Por Jorge da Silva Aguiar*
Andava deprimido e cético com relação à Política, sentindo saudades daquele tempo em que, no vigor da nossas juventudes, acreditávamos numa utopia que, se por um lado, tornou-se realidade e, a seu tempo, trouxe seus frutos, é verdade, apresenta-se hoje como um projeto esgotado, com poucas perspectivas cada vez mais remota de de ir além do que já foi feito, no que diz respeito à realização de avanços e conquistas e, por outro lado, com perspectivas cada vez maiores de uma degeneração do que aquilo que um dia o nosso tão amado partido representou. Penso que a fé, a crença e amor, muito mais que a pura ideologia nos impossibilitou de continuarmos adotando com o nosso partido a postura crítica que com ele aprendemos a adotar em relação aos absurdos cometidos no mundo da política, quando éramos nada, quando não passávamos de uma oposição com poucas chances de eleger sequer um vereador de interior, quanto mais um Presidente da República. O advento do poder touxe-nos a possibilidade de colocar em prática muito dos princípios históricos que defendíamos, o Partido cresceu, mas desgraçadamente, juntamente com o trigo, disseminou-se o joio e toda espécie de vicissitudes que terminaram a transformar os nossos sonhos em pesadelos. As disputas internas, os frequentes escândalos, do Mensalão aos desvios envolvendo a Petrobrás, dos conchavos políticos e alianças espúrias que terminaram por contaminar as nossas ingênuas pretensões de que o Partido não se corromperia. Neste ínterim, criticamos (e até demonizamos) alguns companheiros de luta que, talvez por terem uma noção mais clara dos rumos para os quais as coisas estavam se encaminhando, resolveram abrir mão de vantagens, posições, cargos, e privilégios e investirem no resgate dos sonhos que se tornaram inviáveis, dentro do barco petista, tendo a coragem e a ousadia de inventar novos caminhos, como foram os casos da combativa Heloísa Helena, do idealista Cristóvam Buarque, de Marina Silva e tantos outros…
E, acompanhando os últimos fatos ocorridos, dominado pela tristeza de um acidente que inviabilizou a candidatura daquele que, por muito tempo, fora um parceiro político nosso, é que ocorreu-me o pensamento de que nem tudo está perdido. Dizem que Deus escreve certo por linhas tortas, pois, quando o TSE , com o aval do Governo inviabilizou o registro da candidatura de Marina Silva, através da criação da “Rede” e quando a sua candidatura parecia definitivamente enterrada, eis que surge o imprevisto lhe é restituído, não apenas a possibilidade de sua sua candidatura como “cabeça de chapa”, mas agora em condições infinitamente melhoradas, tendo em vista o legado deixado por Eduardo Campos e, neste sentido, para mim que havia desistido de sonhar politicamente, este homem injetou nas minhas veias novo ânimo com a frase que proferiu em sua última entrevista, na véspera de sua partida: NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL.
E, como Cristão Católico, que sou, ocorreu-me meditar nas sábias palavras do Evangelho abaixo transcritas:
(Lucas 14: 11):
– Pois todo o que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado
(Mateus 20:16):
– Assim, pois, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos.
(Coríntios 12:10):
– Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco, é que sou forte.
“A Ficha Caiu”
*Professor e filósofo
João Pedro ,valeciano,autista com certeza vai representar muito bem o Baixo Sul ,ressaltando ,que os autistas devem ter sim um…
Pra cima nossa presidente!
Estamos juntos em qualquer dedicação que ela tiver
Essa tem meu total apoio!
Dr. José Raimundo deixa um legado de muito profissionalismo e dedicação na 5ª COORPIN. Sou testemunha do seu trabalho, principalmente…