Ana Fraga questiona condução da sessão e cobra tratamento igualitário na Câmara de Valença

A sessão da Câmara de Vereadores de Valença desta semana foi marcada por um momento de tensão envolvendo a vereadora Ana Fraga e o vereador Luiz do Boi, que presidia os trabalhos na ausência do presidente da Casa.

A discussão teve início durante a apreciação de um veto do Poder Executivo a um projeto de lei que previa a identificação dos serviços públicos instalados em imóveis alugados pela Prefeitura. A proposta buscava informar à população quais órgãos ou repartições funcionam em cada prédio locado pelo município.

Durante o debate, Ana Fraga demonstrou insatisfação com o veto e classificou a situação como uma “vergonha”, afirmando que a Câmara estava discutindo algo que, em sua avaliação, não deveria sequer ter sido vetado pelo Executivo.

Posteriormente, o presidente da Câmara, Bertolino Júnior, participou da sessão de forma remota e rebateu as declarações da vereadora, afirmando que a Câmara não fazia vergonha e defendendo a atuação do Legislativo.

Após a manifestação de Bertolino, Ana Fraga solicitou um aparte para esclarecer que, ao utilizar expressões críticas durante sua fala anterior, estava se referindo ao veto do Executivo e não à Câmara Municipal.

Segundo a vereadora, sua crítica era direcionada à decisão do gestor de barrar um projeto que considerava importante para garantir mais transparência à população.

Foi nesse momento que surgiu a controvérsia. De acordo com Ana Fraga, ao tentar responder às observações feitas por Bertolino, ela foi advertida pelo vereador Luiz do Boi para se limitar ao mérito do projeto em discussão.

Já no encerramento da sessão, a vereadora voltou ao assunto e questionou a condução dos trabalhos. Ana Fraga pediu explicações sobre o motivo de ter sido impedida de responder ao pronunciamento de Bertolino, enquanto, segundo ela, o presidente da Câmara teve liberdade para abordar temas que extrapolavam o conteúdo do projeto.

O questionamento gerou um momento de desconforto no plenário. Ao ser cobrado pela vereadora, Luiz do Boi tentou justificar sua decisão, mas o episódio acabou repercutindo entre os presentes e levantou discussões sobre a igualdade de tratamento no uso da palavra durante as sessões legislativas.

O episódio mostra que, além dos debates sobre os projetos em pauta, a Câmara de Valença também enfrenta discussões sobre a condução dos trabalhos e o respeito às prerrogativas parlamentares, temas que continuam despertando atenção tanto dos vereadores quanto da população que acompanha as sessões.

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