Se só dois criticam Medrado… o problema é a gestão ou a análise?

“Só dois espaços criticam o prefeito, nós e outro”
Uma fala recente no programa Cidade em Debate acabou levantando mais dúvidas sobre quem comentou do que sobre quem foi comentado.
Durante o debate, o apresentador Jecevaldo afirmou que apenas dois espaços fazem críticas à gestão do prefeito Marcos Medrado: o próprio programa e uma página de Instagram.
E aí vem a reflexão que parece ter passado batida no estúdio: se só dois criticam… não seria porque não há muito o que criticar?
Vamos olhar pelo retrovisor.
Quando Jucélia Nascimento governava, eram muitos críticos.
Na gestão de Ricardo Moura, a pressão também era constante.
E Jairo Baptista nunca teve sossego: críticas vinham de todos os lados, o tempo inteiro.
Ou seja, quando havia problemas, eles apareciam, e com força.
Agora, no cenário atual, o silêncio não deveria ser tratado como mistério, mas como um possível indicativo: a gestão pode estar funcionando melhor do que muitos querem admitir.
Porque convenhamos… crítica em política nunca foi artigo em falta em Valença. Quando tem erro, aparece gente pra apontar. E rápido.
Se não aparece, talvez a explicação seja mais simples do que parece.
Talvez não seja falta de crítica. Talvez seja falta de motivo.
E é justamente aí que entra a falha da análise feita no programa.
Em vez de aprofundar o raciocínio, a colocação ficou pela metade, sem a principal conclusão: menos críticas também podem significar mais acertos.
Faltou ir além do óbvio.
Faltou fazer a pergunta certa.
Ou, quem sabe, faltou coragem de responder.
No fim das contas, a fala acabou levantando uma dúvida maior sobre o próprio debate: o problema está na gestão… ou na forma como estão interpretando o cenário?
Porque, nesse caso, o silêncio pode não ser ausência de voz. Pode ser apenas o reconhecimento de que, desta vez, há menos o que reclamar.







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