ACM Neto, o ex-futuro ministro

Na política, tem gente que perde a eleição e vai descansar. Outros procuram uma nova eleição. ACM Neto, depois de perder novamente para Jerônimo, embarcou no projeto de Flávio Bolsonaro. Entre aliados, já se cogitava até um ministério. Pois é: antes de chegar a Brasília, o sonho ficou pelo caminho. Nascia ali o nosso ex-futuro ministro.

É um título curioso. Não exige nomeação, não precisa de posse e dispensa até a compra do terno. Basta o cargo aparecer nas conversas e o eleitor desligar a luz da festa.

Neto fez campanha, movimentou seu grupo, apostou suas fichas. Mas urna não aceita sobrenome como procuração. Jerônimo venceu na Bahia, Lula ganhou a Presidência e o possível gabinete ministerial ficou só na imaginação dos aliados.

Ao ex-futuro ministro, resta botar as barbas de molho. O governo baiano não veio, o ministério também não. Agora, convém cuidar do endereço político que seu grupo ainda conserva.

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