TRÊS PRÉ-CANDIDATOS JÁ ASSUMIRAM E BOTARAM O PÉ NA ESTRADA

Três pré-candidatos já praticamente definidos, Jairo Baptista PP) que já vem de longas datas preparando seu terreno, Duda Monteiro (PDT) também é um pré-candidato que já roda há muito tempo e finalmente Ademir Costa (PCdoB), que recentemente lançou um card em suas redes sociais confirmando sua pré-candidatura.

Jairo vem de uma votação expressiva no último pleito, onde obteve mais que 8 mil votos é citado como um dos preferidos pelas pesquisas feitas no ano passado. Faz um trabalho incansável, diz que sua campanha é a campanha da fé, conta mais com colaboradores que com dinheiro, não faz acordos antecipados com empresários, não promete cargos nem empregos a ninguém e diz que dá prá fazer uma boa gestão se não deixar roubar. Já foi vereador por três mandatos e saiu com aprovação unânime.

O advogado Duda Monteiro, que concorrerá pela primeira vez a um cargo político, faz um trabalho de formiguinha, tem apoios importantes na comunidade e se relaciona bem com as classes operárias. Em sua vasta experiência como advogado, acredita que um município precisa criar leis e oferecer oportunidades de trabalho, “Valença nunca fomentou renda pra que diminua o impacto da informalidade”, lembrou Duda, dizendo que isso é idéia do novo.

Já Ademir Costa que foi Secretário de Industria e Comércio na gestão de Jucélia Nascimento, foi presidente por duas gestões na ACE/CDL, ganhou uma grande simpatia dos empresários da cidade e goza desse prestígio junto a uma classe que clama por alguém que dê esperanças em salvar o comércio da cidade após essa pandemia. “A luta será dobrada, o gestor terá que se dedicar a duas atividades, administrar o município e salvar o comércio, ao mesmo tempo”, diz Ademir.

INÉDITO: BANCOS VÃO FECHAR POR SETE DIAS EM VALENÇA. VAMOS VER O EFEITO DEPOIS

Numa cidade, onde a justiça tem que tomar as decisões pelo poder executivo em época de pandemia, porque o prefeito bate cabeça, não sabe o que faz, a gente tem que se preparar para tudo.

A medida tomada para fechar bancos eu não li, mas pela velocidade que se decretou sobre o fechamento dos mesmos, por uma semana, temos muito a questionar, pois eu acredito que, tudo tem que ser planejado, mesmo de forma emergencial. Ou então é melhor tomar cloroquina e está tudo resolvido.

Fechar bancos por sete dias é a maior loucura que eu já vi nessa pandemia, o pior: tanto o serviço interno como o externo. Que loucura! Quem vai pagar os prejuízos gerados por esse fechamento? Não creio que o juiz tenha obrigado a fechar os bancos dessa forma, sem observar os efeitos que causará.

Já vínhamos batendo nessa tecla por muito tempo, não é só agora com o fechamento dos bancos, mas por todas as ações do gestor, que nunca fez planejamento por nada.

Vamos ver se alguém pode nos responder sobre alguns questionamentos. como por exemplo: como vão ficar as contas que temos que pagar em um determinado banco que vencem no período do fechamento, ficam para o próximo dia útil? A Coelba, o SAAE, a internet os fornecedores vão ter que esperar, ou vão cortar mesmo assim?

O fechamento bancário será reconhecido pela matriz de cada banco como uma espécie de feriado local ou eles vão continuar contabilizando os dias fechados e nos cobrando juros? Por exemplo: eu teria que cobrir o limite do meu cheque especial na segunda-feira (06), dia do meu recebimento, como não vou cobrir por conta do fechamento das agências bancárias, pagarei esses sete dias de juros ao banco (já que houve um decreto emergencial), ou será perdoado?

No fim, por erros desse tipo, quem paga a conta é o povo.

BRASIL AGORA TEM 63.254 MORTOS E 1.543.341 CASOS DE CORONAVÍROS

O Brasil registrou 1.264 mortes de Covid-19 e 41.988 casos da doença, nesta sexta (3). Assim, o total de mortos pelo novo coronavírus no país chegou a 63.254 e o de casos a 1.543.341.

Os dados são fruto de colabopração inédita entre Folha, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo, G1 e UOL para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais. O balanço é fechado diariamente às 20h. (Folha)

A LIVE DE HOJE É: CIÊNCIA EM FOCO!

A engenheira agrônoma doutorando no Programa de Melhoramento Genético da Universidade de Minnesota (EUA) é a convidade da professora Gertrudes Macário de Oliveira para falar sobre “Experiências de Egressos do PPGHI”.

Será às 19:00h. Não Percam!

PARA LORENA, O TEMPO GANHO NO ADIAMENTO DAS ELEIÇÕES É BOM, JÁ ADEMIR VÊ O TEMPO COM INDIFERENÇA

Mais dois candidatos deram seus pareceres sobre o adiamento das eleições, já aprovada pelo Congresso Nacional, o empresário Ademir Costa e a vereadora Lorena Mercês, opinam e colocam a vida acima de tudo.

O pré-candidato Ademir Costa acredita que, “os poderes do estado brasileiro devem tomar sempre as medidas que forem necessárias baseada na lei, no bom senso e na razão. Portanto o adiamento das eleições para novembro é baseado o bom senso e na razão, porque as infromações que chegam da ciência , coloca que a pandemia ainda vai se estender que teremos novos picos e pra isso precisamos proteger o cidadão. Então vejo isso uma medida bastante positiva na preservação da vida dos eleitores. Se esse adiamento vai ser bom ou ruim para os pré-candidatos, prá mim é o que menos importa, a vida em primeiro lugar”, abservou Ademir.

Já a pré-candidata Lorena Mercês diz ser sim, favoravél ao adiamento das eleições, acredita que a mudança foi oportuna pois vivemos um momento caótico de pandemia, “Esse momento é crucial e dá mais tempo para a população pensar nos nomes postos para nossa cidade, para que a população possa encontrar o melhor nome para nos representar. Existe um retrocesso enorme e precisamos ter um olhar crpitico apurado, aguçado, a escolha de um dia decide quatro anos do nosso destino. Precisamos compreender o poder de um gestor, e por isso precisam entender a importância do voto. Foi muito importante o adiamento para que todos possam refletir sobre tudo na política”, afirma Lorena.

Pré-candidato a prefeito de Cairu, Emanuel Ribeiro, apoia o adiamento das eleições municipais

“A vida está acima de tudo! Não só o dia da eleição não pode significar risco à população, como a campanha eleitoral não pode ser afetada em sua essência democrática, deixando as pessoas fora dos encontros, do debate de ideias, do corpo a corpo, da conversa franca. O momento é muito difícil e temos que ter prudência.

Estamos ouvindo as orientações do nosso Governador Rui Costa, que tem sido exemplo no combate ao coronavírus e ele tem insistido nas medidas restritivas pelo bem de todos, mesmo que isso signifique adiar planos e cause outros danos. É essa firmeza que temos que manter, em nome da saúde, colocando o cuidado com a vida das pessoas como prioridade máxima.

Pelo bem de todos, o Brasil deve refletir sobre a importância de se ter um pleito eleitoral limpo, sem maquiagem, com o diálogo próximo e sincero, pra que o eleitor possa escolher melhor seus representantes.

Esse ano estamos vivendo um tempo diferente e atitudes de prevenção e cuidado devem ser prioritárias. A saúde é um bem precioso e todo o resto pode esperar.

Apoio a garantia da proteção das pessoas em todas as etapas e nesse momento, ainda não temos condições de assegurar uma eleição sem riscos.

Não se brinca com a vida humana. Que Deus nos oriente e nos guarde a fim de termos saúde e paz pra debatermos sobre os avanços que o nosso município precisa e merece.”

A INDEPENDÊNCIA DA BAHIA EM BAIANÊS

Por Louti Bahia*

Oxe! Colé de mermo? Você fila aula e eu tenho que contar tudo de novo? Mas é niuma. Se ligue que você não sabe da terça-metade. Tá ligado que a Família Real partiu a mil de Portugal pra cá em 1808? Vazou com medo de Napoleão e quando chegou, deu uma de porreta e chamou a gente de Reino Unido.

Ficou todo mundo de boa e a gente comeu essa pilha. Tempo vai, tempo vem, rolou a crocodilagem: D. João VI e a Família Real partiram a mil de volta pra Portugal e ainda queriam que o Brasil voltasse a ser colônia. Aoooooooonde! Quem anda pra trás é caranguejo, mô pai. O povo se retô, pegô ar e o pau comeu.

Aí, D. Pedro I deu o zig na família e disse assim pra Portugal: “Quem vai é o coelho. Diga ao povo que fico!” Pô, véio, D. Pedro brocô. Mas aí, o bicho pegô. Portugal ficou virado no estopô e a gente recebeu a galinha pulano: as tropas de Madeira de Melo armaram uma bocada nas ruas de Salvador e foi aquela muvuca.

Nosso povo lutou, mas ximbou e se lenhou: o exército português tomou a cidade na tora. O povo ficou injuriado e fugiu picado para o Recôncavo junto com nossos soldados. Lá, eles usaram o tutano pra organizar a reação: tiveram uma ideia massa e criaram o Exército Libertador. Tinha poucos soldados e muita gente do povo: pobres, negros libertos, negros escravizados, índios, agricultores, etc. Só tinha uma mulher que se alistou na cocó dizendo que era homem: Maria Quitéria.

Já tinha pra mais de 10 mil pessoas, mas era tudo feito a migué: tinha poucas armas, ninguém sabia lutar, um mangue da porra. E eu falo mesmo que eu não sou baú: o exército de Portugal virado no diabo e a gente ia lutar de badogue e barandão? Aí é barril dobrado. Mas o povo tava na pilha e o couro comeu.

Um barco português chegou em Cachoeira atirando e os baianos renderam eles a bordo de canoas. Ô povo retado! Ô povo virado no estopô. Enquanto isso, em Salvador, o exército português tava bagunçando, mandando e desmandando: uma esculhambação da porra. Foi então que eles invadiram o Convento da Lapa e mataram a Sóror Joana Angélica. Aí fedeu. Aí escancarou tudo. Eles foram fuleiro.

A notícia deixou o povo agoniado e o Exército Libertador decidiu que ia arrodear Salvador. Lá em Itaparica, o povo também deu testa ao exército português e não deixou invadir a ilha. Maria Felipa, uma negra retada, se juntou com mais 40 marisqueiras: elas ficaram de butuca e, na calada da noite, foram chavecar os vigias dos barcos.

Levaram os donzelos pro mato e quando eles acharam que iam fazer ozadia, receberam foi uma surra de cansanção. Arde coma porra! É pior que tomar zunhada. Enquanto os vigias tavam nuzinhos, se coçando e se bulino, as mulheres colocaram fogo em mais de 40 barcos dos portugas. Receba, sinha miséra! Já nas águas da Baía de Todos os Santos e no Rio Paraguaçu, foi João das Botas que lutou contra mais de 40 barcos portugueses com sua “Flotilha Itaparicana” que só tinha barco de pescador. É brincadeira um esparro desse? Mas ele tirou onda e segurou os portugueses.

Até então, a briga era essa: o povo baiano contra Portugal. Mas aí, D. Pedro entrou na dança e mandou reforço. Pra terra, ele contratou o general francês “Labativs” (se falar Labatut, use o “lá ele” porque Labatut tem rima). Ele chegou com mais soldados do resto do Brasil e deu um trato no nosso Exército Libertador. Um tapinha aqui, outro ali, mas tudo continuou meio nas coxas, feito a facão.

Mas como a guerra já era daqui pra li, e como baiano é baiano: se não guenta vara, peça cacetinho. Só tem tu, vai tu mesmo: imagine a paletada de Cachoeira até Salvador. Já para o mar, D. Pedro contratou o Lord Cochrane (mas pode chamar de “Croquete” que é niuma). O cara era escocês e já tinha fama de mau lá nas Europa. Isso já assustou a marinha portuguesa: ponto pra D. Pedro.

O Exército Libertador tinha muita garra mas pouca experiência. Chegou e cercou a cidade mas levou um baculejo daqueles do exército português. Foi na Batalha de Pirajá: os caras bagunharam a gente. Foi barril de mil. Nem dava pra brincar de esconde-esconde ou gritar “um, dois, três, salve todos”. Já era, pai!

Só que o nosso Corneteiro Lopes recebeu uma ordem pra tocar “borimbora” (Tradução: recuar), deu revertério e tocou “se joga” (Tradução: Cavalaria avançar e degolar). Oxe! Aí, esculhambou tudo. O nosso exército sacudiu a poeira e pra se amostrar, deu-lhe uma carreira e passou a porra nos portuga que não entenderam nada. Os portuga vazaram quando ouviram o toque de “se pique” e a galera do mau correndo pra dentro.

Foi o maior migué da história da Bahia, do Brasil e do mundo porque a gente não tinha nem um cavalo pra contar história, que dirá uma cavalaria inteira. Só mesmo baiano pra ganhar uma guerra no grito. Isso né culhuda não, véio: foi assim mermo. O Corneteiro Lopes se armou porque deu certo, mas se desse merda, uzoto ia dizer que foi ideia de jerico.

Com isso, isolamos os portugueses dentro de Salvador e aí deixamos eles sem água e sem comida: não entrava nem geladinho, nem bolinho-de-estudante, nem um real de big big. Aí, quando a esquadra de Lord “Croquete” (Lord Cockrane) chegou e se juntou à flotinha de João das Botas, o sacrista do Madeira de Melo viu que já tava com a moral de jegue, chamou o rebanho de soldado dele na surdina e se picou de madrugada.

Saiu no lixo mas João das Botas foi na cola deles até alto-mar e uns e oto “me disseram” que ele a largou o doce assim, ó: Se plante, vú, seu Madeira! Não se abra não que eu não sou cupim. E nem volte aqui paroano! Na moral, véio, o nosso povo tirou onda: Salvador fiou livre e o Brasil consolidou sua independência.

E quem não lutou com armas, lutou cuidando dos feridos, conseguindo comida para os soldados, doando dinheiro para as batalhas. Eita povo guerreiro! Eita povo boca de zero nove. E aí, painho, foi um arerê nas ruas de Salvador: o Exército Libertador entrou triunfante: todo mundo solto na buraqueira indo cumê água. A rua chega ficou apertada e assim nasceu o desfile do 2 de Julho. Né não é?

Tá rebocado que você não sabia dessa história. Agora, tá ligado porque a tocha vem do Recôncavo, passa por Pirajá e chega na Lapinha, né? Tá ligado porque a festa é do povo, né? E tá ligado porque tem o Caboclo e a Cabocla, né? Ó paí! Não tá ligado não, seu leso. Me faça uma garapa! É porque eles representam a mistura popular que nos deu força pra lutar pela independência. Tá vendo aí? Fiz um texto grande pra apertar sua mente, mas a história é de lenhar, né não?

*(Texto de Louti Bahia autor da página @amoahistoriadesalvador, pesquisador de cidades, especialista em Desenvolvimento Urbano, em Desenvolvimento Regional e em Planejamento Ambiental)

AGENDE AÍ: quinta-feira, 2 de julho 2020, às 17h, vai ter live sobre a Independência da Bahia, com Louti Bahia, no Instagram @amoahistoriadesalvador.

MINISTRO CELSO DE MELO MANDA PROCESSO DE FLÁVIO (RACHADINHAS) PARA O PLENÁRIO DO SUPREMO

O ministro Celso de Mello enviou para o plenário do STF o processo que busca anular o julgamento do TJRJ que concedeu foro privilegiado ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). A decisão proferida na semana passada tirou o caso das ‘rachadinhas’ das mãos do juiz Flávio Itabaiana, da 24ª Vara Criminal, responsável pelo processo que mira o filho do presidente e o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz.

No despacho, o decano adota o rito abreviado da Corte e abre espaço de dez dias para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro enviar informações sobre o caso. A solicitação ocorre porque a Rede questiona trecho da Constituição estadual do Rio que prevê foro privilegiado perante o TJRJ a deputados estaduais. O tribunal fluminense também poderá encaminhar informações sobre o julgamento que beneficiou Flávio, se quiser. (Estadão)