Mais uma de Valdemar da internet: “os 15 vereadores de Valença são praticantes de crime eleitoral”

Ainda sobre Valdemar da Internet no Pod Cast Cidade em Debate. Aquele que, quando abre a boca, parece que está lendo o próprio evangelho… só esquece que o público já viu os bastidores da missa.

Em outra parte de sua entrevista ele resolveu distribuir pecado pra todo lado: chamou, sem cerimônia, os 15 vereadores de praticantes de crime eleitoral, questionou caráter, jogou suspeita no ventilador e ainda tentou posar de último exemplar de pureza política em extinção.

Até aí, tudo bem… discurso inflamado faz parte do cardápio.

O problema é quando o “pregador da moral” já foi pego com a própria bíblia adulterada.

Porque nessa mesma entrevista, onde disse que “não recebeu ajuda de ninguém”, teve suas prestações de contas escancaradas, com doações registradas.

E aí nasce a pergunta que não quer calar, e que ecoa até nas paredes da Câmara: Se todo mundo é corrupto, menos ele… então como explicar o que está no papel?

Se ele não “se comprometeu com ninguém”, por que aparecem compromissos formalizados nas contas?

E se ele tem prova contra os 15 vereadores… cadê? Ou é só um surto de sinceridade seletiva?

O mais curioso é o roteiro: primeiro nega tudo, depois é confrontado com documentos… e, num passe de mágica, vira fiscal da ética alheia.

É tipo aquele sujeito que é pego saindo do restaurante sem pagar a conta… e, ao invés de explicar, começa a dar palestra sobre honestidade no caixa.

Um espetáculo.

Agora, cá entre nós… essa história de generalizar acusação é perigosa. Quando alguém aponta o dedo pra todo mundo, normalmente está tentando desviar o olhar de si mesmo.

E é justamente aqui que entra o papel dos vereadores.

Vão deixar isso passar como se fosse discurso de feira? Vão aceitar serem chamados de criminosos em bloco, sem prova, sem nome, sem responsabilidade?

Porque, convenhamos: ou ele prova o que disse… ou precisa explicar muito bem por que saiu atirando pra todo lado.

Ficar calado agora é quase assinar embaixo.

A Câmara de Valença não é palco de monólogo de candidato ressentido. Se há acusação, que venha com documento. Se não há, que venha com retratação.

Porque política não é sermão de domingo, onde se perdoa tudo no final com um “amém”.

Aqui é vida real. E, na vida real, quem acusa sem prova… acaba sendo cobrado.

E com juros.

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