“Não é razoável o que estão fazendo com Lula”, diz fundador do PSDB

Data: 29/11/2011      Editoria: Brasil Reporter: Sergio Lamucci Local: Instituto de Economia da Unicamp, Campinas, SP Pauta: Lancamento do workshop da rede desenvolvimentista Personagem: Luiz Carlos Bresser-Pereira, Professor Titular do Departamento de. Economia da Escola de Administracao de Empresas de Sao Paulo Universidade  Foto: Regis Filho/Valor

Foto: Regis Filho/Valor

O cerco a Lula

Há meses que eu ouço frases como: “Quando vão chegar no Lula?”, ou então, “Quando vão pegá-lo?”. Porque, afinal, este é o objetivo maior do establishment brasileiro: atingir o maior líder popular do Brasil desde Getúlio Vargas. Não porque ele seja desonesto, mas porque ele se manteve de esquerda, porque se manteve fiel à sua classe de origem não obstante o clássico processo de cooptação de que foi objeto. Pois bem, o establishment chegou ao Lula. Não para incriminá-lo, mas para tentar desmoralizá-lo.

As duas manchetes de primeira página dos dois principais jornais de São Paulo de hoje são significativas. Na Folha leio que “Lula é investigado por suposta venda de MPs”. Não há nada contra o ex-presidente na Operação Zelotes, a não ser a desconfiança de um delegado irresponsável. O que há nessa operação é o envolvimento de grandes empresas e de seus dirigentes em um escândalo de grandes proporções de pagamento de propinas para obterem MPs favoráveis.

No Estado, por sua vez, a manchete é “Compra de sítio foi lavrada no escritório de compadre de Lula”. Neste caso – o do uso por Lula e sua família de um sítio no qual construtoras se juntaram para realizar obras sem que houvesse pagamento – o caso é mais objetivo. Lula aceitou um presente que não deveria ter aceito.

As contribuições de empresas a campanhas eleitorais (que até a decisão do Supremo eram legais) são afinal presentes. Mas é impressionante como empresas dão ou tentam dar presentes mesmo a políticos – presentes dos quais elas não esperam nada determinado em troca; fazem parte de suas relações públicas. Eu sempre me lembro de como tentaram reformar a piscina da casa do Ministro da Fazenda em Brasília quando ocupei esse cargo em 1987. Minha mulher os pôs para correr. Era o que devia ter feito Lula, que havia acabado de sair do governo. Não o fez, e isto foi um erro político. A reforma não aumentava seu patrimônio, apenas lhe proporcionava mais conforto. Ele não trocou o reforma do sítio por favores às duas construtoras. Não há nada sobre isto na investigação sobre o sítio.

O Estado brasileiro está revelando capacidade de se defender – de defender o patrimônio público – ao levar adiante as operações Lava Jato e Zelotes. Dirigentes de empresas, lobistas e políticos envolvidos estão sendo devidamente incriminados e processados.

A instituição da delação premiada revelou-se um bom instrumento de moralização. Mas está havendo abusos. Houve e estão havendo abusos na divulgação de delações sem provas, houve abuso em prisões cautelares ou provisórias quando não havia razão para elas. E não é razoável o que se está fazendo com Lula. Só um clima de intolerância e de ódio pode explicar o cerco de que está sendo vítima.

(Artigo inicialmente publicado no Facebook do economista Bresser-Pereira)

Luiz Carlos Bresser Pereira é economista, ex-ministro da Fazenda dos governos de José Sarney e Fernando Henrique Cardoso

VALENÇA HOMENAGEIA IEMANJÁ

iemanjáTem festa o mar. Tem a Rainha das Águas abençoando e ajudando a fertilizar a terra também. Foi assim, nesta terça-feira, 2 de fevereiro de 2016, que debaixo de muita chuva se formou um imenso cordão branco em mais um desfile pelas ruas de Guaibim em Valença, do povo de santo, que como acontece todos os anos, chegam de vários terreiros para homenagear Iemanjá.  A  prefeita Jucélia Nascimento, ao lado da secretária da Cultura Aline Reis e do secretário do Turismo Júlio Oliveira, acompanhou, junto com toda equipe de governo, além de nativos e turistas, a entrega dos presentes.

anunc I

OS SEIS PIORES ANOS DE VALENÇA

VIOLÊNCIA

Imagem do fatídico 24 de fevereiro de 2011, na gestão de Ramiro Campelo de Queiroz, porta da Receita Municipal quebrada por pessoas que protestavam contra o descaso da segurança na cidade

Ontem parei pra refletir sobre os útimos dez anos de Valença, tivemos uma vida cheia de turbulências, principalmente entre os anos de 2006 até o ano de 2012, justamente o período que os Queiroz governaram. Lembro de uma matéria do Jornal A Tarde intitulada: “Traficantes levam pânico a Valença”, que reproduzimos aqui no blog, o então prefeito, Ramiro Campelo de Queiroz, chegou a entrar em depressão. Não esqueço que em 24 de fevereiro de 2011, as lojas do prefeito Ramiro Campelo foram saqueadas num protesto que fizeram pela cidade, por causa da morte de uma pessoa, assassinada dentro de casa por um bandido, pois a onda de violência naquela época não tinha mais controle.

Dois mil e seis, foi o ano que a violência começou a disseminar, as emissoras de rádio davam notícias a todo instante sobre assassinatos e assaltos, a vida noturna da cidade acabou, barzinhos fecharam, a maioria dos comerciantes colocavam barras de ferro nas portas para evitar arrombamentos, grades nas portas dos comércios de bairro, e a violência só aumentava.

Esqueceram do planejamento, esqueceram que Valença tinha um presídio e que bandidos de todos os lugares viriam pra cá e, junto, suas famílias. A cidade estava à toa, ninguém tinha pulso, os governos não ligavam, e Valença chegou ao que chegou, virou notíciário nacional. Ganhamos o título de “cidade mais violenta do Brasil”.

Todos precisam fazer essa reflexão, lembrar da cidade como era e como está hoje. Temos certeza que ainda não está mil maravilhas, mas pelo menos melhoramos 70%, isso é o índice da SSP/BA, poderemos chegar a quase zero no final do ano de 2016. Evoluimos, vamos lembrar disso e não podemos esquecer que Valença é a cidade onde as pessoas tem sequelas e traumas de violência, por isso, só mesmo as próximas gerações vão se libertar dessas lembranças e passarão a ter vida digna.

Não esqueçam que em tempos passados já foram mortos 10 pessoas em menos de 72 horas, esses números só nos trazem tristezas. A marcha contra a violência começou há três anos, com a vinda de uma Base Comunitária de Segurança para a cidade, com um bom relacionamento com o governo do estado e política de inclusão social do governo federal. Precisamos da colaboração de todos para continuarmos com essa paz que está nascendo em nossa cidade.

anunc I

Santa Casa de Valença adquire veículo através do programa Sua Nota é um Show de Solidariedade

 
SCNo dia 12 de fevereiro, a Santa Casa de Misericórdia de Valença receberá veículo zero km, adquirido com recursos do projeto “Sua Nota é um Show de Solidariedade” e com a venda de carro e motocicleta antigos: foram investidos R$ 71.880,27 provenientes da campanha e R$ 27.500,00 das vendas mencionadas. Além disso, a Santa Casa obteve isenção do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação) através de ação judicial, o que reduziu em R$ 13.498,64 o valor do veículo. O carro anterior possuía oito anos de uso, tendo, portanto, uma manutenção cara e quebrando constantemente, o que obrigava a instituição a contratar eventualmente o serviço de terceiros para suprir sua falta. O novo veículo será utilizado para o transporte de bolsas de sangue, materiais e medicamentos e para viagem de executivos e colaboradores a serviço da instituição. Servirá, ainda, para o recolhimento de cupons e notas fiscais nos 20 municípios onde a instituição possui urnas distribuídas, em todo entorno da BR 101 e na cidade de Feira de Santana.

Hildécio Meireles lamenta ofício da Sesab alegando falta de recursos para Hospital de Valença

Nesta segunda-feira (1), o ano legislativo na Assembleia Legislativa da Bahia foi aberto e sempre preocupado com os interesses da Bahia, o deputado estadual  Hildécio Meireles (PMDB), destaca o desapontamento em ofício recebido por parte da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), em resposta a emenda de sua autoria no Plano Plurianual Participativo (PPA), referente ao quadriênio 2016 – 2019, que pedia a construção do Hospital Regional de Valença. Conforme Hildécio, apesar de o superintendente José Raimundo Mota, admitir que é “imprescindível instalar uma unidade com serviços de alta complexidade e até mesmo leitos de UTIs por se tratar de uma cidade pólo da região, é impossível atender o pleito diante da inexistência de recursos para tal e falta de previsão no PPA”.