A Bahia de vermelho: AtlasIntel aponta Jerônimo na frente e possibilidade de vitória no primeiro turno

O coração petista bateu mais forte nesta quarta-feira (30). A pesquisa AtlasIntel/A TARDE coloca Jerônimo Rodrigues com 50,7% dos votos válidos, contra 47,5% de ACM Neto. É um cenário que abre a possibilidade de vitória já no primeiro turno. Pesquisa não é resultado de urna, mas anima — e muito!

Quem viveu 2022 sabe: contar vitória antes de ouvir o povo baiano pode dar uma tremenda dor de cabeça. Naquela eleição, a AtlasIntel captou o crescimento de Jerônimo enquanto outros levantamentos apontavam vantagem de Neto. A história terminou com o petista no governo.

ACM Neto tem força, mas a Bahia é grande demais para caber numa leitura feita apenas de Salvador. Tem sertão, tem litoral, tem o nosso Baixo Sul. Tem um povo que acompanha a política, reconhece parcerias e quer ser ouvido.

E este blogueiro não esconde de ninguém: tenho paixão pela história do PT e pelo que esse projeto representa para o povo. Ver Jerônimo crescer nesta reta final dá aquela alegria que a gente não consegue disfarçar.

Agora é manter os pés no chão e a disposição lá em cima. A pesquisa alimenta a esperança; a decisão pertence ao eleitor. Se depender da minha torcida, domingo a Bahia vai vestir vermelho e resolver a fatura de uma vez!

Em 2022, a maioria dos institutos cravava ACM Neto na frente, e vários sonhavam com vitória no primeiro turno. A AtlasIntel foi a que furou a bolha: enquanto outras pesquisas ficavam presas às grandes cidades, ela captou o crescimento de Jerônimo. Na véspera, tinha o petista com 47,7% dos válidos e Neto com 40,9%. As urnas deram 49,45% a 40,8% (resultado dentro da margem de erro)

Agora o Atlas volta a apontar Jerônimo na frente: 50,7% a 47,5%. (Divulgada em 30/09/26)

Neto tem Salvador. Jerônimo tem o resto. No segundo turno de 2022, o PT venceu em 364 dos 417 municípios baianos. O interior é o chão de Lula e da máquina petista, e é o lugar que a pesquisa de centro urbano enxerga mal. Na capital, o eleitor atende o telefone. No sertão, ele responde na urna.

Neto nunca foi de Lula. Hoje caminha no bloco de Flávio Bolsonaro, num estado onde o presidente é quase unanimidade. A conta chega a quatro dias da eleição.

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