Câmara de Valença aprova moção de repúdio a Valdemar da Internet

O que começou como uma fala polêmica em podcast terminou em uma sessão tensa, carregada de indignação e com um recado claro: em Valença, acusação sem prova não passa em branco.
A Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, uma moção de repúdio contra o ex-candidato a prefeito Valdemar de Mota Melo, após declarações em que ele generalizou acusações graves contra os 15 vereadores da Casa.
E o clima? Não foi de simples reprovação. Foi de reação em bloco.
Durante toda a sessão, vereadores fizeram questão de rebater, um a um, o que classificaram como “leviandade”, “infantilidade” e “despreparo político”.
O tom saiu do institucional e, em vários momentos, entrou no pessoal. Relações antigas foram expostas, convivências lembradas e, principalmente, o sentimento de decepção ganhou espaço.
A principal linha de defesa foi clara: crítica política é aceitável, mas acusação sem prova é outra história. E foi exatamente aí que os vereadores centraram fogo.
“Não somos criminosos”, repetiram vários parlamentares, reforçando que todos passaram pelo crivo das urnas e tiveram suas contas aprovadas.
Mas o que chamou atenção não foi apenas a defesa. Foi o contra-ataque.
Alguns vereadores passaram a questionar a própria coerência de Valdemar, citando contradições em sua fala pública e até informações sobre financiamento de campanha.
Ou seja: quem tentou vestir a capa de moralizador acabou sendo colocado sob suspeita.
E aí o debate ganhou outro nível.
Surgiram propostas mais duras, como a retirada do título de cidadão valenciano concedido ao ex-candidato.
Um movimento que, se levado adiante, não seria apenas simbólico, mas um verdadeiro carimbo de rejeição política.
No meio desse cenário, um detalhe não passou despercebido.
Um vereador protagonizou o famoso “bate e assopra”. Criticou com firmeza, classificou a fala como infeliz e chegou a citar princípios morais e religiosos para enquadrar a situação. Mas, logo em seguida, fez questão de se posicionar contra a retirada do título de cidadão.
Uma jogada que, para muitos, soa como aquele velho movimento político: endurece no discurso, mas deixa uma porta entreaberta nos bastidores.
No fim das contas, a moção foi aprovada sem resistência.
E o recado da Câmara foi direto: Valdemar ultrapassou o limite.
Se a intenção dele era se posicionar como o único “correto” no meio político, o efeito foi o contrário. Acabou provocando uma reação coletiva que resultou em algo raro na política local: unanimidade contra.
Agora, a bola volta para o campo de Valdemar.
Os próprios vereadores deixaram o caminho desenhado: se falou em público, que se retrate em público.
Porque, em Valença, pelo visto, quem tenta jogar pedra em todo mundo… corre o risco de acabar cercado por uma muralha inteira.
As falas de cada vereador:
Cristiano: da amizade ao rompimento
Começou lembrando convivência, visitas, respeito de família… e terminou deixando claro que acabou. Disse que política é debate de ideias, não de caráter — e foi direto: não é criminoso e pode provar. Ainda deu uma invertida elegante: lembrou que sua prestação de contas passou pelas mãos do próprio grupo de Valdemar.
Ana Fraga: quando a crítica vira pessoal
Foi no coração do problema. Disse que não atingiu só vereador — atingiu família, filhos e eleitores. E cobrou na lata: quer resolver? Volte no podcast e peça desculpa lá. Nota em rede social, segundo ela, não limpa o estrago.
Bem-vindo: sem freio e sem filtro
Aqui não teve meia palavra. Chamou Valdemar de despreparado, disse que não tem perfil, não tem plano e foi além: sugeriu retirar o título de cidadão valenciano. Foi o discurso mais duro da sessão.
Romildo: desmontando o “certinho”
Pegou na contradição. Lembrou que Valdemar disse que não precisava de dinheiro de empresário… mas teve. Para ele, caiu a máscara do “homem correto”.
Isaías: o silêncio que fala alto
Nem quis repetir o nome. Disse que não quer dar palco. Mas foi direto: acusação sem prova é calúnia. E apoiou estudar a retirada do título.
Durval: política se faz com respeito, não com ataque
Trouxe um tom mais reflexivo, mas igualmente firme. Reforçou que a política é feita de diálogo, convivência e construção de relações ao longo do tempo — não de ataques generalizados. Criticou o excesso de emoção e destacou que ninguém constrói trajetória política desrespeitando todo mundo de uma vez. Foi uma fala que buscou colocar “ordem na casa”, lembrando que quem quer crescer na política precisa primeiro saber conviver nela.
Fabrício Lemos: o famoso ‘bate e assopra’
Criticou, citou Bíblia, falou de erro… mas na hora da decisão mais dura, recuou: declarou ser contra a retirada do título de cidadão. Um movimento típico de quem endurece no discurso, mas evita fechar portas.
Luís do Boi (presidente interino): equilíbrio na condução e recado institucional
Na condução dos trabalhos, manteve o controle da sessão mesmo com o clima pesado. Reforçou o papel da Câmara como espaço de debate, mas deixou claro que há limites — e que foram ultrapassados. Ao colocar a moção em votação, consolidou o sentimento da Casa: a resposta precisava ser institucional e firme. Sem espetáculo, mas também sem passar pano.






Dr. José Raimundo deixa um legado de muito profissionalismo e dedicação na 5ª COORPIN. Sou testemunha do seu trabalho, principalmente…
[…] Fonte: Blog do Pelegrine […]
Jogava bola ai bessa praça nas oara jogar primeiro eu ficava de vigia em rodízio. Bons tempos nasci e vivi…
Deus abençoe sua vida vcs
Alguns políticos dão propinas as pessoas q agendam os exames , os quais a população tem direito a esses exames…