A POPULARIDADE DO PRESIDENTE LULA AUMENTA JUNTO COM A CRIMINALIDADE

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Cada dia que passa, fico mais preocupado com a violência. Ontem teve uma festa aqui na Praça da Bandeira (comemoração dos três anos da Rádio Rio Una), e por volta das 21h30min ouvi um estampido, e logo em seguida uma pessoa passou correndo. Perguntei: foi um tiro? E as duas pessoas que estavam na porta correram pra dentro da sorveteria. Sai para olhar e vi duas pessoas correrem para um lado e uma parta o outro. A pessoa que passou correndo em frente à sorveteria parou logo na esquina e ficou olhando para o lado de onde teria corrido. Alguns minutos depois essa pessoa retornou e falou para a gente: “Vocês viram aqueles dois caras? Queriam pegar em minha mão, como eu neguei de cumprimentá-los abriram fogo contra mim”. Como ele retornava em direção ao mesmo local de onde ele correu, perguntei: e você vai voltar pra lá de novo? E ele respondeu: “Claro, não vou perder minha festa por causa deles dois. Aguardo-os para depois”.

Agora vou perguntar: em que mundo nós estamos? Um cara é ameaçado por uma bala, com certeza por rixa, e nem mesmo isso o tira do seu itinerário (que era a sua diversão). Comigo foi diferente, a bala não foi pra mim, mas logo em seguida fiz questão de fechar a sorveteria. Imaginem! Se essas pessoas não têm medo de bala, do que poderá temer? Um porrete que tenho atrás de uma máquina para me defender?

É a banalização da vida, isso aqui já foi muito bom, hoje é uma terra sem lei.

O que me revolta com tudo isso, é ver a popularidade de um presidente subir. Agora não entendo como, quais as explicações? Será que por causa do aumento da criminalidade? -Ele é bonzinho porque não pega no nosso pé, então vamos dizer que ele é bom também-.

Vai ficar impossível de se viver no Brasil. É verdade que a nossa economia vai bem, à custa de nosso bem estar. Não se investem mais em segurança. Tem cidade na Bahia que só tem o delegado como polícia, outras que só tem um soldado. Aqui em Valença eles dão tiros perto de uma festa onde estão alguns policiais. O que eles não fazem sem polícia?

Aposto que se estiverem lendo meu texto vão dizer assim: Conforme-se com isso, olhe o estado do Rio de Janeiro como está.

11 Respostas para A POPULARIDADE DO PRESIDENTE LULA AUMENTA JUNTO COM A CRIMINALIDADE

  1. André Queiroz outubro 18, 2009 às 10:18 am #

    Pelegrini,

    Você acha que o presidente vai abrir fogo contra a classe que mais o apoia, que é a maioria? Veja a segurança dos filhos deles.
    Um dia a gente pega essa raça!!!

  2. pelegrini outubro 18, 2009 às 11:13 am #

    Verdade André, é esse o povo que ele pisa, massacra e depois retribuem com o voto.

  3. campos outubro 19, 2009 às 12:08 am #

    Pelegrini,

    Gostaria de no meu primeiro comentário fazer algumas indagações acerca desse tema.
    Qual a principal causa do aumento da violência em nosso município? Quais os principais atores (responsaveis ou in) por esse aumento? Dados os fatos históricos, a partir de quando aconteceu de forma significativa esse aumento.
    No meu modo de ver as coisas, o ponto principal se dá pelo aumento da circulação de drogas, que tem sido o principal fator de desestruturação da família. Observamos um aumento significativo em várias localidades da cidade, inclusive na orla, que é um ponto principal de lazer.
    Para manter essa situação e em decorrencia muitos se armam e o vício provoca uma reação destruidora contra todos que forem contrários. E pela manutenção do tráfico o resultado é o aumento das mortes.
    Acredito que o problema é ainda maior, o sistema de justiça de nosso país é muito lento, o que contribui para a degradação das lotadas prisões, e para o aumento da criminalidade, já que não tem que por mínimo que seja uma regeneração de grande maioria dos presos. Acredito que se não houverem mudanças (acredito que sejam quase impossiveis, já que são inconstitucionais) e investimentos a situação sóirá piorar.
    Daí não acho que o porblema seja o Presidente, mas a conjuntura atual do país, no que tange a acessibilidade às drogas. E a popularidade existe pelo fato “até redundante” dele ser populista: transferência de renda, marketing positivo do governo e principalmente por ter no BC e Ministério da Fazenda, Meireles e Mantega, grandes planejadores que combateram com doses certas a crise, e não fossem esses fatores…

  4. visão politica 2012 outubro 19, 2009 às 8:31 am #

    isso é pelegrine a educação de cada pai de familia,os pais não podem bater, então a policia bate e os criminosos matam.

  5. pelegrini outubro 19, 2009 às 9:05 am #

    Caro Campos,

    Lula é o chefe majoritário da nação, e se o elegemos é porque achavamos que ele seria capaz de rersolver todas as questões do Brasil, inclusive da justiça lenta.

    Mas não é isso não Campos. O problema é que nenhum filho de bacana sofre com essas questões, eles são monitorados por seus seguranças 24 horas por dia, nem mesmo uma mosca é capaz de pousar sobre seus ombros.

    Note que no Rio de Janeiro depois que derrubaram um helicóptero da PM, logo eles trataram de resolver as questões. É só doer na ferida.

    Concordo com você quando diz que o problema é da nossa jústiça, mas o nosso presidente ainda não parou para tentar consertar a falha, justamente porque é um problema não o atinge ainda.

    Um abraço, e obrigado por seu comentário.

  6. campos outubro 19, 2009 às 9:34 am #

    Pelegrini,

    Não sou nem um pouco a favor de políticas populistas para manutenção do poder como acontece com o governo atual do Presidente Lula, e como outros tantos da America Latina, não acho também do ponto de vista social que o Brasil tenha avançado, basta ver educação, saúde.
    Porém acho exagero achar que um presidente república resolverá todas as questões do nosso país, não surgiu e não surgirá um com esse perfil, haja vista que os problemas são históricos, e essa elite que domina o país, a qual o Lula faz parte, é dividida principalmente em industriais e ruralistas, infelizmente sem essa “parceria” não existe governabilidade para qualquer que for eleito, é o modelo que é assim, a troca de interesses é clara e a corrupção uma certeza.
    Talvez um dia o povo, se for educado, faça uma revolução nos interesses desse país.
    Um abraço e ótima semana.

  7. pelegrini outubro 19, 2009 às 9:44 am #

    Ok Campos, mais uma vez obrigado pelo comentário.

    Ótima semana pra você também.

  8. Chicao outubro 21, 2009 às 11:20 pm #

    Já escrevi várias vezes que a sujeira aparece quando ela é investigada.

    Se não for investigada ela NÃO aparece.

    Depois de investigada, deveria ser julgada. Todos tem o direito de se defender.

    Se condenada, deveria ser punida.

    A justiça resolveu punir alguns juízes que devam sentenças erradas, beneficiando alguns espertinhos.

    Isto acontecia há décadas. Passava desapercebido. Não era notícia de jornal.

    Mas, EXISTIA.

    Era impunidade certa.

    Agora há riscos.

    Os safados querem evitar riscos.

    Quando há riscos e publicidade é porque está melhor para nós, cidadãos.

    O ruim é ficar escondido e impune.

    Leia a matéria abaixo:

    Ação sobe 259.900% e maçarico abre banco

    Conselho mira juízes que determinaram pagamentos de somas milionárias

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) intensificou a fiscalização sobre juízes que, durante plantões, determinavam a bancos ou empresas de grande porte que pagassem imediatamente somas milionárias. Auxiliares da Corregedoria Nacional de Justiça afirmam que esse problema foi encontrado em pelo menos cinco Estados – Piauí, Bahia, Amazonas, Tocantins e Mato Grosso -, dando a impressão de que existe uma espécie de crime organizado, um estelionato judiciário.

    Caso considerado exemplar pela corregedoria envolveu o banco Itaú. Segundo os inspetores, o valor inicial da ação, que era de R$ 5 mil, subiu para R$ 13 milhões depois dos cálculos feitos pelo próprio magistrado. O juiz determinou o depósito em espécie, num final de semana. Para providenciar o pagamento, foi usado um maçarico para abrir a porta do banco.

    PUNIÇÃO MÁXIMA

    Em outro caso, um juiz de Alagoas foi aposentado compulsoriamente pelo CNJ, em março, após ter determinado pagamento de R$ 63 milhões ao autor de uma ação contra a Eletrobrás. A aposentadoria compulsória – com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço – é punição administrativa máxima para um magistrado.

    A demissão, como ocorreria com qualquer brasileiro, não é aplicável aos juízes. Conselheiros do CNJ dizem que a legislação terá de mudar. Mas, para isso, o Congresso precisa alterar a Constituição.

    Em Goiás, uma juíza foi afastada após ser acusada de conceder liminar autorizando o levantamento de R$ 12 milhões contra a Petrobrás num processo que envolveu a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

    Para tentar inibir as milionárias sentenças dos finais de semana, o CNJ baixou em março resolução disciplinando os plantões na Justiça e deixando claro os assuntos que podem ser decididos por um juiz no plantão.

    De forma explícita, a resolução coloca limites à liberação de dinheiro: “As medidas de comprovada urgência que tenham por objeto o depósito de importância em dinheiro ou valores só poderão ser ordenadas por escrito pela autoridade judiciária competente e só serão executadas durante o expediente bancário por intermédio de servidor credenciado do juízo ou de outra autoridade por expressa e justificada delegação do juiz.”

  9. Chicao outubro 21, 2009 às 11:22 pm #

    Um dos grandes desafios de políticas públicas, é como montar um modelo federativo de articulação de políticas de educação entre União, Estados e Municípios.
    Esse é um dos grandes desafios de políticas públicas universalistas em país continental, pois há que se montar uma comunidade tal – como na Saúde – que garanta a continuidade das políticas independentemente das autoridades e dos partidos de plantão.

    Mas, segundo o Ministro da Educação Fernando Haddad, o setor de Educação conseguiu finalmente criar essa solidariedade.

    ***

    O primeiro passo foi a redefinição das políticas para o setor. Na gestão Paulo Renato, se utilizava a tese do “cobertor curto” para não atacar o problema das universidades públicas. Criou-se o falso mito de que todo investimento deveria ser apenas no ensino básico.

    O Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) destinava-se a apoiar apenas o ensino fundamental. O Fundef ampliou para o curso médio. As verbas saltaram de R$ 500 milhões para R$ 5 bilhões.

    Até então, o ensino médio não dispunha de livro didático, transporte e alimentação escolar. Até 2005, 7,8 milhões de alunos não recebiam livros didáticos.

    ***

    Hoje em dia, a Rede Federal de Educação Profissional, que estava em 130 municípios, chega em 350. As Universidades chegam a mais de 200. A Universidade Aberta do Brasil atinge 600 municípios em cursos à distância semi-presencial.

    As Universidades Federais já assumiram a incumbência de fornecerem educação continuada para os professores do ensino médio.

    Enfim, uma série de iniciativas que, aparentemente, rompeu com o modo tradicional de enxergar educação – por parte do próprio setor.

    ***

    O ponto central desse trabalho de coordenação é o Plano de Ações Articuladas, para a rede escolar – tanto estadual quanto municipal -, e o Plano de Desenvolvimento da Escola, para cada escola.

    Todo sistema está interligado pela Internet. São 5.890 municípios.

    O conjunto é monitorado pelo IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) que aplica provas em todo o país. A partir das provas, são identificados aquelas redes e escolas abaixo da média. Na última avaliação, foram 1.800 redes e 27 mil escolas.

    A partir daí, os gestores de educação são instados a preencherem relatórios, para que se possa ter um diagnóstico da sua região – tudo pela Internet. Nesse diagnóstico, são identificados seus problemas e a lista de itens financiáveis para sua escola.

    O MEC compatibiliza diagnóstico com demanda e passa a financiar um conjunto de ações. Todo o relacionamento se dá pela Internet. Consultores do MEC conversam com os gestores, trocam ideias, aconselham até se chegar às demandas necessárias.

    ***

    Esse monitoramento é amarrado às metas de qualidade. Em uma escala de 0 a 10, a média brasileira medida pelo IDEB estava em 3,5% em 2001. Agora, em 4,2. A meta é chegar em 6 (média dos países da OCDE) até 2022, ano do bicentenário da Independência.

    Importante: todas autoridades da área, na União, Estados e Municípios, subscreveram esse pacto.

  10. Chicao outubro 21, 2009 às 11:27 pm #

    Economista e aluno do Insper pesquisaram efeitos do projeto na economia dos municípios entre 2004 e 2006

    Fernando Dantas, RIO

    A expansão do valor total dos benefícios pagos pelo Bolsa-Família entre 2005 e 2006, de R$ 1,8 bilhão, provocou um crescimento adicional do PIB de R$ 43,1 bilhões, e receitas adicionais de impostos de R$ 12,6 bilhões. Esse ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa-Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.

    Essas estimativas estão num estudo recém concluído dos economistas Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), antigo Ibmec-São Paulo, e de Paulo Henrique Landim Junior, aluno da graduação do Insper.

    O objetivo do trabalho era investigar os efeitos do Bolsa-Família – que hoje atinge 12,9 milhões de famílias – na economia dos municípios. Os pesquisadores investigaram 5,5 mil municípios nos anos de 2004, 2005 e 2006. Os dados utilizados foram o PIB, a população e a arrecadação de tributos nos municípios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e os desembolsos do Bolsa-Família, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

    A partir dessa base, Menezes e Landim empregaram métodos estatísticos para calcular o impacto na economia municipal de aumentos dos repasses do programa per capita – os repasses divididos pela população do município (e não pelo número de beneficiários). A conclusão foi de que um aumento de 10% no repasse médio per capita do Bolsa-Família leva a uma ampliação de 0,6% no PIB municipal no ano em que ocorre a expansão e no seguinte.

    “O impacto pode parecer pequeno, mas quando analisamos os efeitos levando em conta os números absolutos do PIB, ele é bem grande”, diz Menezes.

    A magnitude do efeito do Bolsa-Família no PIB ficou a clara quando os pesquisadores fizeram o que chamaram de “análise de custo-benefício”, tomando os anos de 2005 e 2006. Entre os dois períodos, os repasses do programa subiram de R$ 5,7 bilhões para R$ 7,5 bilhões, num salto de R$ 1,8 bilhão, ou de 30,34%. O valor médio do repasse em 2006 foi de R$ 61,97 por família, e o porcentual da população beneficiada foi de 36,4%.

    Considerando-se a relação de 0,6% a mais de PIB para cada 10% a mais de Bolsa-Família, o aumento de 30,34% em 2006 significa um ganho no conjunto dos municípios – isto é, do País – de 1,82%. Aplicado ao PIB de 2006 de R$ 2,37 trilhões, chega-se ao PIB adicional de R$ 43,1 bilhões. Dessa forma, para cada R$ 0,04 de Bolsa-Família a mais, o ganho de PIB foi de R$ 1.

    Menezes fez cálculos adicionais, levando em conta que a distribuição do aumento do Bolsa-Família de 2005 para 2006 não foi homogênea entre todos os municípios brasileiros, e obteve resultados muito parecidos.

    Ele diz que aquele efeito explica-se pelo chamado “multiplicador keynesiano”, que faz com que um gasto adicional circule pela economia – de quem paga para quem recebe – várias vezes, aumentando a demanda bem mais do que o seu valor inicial.

    A análise dos dois economistas permitiu avaliar também o impacto dos aumentos de repasses do Bolsa-Família nos diferentes setores da economia municipal. O maior efeito foi encontrado na indústria – para cada 10% a mais de Bolsa-Família, o PIB industrial aumenta 0,81%. Nos serviços, o impacto foi de 0,19%, enquanto na agricultura não foi registrado efeito significativo.

    “É possível que a indústria tenha sido mais afetada por causa do aumento de consumo de energia elétrica, água, esgoto e gás das famílias pobres e extremamente pobres que recebem Bolsa-Família”, diz Menezes.

    No caso da arrecadação municipal, o estudo indica que um aumento de 10% nos repasses leva a um aumento médio de 1,36%. Levando-se em conta o total de impostos gerados nos municípios em 2006, de R$ 304,7 bilhões, concluiu-se que o aumento de 30,34% do Bolsa-Família provocou uma alta de 4,1% na arrecadação, ou R$ 12,6 bilhões.

    DO Jornal Oesp

  11. Mille outubro 22, 2009 às 2:27 am #

    Dá-lhe Luquinhas e Kadu! Jogando!

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