SEPULCROS CAIADOS

Rosângela Góes de Queiroz Figueiredo

Neste momento da História, da qual sou testemunha e protagonista, contrario o conselho do meu amigo Galvão, sábio companheiro para quem o verdadeiro escritor é aquele que vence a tentação de se imiscuir no trivial da política, como objeto de seu texto. Também segundo meu querido amigo, eu ainda não fiz a escolha pela grande Literatura, o registro universal da aventura humana de pensar, de sentir, de refletir e de transcender essa aventura.

Ele tem razão. Talvez torça pela segunda opção como forma de me poupar dos embates da política local, pelo que têm de primitivo, rasteiro, emblemático e sórdido. Mas não resisto à provocação com tanta fartura de situações absurdas a minha volta. Aí minha veia política vai pegar emprestado à Literatura as metáforas que se me apresentam no ar da cidade com a proximidade das eleições municipais. É inevitável, por exemplo, a analogia entre eleições em Valença e Dia de Finados.

O pobre cemitério sujo, coberto de mato e limo é a nossa cidade. Túmulos depredados, vasos quebrados, sem flores… Ruas da amargura, vias inviáveis, homens e mulheres que só existem no ano de eleições. Visitar o alto do Campinho nos outros dias do ano é uma tristeza só. É como caminhar por nossa cidade; do centro à periferia, são os mesmos problemas de cada dia que se repetem sem solução. Mas no dia de Finados… Aí é dia de tudo pintado, cheirando à flor e à vela. Sepulcros areados com sapólio, caminhos sem mato, muita gente e muita vida… Por fora, as cores das convenções e aparências. Por dentro…

Assim como no dia de Finados, os meses que antecedem as eleições para prefeito e vereadores são cheios de eventos festivos tão estranhos ao comum dos dias, tão caiados pela tinta fresca da bem declarada hipocrisia, que já não escondem os sepulcros cheios dos mais imundos despojos do dia-a-dia.

Invariavelmente, o palco da sucessão municipal tem sido uma representação, às vezes bem ensaiada – já se pregou tanto essa peça – outras vezes, um pastelão encenado por velhos e novos canastrões. Um esquema repetido à exaustão, tão previsível quanto as músicas da Banda Calypso, tão carregado na capa de tinta, quanto os velhos sobrados da nova Praça da República e o Teatro Municipal, monumentos símbolos dos sepulcros caiados de Valença.

Depois de tanto ver se repetir esse “esquema”, decididamente já é hora de o eleitor valenciano ter direito a opções menos viciadas. Isso seguramente passa pelo filtro da Lei, que deve se encarregar de banir a impunidade daqueles que foram apanhados pela Justiça Eleitoral ou pela Justiça comum, em crimes de aliciamento do voto pelo poder econômico, ou no de improbidade administrativa, quando no exercício de mandato público.

A festa da Democracia das próximas eleições municipais não passa por candidaturas de infratores da Lei, que permanecem festejando a impunidade à custa do mesmo poder econômico usado e abusado com escárnio às agruras do povo de Valença. Esse estelionato à prática democrática também está representado por aqueles que se promovem à custa de propaganda excessiva paga com o suado recurso público.

Um reboco e algumas demãos de cal, por mais caprichados que sejam, não conseguem esconder os túmulos podres desse esquema em Valença, sem dúvida, o maior responsável pela perpetuação das péssimas condições sócio-econômicas, culturais, ambientais e morais desta terra. E, como diz um outro velho amigo: “Valença não merece mais esse castigo!”

Diante da condição de viver e enfrentar o cotidiano desse absurdo, numa terra em que pouca gente se arrisca a emitir opinião que não seja favorável ao “quartel-general” para não se comprometer ou desagradar os chefes do “esquema”, eu sei que talvez valesse mesmo mais a pena dedicar-me à Literatura. Mas enquanto esta não me arrebata inapelavelmente, não consigo passar indiferente aos túmulos pintados de cal fresca e branquinha sobre a podridão que há dentro deles.

EM VALENÇA NEM TRANQUILIDADE APÓS A MORTE SE TEM

Meus amigos, leiam essa reportagem sobre o cemitério de Valença feita pelo site Ainda Hoje, tirem suas conclusões e, veja se não temos o direito de falar mal desse gestor.

Será que se morrer um ente querido desse prefeito ele terá coragem de enterrar por aqui? Já sabemos de casos de pessoas que não enterraram seus parentes aqui na cidade por causa daquela falta de respeito e enterraram em outras cidades:

cemitério Já imaginou ter que sepultar um parente e ter que passar todo o tempo ao lado de caixões destroçados e com restos mortais? A cena de filme de terror vem acontecendo na cidade de Valença, a 278 km de Salvador, e tem deixado a população revoltada.

De acordo com denuncia enviada ao site Aindahoje.com, restos mortais de pessoas, juntos com destroços de caixões ficam expostos dentro do cemitério de Valença. Quem esteve no local nos últimos dias foi surpreendido com ossos, restos mortais e caixões nos corredores do cemitério.

Segundo Antonio Carlos, que participou de um sepultamento na semana passada, há vários caixões espalhados e com restos mortais. “Na hora do sepultamento, coveiros retiram das gavetas ou covas, os caixões com ossadas e jogam os detritos ao lado, bem próximo da família que está sepultando um ente querido. Os coveiros não esperam nem o término do sepultamento para começar a quebrar as gavetas próximas, temos que suportar os odores e todo o constrangimento em um momento de dor” Afirmou Antonio Carlos.

A retirada dos restos mortais é permitida por lei, desde que seja autorizado pela família ou por ordem judicial.A exumação acontece quando há necessidade da liberação de gavetas de jazigos para novos sepultamentos. Os corpos só podem ser retirados das gavetas após três anos do sepultamento ou dois anos, no caso de crianças com idade até seis anos. Em qualquer caso, porém, deve-se dar destino adequado ao lixo altamente insalubre e não ficar exposto no local. (Ainda Hoje)

ASTRAN E CUT REIVINDICAM MELHORIAS PARA O TRANSPORTE HIDROVIÁRIO DE VALENÇA

trio3 Em audiência mantida na última segunda-feira(16) entre o Presidente da CUT-Bahia, Martiniano Costa; o secretário de Relações Institucionais da Bahia, Cézar Lisboa e o presidente da Associação dos Transportes Marítimos de Valença (ASTRAM), Romilson Muniz, foram discutidos assuntos relacionados ao Terminal Hidroviário de Valença. Romilson Muniz aproveitou a reunião e reivindicou diversas melhorias para o setor em Valença e nos terminais do Baixo Sul.

trio4 Segundo o presidente da CUT-bahia, Martiniano Costa, uma das reivindicações é a reforma imediata do atracadouro, localizado em Valença e a manutenção no terminal do centro da cidade para melhorar o atendimento dos inúmeros turistas que circulam pelo cais do porto, principalmente na alta temporada.

O secretário da SERIN, Cézar Lisboa, se comprometeu em levar ao governador Jaques Wagner a pauta de reivindicações da categoria e afirmou que uma das prioridades do governo é incrementar o setor turístico em todo o Estado. (PT em movimento)

I Encontro Municipal do Partido Trabalhista Cristão em Valença

No ultimo domingo (15), na Câmara Municipal de Valença foi realizado o primeiro Encontro Municipal do Partido Trabalhista Cristão (PTC). O evento contou com as presenças de várias agremiações partidárias representadas por seus presidentes.

Na oportunidade, o presidente da executiva municipal, o S.r. Ademilton Ferreira, destacou em seu pronunciamento a importância da militância do partido para se construir uma trajetória politica, falou ainda sobre a necessidade de construir uma aliança politica que posa tirar Valença do caos social e político em que se encontra, porém enfatizou que para que a mudança aconteça é necessário a renovação politica que terá inicio com um legislativo compromissado com seu povo.

“Para alcançarmos a revolução na politica valenciana, precisamos eleger os nossos representantes ao legislativo municipal”. Afirmou Ademilton, que ainda destacou em seu pronunciamento a importância da juventude e da mulher na no processo político.

Durante o evento ainda foi definido as ultimas discussões sobre a implantação do PTC–Mulher e da Juventude 36 que deve integrar o partido nos próximos dias.

Várias autoridades partidária estiveram no encontro entre eles os pré-candidatos a disputa da prefeitura local como o Zé da Hora do PSDB, Martiniano Costa, do PT e Ricardo Moura do PMDB, além de representantes dos partidos PDT ,PT do B ,PC do B , PV , e o PRB.

PARTIDO TRABALHISTA CRISTÃO- PTC 36.

“Por uma Valença de paz e mais Feliz“

VEREADORES DE VALENÇA SÓ SE PREOCUPAM COM O BOLSO

                                   Fotos: Facebook Tácio Limacâmara11 O Jovem Tácio Lima postou em seu Facebook dezenove fotos do estado lastimável do prédio onde funciona a Câmara de Vereadores de Valença. “Enquanto vereadores de Valença Votam salário de 8 mil Reais,essa é a situação da Câmara Municipal de Valença”, escreveu o jovem no seu status.

Precisamos reforçar que não só se preocupam com o salário deles, como também com os gastos que eles fazem com diárias, aluguel de carros, fretes de automóveis para viagens a Salvador e outras localidades. Uma vergonha!

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NENHUM POLÍTICO ESTÁ APOIANDO A GREVE DOS PROFESSORES

                                   Foto: Correio/Marina SilvaGREVE DOPA greve dos professores parece nem afetar ao governo, pouco se comenta, um parlamentar ou outro é que se manifesta, mesmo assim por oportunismo, como é o caso do deputado Bruno Reis (PRP), que culpou a greve dos professores ao governador Wagner, mas não tem coragem de engrossar as fileiras do movimento dos mestres.

Aqui em Valença nenhuma manifestação por parte dos políticos. O PT de Martiniano é o partido do governo, o PP de Claudio tem cargo no governo, o PTN de Jucélia é da base do governo. Restava-nos a esperança de ver Ricardo Moura se manifestar a favor dos professores, mas esse fica em cima do muro, na esperança de se eleger e depois receber apoio do governo.

O governo ameaça cortar o ponto dos professores, cobrar multa, etc., sabe por quê? Porque nenhum político se manifesta a favor da greve.

Com isso, quem fica enfraquecido são os professores, que tentam levar em frente um movimento que não tem apoio de nenhum político da Bahia.

A única esperança agora é esperar a manifestação do destemido, Marcelo Borges, contra os desmandos do governo do estado, na área da educação e da segurança pública. Marcelo já provou que não tem medo do PT, pelo menos quando faz suas manifestações contra o pré-candidato Martiniano. Será que ele tem coragem de atacar o governo em prol dos professores? Vamos esperar sentados.

É, meus caros docentes, vocês estão perdidos. Ninguém vai querer botar a cabeça na chuva, nem mesmo os que se dizem oposição ao governo, pois têm medo de ganhar a eleição e ficar sem o apoio do governo. É um joguinho sujo dos diabos. “Tudo farinha do mesmo saco!” Com isso, quem sofre somos nós que ficamos sem aulas, mas eles, não estão nem aí pra nossa causa.

CURSO DE HONESTIDADE

DEU NA COLUNA TEMPO PRESENTE

Li na Coluna Tempo Presente, de Levi Vasconcelos, do Jornal A Tarde: “O cientista político Antônio Freire, bacharel em marketing político, lança amanhã em Valença um curso para ensinar candidatos a ampliar as chances de sucesso nas eleições. Tudo bem, mas a cidade está mais carente é de um curso de honestidade”, escreveu o jornalista.

Com certeza o nobre jornalista, filho ilustre de Valença, quando se referiu a um curso de honestidade, ele quis dizer para os políticos, porque o povo de Valença já tem esse curso de honestidade de berço. Os desonestos são meia dúzia de canalhas que roubam descaradamente o dinheiro público. Esses, leem e se mordem porque sabem que são desonestos mesmos.