RAIOS EM BRASÍLIA: CAMINHADA BOLSONARISTA TERMINA COM DEZENAS DE FERIDOS

O que era para ser mais um capítulo da romaria política bolsonarista terminou de forma inesperada e perigosa neste domingo (25), em Brasília.
Um forte temporal, acompanhado de descargas elétricas, atingiu o ato que marcava o encerramento da caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que saiu de Minas Gerais a pé em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, ao menos 89 pessoas precisaram de atendimento no próprio local após serem atingidas ou afetadas pelos raios.
Destas, 47 foram encaminhadas para hospitais, e nove continuavam internadas até a noite de domingo, segundo o balanço oficial.
O incidente aconteceu por volta das 12h50, cerca de uma hora antes da chegada de Nikolas Ferreira, que era aguardado por aproximadamente 400 apoiadores para o ato final da caminhada.
A tempestade caiu sem pedir autorização ideológica, partidária ou religiosa, interrompendo o clima de celebração e acendendo o alerta para os riscos de eventos ao ar livre em condições climáticas adversas.
Diante do ocorrido, fica o registro factual e também o apelo à lucidez: esperamos que os bolsonaristas não tentem colocar a culpa no PT, nem inventem teorias de que Deus virou comunista.
Raios, afinal, não seguem hashtag, não votam e não obedecem liderança política. São fenômenos da natureza, por mais que alguns insistam em transformá-los em narrativa.
O episódio deixa feridos, sustos e uma lição básica: fé política não funciona como para-raios, e prudência continua sendo uma virtude necessária, inclusive — e principalmente — em atos de massa.




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Uma coisa é divergir politicamente, outra coisa é ser canalha e debochar criminosamente de uma infância desvalida. O acontecido com…
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