Por Jorge Amorim
Para quem se deparou com as imagens dantescas do rio Una em transbordamento ao vivo, pela internet ou pela televisão, ocorrido no dia 28 de novembro, deve ter tido três pensamentos causados por aquele caminho fluvial que corta a cidade de Valença, localizada na microrregião da Bahia denominada Baixo sul.
O primeiro, para algumas pessoas, seria o de que Valença estaria fadada aos desastres meteorológicos por um “castigo divino”; o segundo, para outras, seria o da falta de consciência ecológica; e o terceiro, para outras tantas, seria o da negligência das autoridades públicas.
Sabemos – ou, ao menos, a maioria – da relevância que as águas evaporadas dos oceanos, rios e matas têm ao formarem nuvens pesadas, cientificamente conhecidas como nimbos, que, em determinados locais e momentos, caem sobre o solo. Apesar de esta ser a explicação científica mais real, muitos acreditaram terem sido “ordem de deus” às cinco horas ininterruptamente chuvosas desabadas sobre Valença na última quinta-feira, considerando que deus, quiçá, possuísse características punitivas.
Sobre a carência educativa ecológica de muita gente, a qual resulta em uma cidade cheia de lixo que, consequentemente, é conduzido para os esgotos e rios, notaremos isso em todo o Brasil, talvez menos em cidades onde as autoridades impuseram multas aos “Cascões” flagrados num ato de jogar uma embalagem de picolé na rua.
Se a chuva extrapolou os índices pluviométricos, chegando ao ponto de abarrotar o leito do rio Uno que cruza Valença, por esta possuir acúmulos de sujeira o corolário foi termos visto famílias desamparadas, às quais provocaram a mobilização de denominações religiosas e entidades civis, com o fim de atenuarem o sofrimento dos que perderam tudo. E não se devemos esquecer as ruas e artérias de avenidas valencianas invadidas pelas águas contumazes em passar.
Agora, o nosso terceiro pensamento, aquele que fala da omissão dos representantes políticos, talvez tenha sido o que imediatamente saiu da mente de diversas pessoas, até por razão de atribuírem os problemas públicos aos que podem, teoricamente, resolvê-los.
No caso do município de Valença, a responsabilidade de decretar “situação de emergência”, pedir ajuda a defesa civil e apoio dos governos estadual e federal cabe à prefeita Jucélia Nascimento (2013-2016), que no primeiro ano da sua gestão já enfrentou o caos motivado pela chuva da semana passada, mesmo que a sua administração tenha realizado drenagens preventivas nos riachos e córregos da cidade recentemente.
Diante das nossas três tentativas de explicação, a certeza que temos é a de que no âmago do brasileiro a “política da prevenção” não faz parte da sua cultura. Planejamento a médio e longo prazo é substituído pelo paliativo que alivia alguns e fecha a boca de outros.
Como se sabe, através do sistema meteorológico, que no período entre outubro de um ano e abril do ano seguinte às chuvas são mais torrenciais, podendo correr o risco de haver subida das águas dos rios que passam por cidades, a elaboração de programas de prevenção contra enchentes faz-se necessário não somente para Valença, mas para todos os lugares cortados por rios.
A impressão que fica é a de que daqui para frente teremos a obrigação de votar em candidatos a prefeito que criem projetos viáveis e reais que atendam as realidades municipais. Os céus deram seu “recado” para Valença, assim como quase cinquenta anos atrás, em março de 1964, quando uma enchente semelhante fez os valencianos sofrerem, como cita Edgar Oliveira em seu livro Valença: dos primórdios à contemporaneidade.
A falta de estrutura trouxe transtornos e certa sensação de desgoverno. As chuvas podem até dar uma trégua, porém as autoridades políticas não devem fiar-se nela. Planejamento já, eis o recado.
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