VALENÇA: QUANDO O TRABALHO SOCIAL DEVOLVE MAIS QUE ABRIGO, DEVOLVE DIGNIDADE

Há trabalhos de uma gestão pública que aparecem muito: uma praça nova, uma rua pavimentada, uma escola reformada. E há outros que quase não aparecem, mas talvez sejam alguns dos mais importantes que uma cidade pode realizar: cuidar de gente.

As ações desenvolvidas em Valença com a população em situação de rua merecem esse reconhecimento. Não estamos falando apenas de oferecer abrigo ou alimentação. Estamos falando de documentação, acompanhamento social, encaminhamento para tratamento, acesso a direitos e, principalmente, oportunidade de recomeçar.

Quem está na rua não deixa de ser cidadão. Não perde sua história, seus sentimentos, seus direitos e muito menos seu valor como ser humano.

Por isso, considero fundamental um trabalho que não enxergue essas pessoas como um problema a ser retirado das ruas, mas como seres humanos que precisam ser acolhidos e ajudados a reconstruir suas vidas.

O depoimento de Vicledson Rigaud mostra exatamente isso. Quando existe acompanhamento, oportunidade e alguém disposto a estender a mão, uma trajetória que parecia perdida pode encontrar outro caminho.

É esse tipo de política social que humaniza uma cidade.

Valença precisa de obras, desenvolvimento, emprego e infraestrutura, claro. Mas precisa também continuar investindo em algo que não se mede em metros de asfalto ou toneladas de concreto: a dignidade humana.

Porque uma cidade melhor não é apenas aquela que cuida de suas ruas. É aquela que também cuida das pessoas que estão nelas.

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