Kim Kataguiri resolveu entrar na política de Cairu. Mas quem o convenceu?

No universo político, dificilmente um deputado federal de São Paulo decide, espontaneamente, mergulhar em um assunto tão específico de um município baiano que sequer faz parte de sua base política.

Kim Kataguiri resolveu atacar a administração de Cairu, trocar acusações com o prefeito Hildécio Meireles e até usar palavras ofensivas contra o gestor e vereadores do município. A pergunta que fica é: como surgiu esse interesse repentino por Cairu?

É natural que muita gente se pergunte quem levou esse assunto até o deputado. Afinal, ele não é representante da Bahia, não disputa votos na região e, até onde se sabe, não possui uma atuação frequente voltada aos problemas dos municípios baianos.

O debate político é legítimo e faz parte da democracia. O que empobrece a discussão é quando ela desce para o campo das ofensas pessoais e das provocações rasas, deixando de lado os argumentos e os fatos.

Se Kim pretende ampliar sua atuação para a Bahia, é um direito dele. Mas também é natural que os baianos avaliem se esse tipo de postura ajuda a conquistar respeito ou apenas produz vídeos para as redes sociais.

No fim das contas, quem dará a resposta não será o prefeito, nem os vereadores. Será o eleitor baiano, que decidirá se esse estilo de fazer política merece ou não espaço no estado.

Agora que resolveu entrar de cabeça na política de Cairu, talvez seja a hora de Kim Kataguiri começar a calcular também quantos votos imagina conquistar na Bahia. Pelo histórico eleitoral do seu campo político no estado, a tarefa não parece das mais fáceis.

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