LULA VETA PROJETO QUE AMPLIA NÚMERO DE DEPUTADOS: AQUI QUEM MANDA É O PRESIDENTE LULA, NÃO O CENTRÃO

Com um gesto que misturou lucidez política, coragem e uma pitada de ironia institucional, o presidente Lula vetou o projeto aprovado pelo Congresso que aumentaria o número de deputados federais de 513 para 531. Sim, meus caros, o país mal dá conta dos que já tem — e o Centrão queria expandir o elenco.

Lula, com sua caneta bem afiada, lembrou ao Congresso que quem governa não é quem grita mais alto nos bastidores nem quem distribui cargos em troca de emendas. A decisão deixou claro: o Brasil não é brinquedo nas mãos de Hugo Motta, Arthur Lira e companhia. Aumentar a quantidade de deputados num momento de cobrança por austeridade fiscal, com Haddad segurando a tampa do cofre com as duas mãos, seria um tapa na cara do povo.

O presidente, além de evitar a gastança de mais R$ 65 milhões por ano só com salários e regalias, barrou uma medida flagrantemente impopular — e o fez com a elegância de quem sabe usar o veto como quem dá xeque-mate numa partida de xadrez político.

E para os que achavam que ele ficaria em cima do muro ou deixaria Alcolumbre sancionar na surdina, o recado foi direto: Lula está no comando. E se tem algo que essa decisão mostrou é que, apesar dos rangidos e vaidades do Congresso, o Palácio do Planalto ainda tem teto — e quem segura a caneta, por enquanto, continua sabendo onde assinar.

JUSTIÇA EQUILIBRADA: STF AGE COM IMPARCIALIDADE E DEFINE LIMITES COM RESPONSABILIDADE

O Supremo Tribunal Federal, por meio do ministro Alexandre de Moraes, deu uma aula de equilíbrio institucional ao julgar o decreto de aumento do IOF editado pelo presidente Lula. Longe de decisões ideológicas ou de pressões políticas, a Corte agiu com imparcialidade, reconhecendo o que é de direito e rejeitando o que ultrapassava os limites legais.

Ao manter a validade do decreto no que se refere ao aumento das alíquotas – prerrogativa legítima do Executivo – Moraes reafirma a autonomia do governo para ajustar a tributação conforme as necessidades econômicas e sociais. Mas, ao mesmo tempo, o ministro não deixou passar o exagero: anulou a taxação sobre o chamado “risco sacado”, que configurava uma nova hipótese de incidência tributária sem o devido respaldo legal.

A decisão mostra que a Justiça não está ao lado de um governo ou de outro, mas ao lado da Constituição. O STF manteve 90% do decreto – o que era “incontroverso” – e derrubou os 10% que feriam o princípio da legalidade. Com isso, a Corte garante segurança jurídica, respeita os poderes e define limites sem paralisar o Estado.

É a Justiça fazendo o que dela se espera: não ceder a pressões, mas decidir com base na lei, na razoabilidade e no interesse público. Uma vitória do bom senso institucional.

IOF: CONGRESSO TIRA O CORPO E EMPURRA PARA XANDÃO

Mais uma vez, o jogo de empurra-empurra entre os Poderes mostrou sua cara em Brasília. A tão esperada reunião entre o governo Lula e o Congresso, mediada pelo Supremo Tribunal Federal, terminou sem acordo e com a batata quente nas mãos do ministro Alexandre de Moraes.

Enquanto o governo defendeu o decreto que aumenta as alíquotas do IOF (um esforço para reforçar o caixa e bancar programas sociais), o Senado pediu mais tempo, e a Câmara… preferiu deixar tudo nas costas do Judiciário. Um clássico da política brasileira: quando a decisão pode gerar desgaste, melhor deixar o Supremo apanhar sozinho.

Moraes ainda tentou costurar uma conciliação perguntando sobre concessões mútuas, mas recebeu respostas frias. No fim das contas, tudo indica que ele deverá decidir se o decreto de Lula segue firme ou se será podado parcialmente, mantendo o aumento do imposto, mas derrubando a polêmica tributação sobre o “risco sacado”.

Em meio a isso tudo, fica a impressão de que o Congresso, mais preocupado com emendas e reeleições, escolheu se esquivar de um debate sério sobre arrecadação e justiça fiscal.

ATÉ LEVI SE RENDEU: MEDRADO CALOU OS CRÍTICOS COM TRABALHO E PULSO FIRME

É curioso ver o jornalista Levi Vasconcelos, que antes apontava o dedo com desconfiança para Marcos Medrado, agora reconhecer — e sem rodeios — o que a população de Valença já percebeu nas ruas: o homem pegou um caos e está transformando em cidade.

Levi, que é experiente e já viu muito político prometer o que nunca entregou, se rendeu à força do trabalho. E não é só por discurso. É por ação. Em sua matéria do Jornal A Tarde, é praticamente uma confissão de que subestimaram Medrado — o radialista virou prefeito e está deixando a caneta correr onde precisa, mas sem deixar o povo sem voz.

A cidade, que era retrato de abandono e terra de ninguém, agora tem governador batendo cartão, ex-governador retornando para prestigiar, hospital sendo erguido, Ceasa saindo do papel, estradas sendo recuperadas, subprefeituras na zona rural e — pasme — promessa de saneamento para o Rio Una. E tudo isso com uma frase que virou senha de governo: “Aqui ninguém rouba. Quem roubar vai pra polícia.”

Marcos Medrado não precisou berrar, distribuir cargos ou fazer política de palco. Bastou botar o pé no barro, virar o jogo e mostrar que, mesmo com quase 80 anos, tem mais gás que muito político novato. Tanto é que até os que torciam o nariz, agora aplaudem de pé.

E para os que ainda duvidam, Levi responde com dados: 70% de aprovação e contando. É o tipo de mudança que faz até colunista mudar de lado — ou melhor, reconhecer o lado certo.

IGRAPIÚNA: JUSTIÇA EM SILÊNCIO, DEMOCRACIA EM RISCO

A situação em Igrapiúna é mais do que preocupante — é um alerta vermelho para toda a região. Com denúncias consistentes de compra de votos, abuso de poder econômico e possíveis fraudes eleitorais, a permanência do prefeito Manoel Ribeiro no cargo sem qualquer medida cautelar é, no mínimo, escandalosa.

O processo está parado há três meses, e a Justiça Eleitoral de Ituberá, que deveria ser guardiã da legalidade e da transparência, mantém-se inerte. O que está em jogo não é apenas o destino político de um gestor, mas a confiança do povo em suas instituições.

A pergunta que ecoa nas ruas de Igrapiúna é simples: por que tanta demora? Quando prefeitos em outros municípios foram afastados com agilidade diante de acusações semelhantes, por que aqui reina a morosidade?

É hora de o Ministério Público Eleitoral e o CNJ entrarem em cena com rigor. A democracia exige respostas rápidas quando está sob ameaça — e nenhuma autoridade, por mais blindada que pareça, pode estar acima da lei.

O povo de Igrapiúna não quer favores. Quer justiça. E justiça que tarda, nesse caso, pode ser justiça negada.

PT cobra postura de ACM Neto diante de apoio de Bolsonaro à taxação dos EUA

O presidente do PT da Bahia, Éden Valadares, criticou duramente o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, por seu silêncio em relação ao apoio de Jair Bolsonaro à sobretaxa de 50% imposta por Donald Trump sobre produtos brasileiros. A medida, considerada uma retaliação pelos processos contra Bolsonaro, pode afetar diretamente a economia e o emprego no Brasil. Éden acusou Neto de ser seletivo nas críticas, atacando o PT e o governo da Bahia, mas ignorando os atos de Bolsonaro, inclusive os que afrontam a soberania nacional. O dirigente petista questionou se Neto apoia a taxação e de que lado está: do Brasil ou de Bolsonaro.

RAFA DE HILDECIO: O VOO SERENO DE QUEM CONHECE O CAMINHO

Sem precisar forçar a barra, os amigos se aproximam de Rafa

Se colocassem um conta-giro no calcanhar de Rafa de Hildecio, somando com os quilômetros rodados no carro e no helicóptero do deputado Dal, talvez já desse para dar uma volta completa na Terra — ou até ir e voltar da Lua.

É fato: o pré-candidato tem percorrido cada canto com discrição, elegância e um estilo que lembra o do cantor espanhol Enrique Iglesias, seu sósia improvável. Mas, por trás do semblante tranquilo, há um ritmo incansável e um propósito firme.

Rafa não precisa de pirotecnia política. Ele entra, conquista, agradece e segue adiante — sem os gritinhos forçados, sem patotas barulhentas para fazer número em terras alheias. Sua força está na coerência e no respeito às raízes.

O deputado da terra é ele.
Com pedigree, com trabalho e com a serenidade de quem não precisa de fachadas para se impor.
Porque quem realmente entende o jogo político no Brasil sabe que carisma sem consistência é só espuma.

TRAGÉDIA NA AVENIDA ACM: VALENÇA EM ORAÇÃO PELA VIDA DA PROFESSORA DHAISE

Helicóptero do Corpo de Bombeiros leva a professora para a Capital baiana

Um triste e doloroso acidente abalou Valença nesta sexta-feira. Na Avenida ACM, o que era apenas mais um dia comum se transformou em um pesadelo: uma colisão envolvendo uma motocicleta e um caminhão deixou a cidade em choque.

Segundo relatos, a professora Dhaise, da Escola Educativa, perdeu o controle da moto ao colidir com um poste instalado para sustentar bandeirolas do São João. No impacto, foi arremessada para debaixo de um caminhão, sofrendo graves traumas.

Ainda com vida, Dhaise foi socorrida com urgência e levada para a Santa Casa de Valença. Diante da gravidade, foi transferida por um helicóptero do Corpo de Bombeiros para Salvador, onde luta pela vida.

A dor tomou conta da cidade. Amigos, alunos, familiares e colegas de profissão se uniram em correntes de oração, pedindo força, proteção e o milagre da recuperação.

Neste momento, só nos resta pedir a Deus: que guie os médicos, conforte os corações aflitos e traga Dhaise de volta para casa, para o seio da sua família, para os braços dos seus alunos.