Zona Rural de Taperoá esquecida: mães denunciam abandono nas escolas e cobram ação da prefeita kity

O que era para ser sala de aula virou cenário de abandono. Em Taperoá, pais e mães de alunos do Colégio Oldaque Pereira de Melo, na zona rural, resolveram romper o silêncio e escancarar uma realidade que revolta: falta quase tudo, professores, merendeiras, assistentes, e sobra descaso.

Segundo os relatos, a situação chegou a um nível inaceitável. Pessoas que sequer foram contratadas para determinadas funções estão “quebrando galho” dentro da escola, enquanto mediadores, que deveriam acompanhar alunos com necessidades especiais, estão sendo usados como professores improvisados. Resultado: quem mais precisa, fica sem assistência.

As chamadas mães atípicas, que já enfrentam uma rotina desafiadora, agora lidam com mais um obstáculo cruel: não conseguem sequer mandar seus filhos para a escola. “Os mediadores estão dando aula e ainda cuidando de várias crianças especiais ao mesmo tempo. É desumano”, desabafa uma delas.

E não é só falta de profissionais. A estrutura também assusta. Escolas sem manutenção, mato tomando conta e até cobras invadindo salas de aula. Um retrato que mais parece abandono completo do poder público.

A revolta cresce quando se compara o tratamento dado às escolas do centro com as da zona rural. “Na hora do voto, vêm aqui. Agora, ninguém aparece. Tá na hora da prefeita entrar no carrinho dela e vir ver a realidade”, disparou uma mãe, indignada.

Outra denúncia grave vem da Escola Florêncio Pereira, em Jequié Mirim. Lá, segundo os pais, professores foram retirados sob a justificativa do concurso público, e quando há aula, as crianças são mandadas de volta para casa mais cedo por falta de água. Um absurdo em série.

“Dizem que educação é prioridade, mas isso aqui prova o contrário”, afirmou outra mãe. Já uma terceira foi ainda mais direta: “Cadê a prefeita Kity, que diz ser a ‘mãezona’? Mãe que abandona não é mãe”.

Enquanto isso, a população observa um contraste que dói: recursos para festas e bandas caras nunca faltam. Mas para garantir o básico, educação digna, parece que a conta não fecha.

As mães já gravaram vídeos e prometem levar o caso ao Ministério Público. Querem justiça. Querem respeito. Querem o mínimo: que seus filhos possam estudar com dignidade.

O que se vê hoje em Taperoá não é apenas desorganização administrativa. É um retrato cruel de negligência com crianças, especialmente as mais vulneráveis.

E fica a pergunta que não vai calar na zona rural: até quando?

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