e chegam direto no coração da cidade.

A Prefeitura de Valença, através da Secretaria de Promoção Social, deu uma verdadeira aula de humanidade com o Serviço de Abordagem Social Noturna.

Em apenas um mês, foram 85 vidas alcançadas, não são só números, são histórias que estavam à margem e agora começam a reencontrar caminho, dignidade e esperança.

E quando a gente fala em cuidado de verdade, é preciso destacar com todas as letras: dona Cris Medrado.

Ela não faz assistência social de gabinete. Faz na prática, no olho no olho, com sensibilidade de quem entende que cada pessoa em situação de rua carrega uma história, uma dor… e principalmente, uma chance de recomeço.

O trabalho dela é daqueles que além de aparecem em relatórios, aparece na transformação real da vida das pessoas.

Sob essa condução firme e humana, os resultados já mostram a força desse compromisso:

  • 18 pessoas encaminhadas para centros de recuperação, ganhando uma nova oportunidade de vida
  • 15 acessos à documentação civil, devolvendo cidadania
  • 5 passagens concedidas, abrindo caminhos
  • 22 novos cadastros no CadÚnico, conectando essas pessoas a políticas públicas essenciais

E tudo isso acontecendo nas ruas, à noite, onde muitos preferem não enxergar… mas onde essa equipe escolheu estar.

A diretora do CREAS, Débora Teles, foi precisa ao dizer que não se trata apenas de atendimento imediato, mas de soluções definitivas. É escuta, é acolhimento, é compromisso com o ser humano.

Valença hoje mostra que assistência social não é favor, mas, dever cumprido com dignidade.

E quando há liderança com coração, como a de dona Cris Medrado, o resultado é esse: uma cidade mais justa, mais humana e, acima de tudo, mais consciente de que ninguém pode ficar para trás.

Isso aqui não é só trabalho… é missão. E missão dessas, que merecem aplausos de pé.

União de forças projeta nova bancada e coloca Rafa de Hildécio entre os nomes certos na ALBA

A articulação entre PDT, PRD e Podemos começa a desenhar um novo cenário político na Bahia. O grupo, que vem se consolidando com estratégia e alinhamento, trabalha com a projeção de eleger entre 6 e 7 deputados estaduais, formando uma bancada competitiva e com forte capacidade de renovação.

E o dado que mais chama atenção: atualmente, apenas um nome do grupo possui mandato, Marcinho Oliveira. Isso significa que o movimento não é apenas de crescimento, mas de renovação real, com a possibilidade concreta de ocupar de 5 a 6 novas cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

Dentro desse cenário, um nome já desponta com força e consistência: Rafa de Hildécio. Presente, articulado e cada vez mais inserido nos principais espaços políticos, Rafa aparece como um dos quadros mais consolidados dessa nova formação.

Não é aposta. É construção.

Enquanto muitos ainda tentam se viabilizar, Rafa já circula com naturalidade entre lideranças, participa ativamente dos momentos importantes e vai pavimentando seu caminho com presença e articulação, dois ingredientes que, na política, pesam tanto quanto voto.

Se a projeção do grupo se confirmar, a tendência é clara: a renovação virá com força, e, entre os novos nomes que devem ocupar cadeira na ALBA, Rafa de Hildécio surge como um dos mais bem posicionados.

No tabuleiro que começa a se desenhar, tem gente ainda procurando espaço… e tem quem já esteja sentado à mesa.

Novo comando na Polícia Civil de Valença começa com gesto de parceria e alinhamento institucional

A chegada de um novo comando sempre traz expectativa, e também a oportunidade de alinhar caminhos. Foi nesse espírito que o diretor regional do Sindpoc em Valença, Militão do Rosário, esteve reunido com o delegado Walberes Braga Silva Júnior, que assume a coordenação da 5ª Coorpin.

O encontro teve um tom claro: fortalecer pontes. A entidade sindical fez questão de sinalizar que pretende caminhar lado a lado com a nova gestão, mantendo o diálogo aberto e a cooperação como base para os desafios que virão.

Militão destacou que a aproximação institucional é essencial para garantir melhores condições de trabalho aos policiais civis e, consequentemente, refletir em um serviço mais eficiente para a população. A mensagem foi direta: parceria consolidada e disposição para somar.

O novo coordenador chega à função com a responsabilidade de conduzir uma das estruturas mais estratégicas da segurança pública regional, e já encontra um ambiente que demonstra disposição para colaboração.

Em tempos em que integração faz toda a diferença, o primeiro movimento já indica que o caminho escolhido é o da união, e isso, no campo da segurança pública, costuma ser meio caminho andado.

Renúncia de receita viabiliza hospital em Valença, mas falta de compreensão gera ruído

Tem gente que parece torcer contra o avanço. A renúncia fiscal para viabilizar o Hospital Regional não é erro, é estratégia prevista em lei para destravar um investimento gigante na saúde.

A própria Prefeitura, inclusive, já havia divulgado um texto explicando detalhadamente essa renúncia de receita, deixando claro o amparo legal e os benefícios diretos para a população.

Ainda assim, surgem críticas que têm mais cara de narrativa política do que preocupação real: gente que insiste em iludir o povo e até tentar criminalizar o gestor por uma medida legal e necessária.

No fim, é sempre assim… quando o impacto é positivo, aparece quem prefira espalhar dúvida em vez de reconhecer o avanço.

Câmara de Valença aprova moção de repúdio a Valdemar da Internet

O que começou como uma fala polêmica em podcast terminou em uma sessão tensa, carregada de indignação e com um recado claro: em Valença, acusação sem prova não passa em branco.

A Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, uma moção de repúdio contra o ex-candidato a prefeito Valdemar de Mota Melo, após declarações em que ele generalizou acusações graves contra os 15 vereadores da Casa.

E o clima? Não foi de simples reprovação. Foi de reação em bloco.

Durante toda a sessão, vereadores fizeram questão de rebater, um a um, o que classificaram como “leviandade”, “infantilidade” e “despreparo político”.

O tom saiu do institucional e, em vários momentos, entrou no pessoal. Relações antigas foram expostas, convivências lembradas e, principalmente, o sentimento de decepção ganhou espaço.

A principal linha de defesa foi clara: crítica política é aceitável, mas acusação sem prova é outra história. E foi exatamente aí que os vereadores centraram fogo.

“Não somos criminosos”, repetiram vários parlamentares, reforçando que todos passaram pelo crivo das urnas e tiveram suas contas aprovadas.

Mas o que chamou atenção não foi apenas a defesa. Foi o contra-ataque.

Alguns vereadores passaram a questionar a própria coerência de Valdemar, citando contradições em sua fala pública e até informações sobre financiamento de campanha.

Ou seja: quem tentou vestir a capa de moralizador acabou sendo colocado sob suspeita.

E aí o debate ganhou outro nível.

Surgiram propostas mais duras, como a retirada do título de cidadão valenciano concedido ao ex-candidato.

Um movimento que, se levado adiante, não seria apenas simbólico, mas um verdadeiro carimbo de rejeição política.

No meio desse cenário, um detalhe não passou despercebido.

Um vereador protagonizou o famoso “bate e assopra”. Criticou com firmeza, classificou a fala como infeliz e chegou a citar princípios morais e religiosos para enquadrar a situação. Mas, logo em seguida, fez questão de se posicionar contra a retirada do título de cidadão.

Uma jogada que, para muitos, soa como aquele velho movimento político: endurece no discurso, mas deixa uma porta entreaberta nos bastidores.

No fim das contas, a moção foi aprovada sem resistência.

E o recado da Câmara foi direto: Valdemar ultrapassou o limite.

Se a intenção dele era se posicionar como o único “correto” no meio político, o efeito foi o contrário. Acabou provocando uma reação coletiva que resultou em algo raro na política local: unanimidade contra.

Agora, a bola volta para o campo de Valdemar.

Os próprios vereadores deixaram o caminho desenhado: se falou em público, que se retrate em público.

Porque, em Valença, pelo visto, quem tenta jogar pedra em todo mundo… corre o risco de acabar cercado por uma muralha inteira.

As falas de cada vereador:

Cristiano: da amizade ao rompimento
Começou lembrando convivência, visitas, respeito de família… e terminou deixando claro que acabou. Disse que política é debate de ideias, não de caráter — e foi direto: não é criminoso e pode provar. Ainda deu uma invertida elegante: lembrou que sua prestação de contas passou pelas mãos do próprio grupo de Valdemar.


Ana Fraga: quando a crítica vira pessoal
Foi no coração do problema. Disse que não atingiu só vereador — atingiu família, filhos e eleitores. E cobrou na lata: quer resolver? Volte no podcast e peça desculpa lá. Nota em rede social, segundo ela, não limpa o estrago.


Bem-vindo: sem freio e sem filtro
Aqui não teve meia palavra. Chamou Valdemar de despreparado, disse que não tem perfil, não tem plano e foi além: sugeriu retirar o título de cidadão valenciano. Foi o discurso mais duro da sessão.


Romildo: desmontando o “certinho”
Pegou na contradição. Lembrou que Valdemar disse que não precisava de dinheiro de empresário… mas teve. Para ele, caiu a máscara do “homem correto”.


Isaías: o silêncio que fala alto
Nem quis repetir o nome. Disse que não quer dar palco. Mas foi direto: acusação sem prova é calúnia. E apoiou estudar a retirada do título.


Durval: política se faz com respeito, não com ataque
Trouxe um tom mais reflexivo, mas igualmente firme. Reforçou que a política é feita de diálogo, convivência e construção de relações ao longo do tempo — não de ataques generalizados. Criticou o excesso de emoção e destacou que ninguém constrói trajetória política desrespeitando todo mundo de uma vez. Foi uma fala que buscou colocar “ordem na casa”, lembrando que quem quer crescer na política precisa primeiro saber conviver nela.


Fabrício Lemos: o famoso ‘bate e assopra’
Criticou, citou Bíblia, falou de erro… mas na hora da decisão mais dura, recuou: declarou ser contra a retirada do título de cidadão. Um movimento típico de quem endurece no discurso, mas evita fechar portas.


Luís do Boi (presidente interino): equilíbrio na condução e recado institucional
Na condução dos trabalhos, manteve o controle da sessão mesmo com o clima pesado. Reforçou o papel da Câmara como espaço de debate, mas deixou claro que há limites — e que foram ultrapassados. Ao colocar a moção em votação, consolidou o sentimento da Casa: a resposta precisava ser institucional e firme. Sem espetáculo, mas também sem passar pano.