Caro governador e amigo Jacques Wagner.
Creio que a esta altura do campeonato você não lembra mais de mim. Perfeitamente compreensível, afinal, não possuo cargo eletivo e tampouco fico na porta da Governadoria pedindo favores. Esse esquecimento não me causa qualquer tipo de mágoa ou rancor.
Mas é por esta relação que um dia tivemos, desde os idos de 2001, que escrevo para você, numa tentativa clara de que você possa nos ajudar. Ajudar com o mesmo entusiasmo que você apresentava quando nos reuníamos em Itabuna, traçando as estratégias de sua primeira tentativa de alcançar o Governo do Estado, juntamente com o Deputado Geraldo Simões, Luis Sena, Davidson Magalhães, Wenceslau, entre outras lideranças.
A mesma garra apresentada em 2006, quando mais maduros, eu já membro do DCE da Universidade Estadual de Santa Cruz e filiado ao PCdoB, você com uma gama maior de aliados, sentávamos junto com Gasparetto que apresentava uma pesquisa, que só ele entendia, aonde aparecia NOSSA vitória no primeiro turno, o que se confirmou no primeiro domingo de outubro do mesmo ano, se repetindo 04 anos depois.
De lá pra cá a Bahia evoluiu bastante, e o que é melhor, de forma igualitária. Os investimentos e as oportunidades de emprego quase que triplicaram. As rodovias estaduais estão sendo recuperadas de forma, plagiando o presidente Lula, nunca antes vista na história desse Estado. As UPP’s baianas é uma grade sacada, deu um upgrade na segurança pública da cidade de São Salvador. E é aí que mora o problema caro amigo.
A Bahia não é só Salvador, quando se fala em Segurança Pública. Hoje Wagner, sou morador de Camamu, uma cidade que, antes pacata e pacífica, hoje tornou-se um terror. Faz medo sair às ruas. As pessoas e o comércio são vitimas de assaltos quase que diuturnamente. Os assassinatos a céu aberto são algo constante. Os moradores que antes dormiam de portas abertas, hoje se trancam em casa ao pôr do sol com medo da violência que impera.
E essa realidade não é diferente em outras cidades do interior do Estado. Itabuna, o local onde nos conhecemos, foi eleita a segunda cidade mais violenta do BRASIL. Valença, aqui na região do Baixo Sul, vive aterrorizada tal qual Camamu.
Falta policiamento. Os que têm são inoperantes e não demonstram a menor vontade em ajudar o cidadão. Tratam com descaso as solicitações feitas pelos moradores.
Os moradores, que antes eram felizes por morar no interior, hoje fazem o caminho contrário e rumam para a capital, pois lá se sentem mais seguros (quem diria????).
Meu pedido, Galego, com o perdão da intimidade, é muito simples:
Não deixe eu me arrepender dessa história e nem de ter votado em você por duas vezes. Lembre-se que no interior existem pessoas que também precisam de SEGURANÇA.
Um abraço fraterno do seu “amigo”…
André Luiz Maron – Presidente do PCdoB de Camamu/Bahia.
janeiro 9, 2026 às 4:28 pm Excelente texto! Mas, tem babacas que não entendem o que é soberania ou não…
Excelente texto! Mas, tem babacas que não entendem o que é soberania ou não querem entender! Esses imbecis são os…
Reflexão pertinente sobre um tema cada vez mais presente. Os avanços tecnológicos pedem análise cuidadosa, responsabilidade e diálogo.
Obrigado Jorge!
Boa noite falou a mais pura verdade estou contigo e não abro