Deputados baianos que são contra o fim da escala 6×1 também receberam votos de trabalhadores de Valença

Enquanto milhares de trabalhadores brasileiros seguem enfrentando a pesada rotina da escala 6×1, trabalhando seis dias para descansar apenas um, um grupo de deputados federais baianos decidiu ficar do lado contrário da mudança que muitos trabalhadores defendem no país.

E o alerta vale também para Valença, onde muitos desses parlamentares receberam votos importantes na última eleição.

Os deputados Capitão Alden, Arthur Oliveira Maia, José Rocha, Roberta Roma, João Carlos Bacelar, Diego Coronel, Paulo Azi, Rogéria Santos e Claudio Cajado aparecem entre os parlamentares contrários ao debate e ao avanço do fim da escala 6×1, modelo considerado por muitos trabalhadores como desumano e ultrapassado.

A discussão sobre a redução da jornada ganhou força em todo o Brasil porque mexe diretamente com a qualidade de vida do povo.

O trabalhador acorda cedo, pega sol, chuva, ônibus lotado, passa o dia inteiro em pé em supermercado, loja, padaria, farmácia, oficina ou construção civil, e quando chega em casa praticamente só encontra tempo para dormir e começar tudo de novo.

Enquanto isso, muitos políticos passam a semana em gabinetes refrigerados, com salários altos, assessores, diárias e uma rotina bem distante da realidade de quem vive do salário apertado no fim do mês.

Em Valença, cidade onde grande parte da população trabalha no comércio, no setor de serviços e no turismo, essa discussão deveria ser ainda mais observada.

Tem trabalhador que votou nesses deputados acreditando que eles defenderiam melhores condições de vida, mas agora precisa refletir: afinal, quem está mesmo do lado do trabalhador?

O debate sobre a escala 6×1 não é humano. É sobre pai e mãe de família terem mais tempo com os filhos, sobre saúde mental, descanso digno e qualidade de vida.

Afinal, ninguém vive só para bater ponto. Tem gente que praticamente conhece mais o gerente do trabalho do que os próprios filhos dentro de casa.

Na próxima eleição, talvez o trabalhador precise olhar menos para vídeo de internet, frase pronta e guerra ideológica, e observar mais quem realmente levanta a bandeira de quem acorda cedo para mover esse país.

Porque no fim das contas, o voto também funciona como relógio de ponto: registra exatamente de que lado cada um escolheu ficar.

Você pode gostar...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *