Jeca Tatu e o Coronel do Cerrado estão procurando votos com uma lupa

A política brasileira ganhou uma nova dupla sertaneja. De um lado, Romeu Zema, o nosso Jeca Tatu das alterosas. Do outro, Ronaldo Caiado, o bravo Coronel do Cerrado. Os dois deixaram seus governos em março, arrumaram as malas e partiram em direção ao Palácio do Planalto, imaginando que o povo abriria alas para a passagem dos novos salvadores da pátria.

Jeca Tatu saiu de Minas se achando o bam-bam-bam. Deve ter pensado: “Se governei Minas, governo o Brasil até pelo WhatsApp”. Botou a botina, ensaiou o discurso e caiu na estrada. Só esqueceu de levar os eleitores.

Já o Coronel do Cerrado desceu do cavalo em Goiás e entrou na campanha presidencial com aquela valentia de quem chega à fazenda gritando:

— Abram a porteira, que o presidente está chegando!

Mas parece que a porteira emperrou.

Nas pesquisas, os dois continuam pequenos. No Datafolha divulgado nesta quinta-feira (3), Caiado apareceu com 4% e Zema com 2%. Melhoraram um tiquinho em relação ao famoso 1%, mas continuam precisando de lupa para encontrar os próprios votos.

E o mais engraçado é que os dois abandonaram antecipadamente governos importantes para percorrer o Brasil, participar de debates, gravar vídeos e dizer que estão preparados para governar o país. Preparados podem até estar. O problema é combinar com o eleitor.

Agora fica a pergunta: será que Jeca Tatu e o Coronel do Cerrado ainda vão crescer ou vão encolher mais um pouco? Porque, se caírem demais, daqui a pouco não vão precisar de palanque. Uma caixa de sapato resolve.

Também existe a possibilidade de união. Jeca Tatu poderia chamar o Coronel para uma conversa:

— Coronel, eu tenho 2%, o senhor tem 4%. Se juntarmos tudo, dá 6%!

E o Coronel responderia:

— Pode ser, Jeca! Se não der certo a gente forma a dupla sertaneja: Coronel do Cerrado e Jeca Tatu das alterosas.

Desse jeito, o sonho do Planalto pode terminar antes mesmo da chegada a Brasília. Jeca Tatu volta para Minas, o Coronel retorna ao Cerrado, e os dois ficam contando a história da eleição em que largaram o governo para procurar votos pelo Brasil.

Procuraram, procuraram… e até agora acharam quase nada.

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