Quando um presidente tenta apitar uma Copa do Mundo

Quem conhece um pouco de futebol sabe que cartão vermelho sempre foi uma das decisões mais sagradas de uma partida. Expulsou, está expulso. Cumpre suspensão e ponto final. Foi assim durante décadas.
Mas essa Copa do Mundo mostrou uma cena que, sinceramente, eu nunca imaginei ver.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump admitiu publicamente que ligou para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, pedindo a revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante americano Folarin Balogun.
Pouco depois, a entidade suspendeu a punição e liberou o jogador para atuar. A FIFA afirma que a decisão foi tomada por seus órgãos disciplinares, e não por influência do pedido de Trump. Quem acredita, aí?
Fica uma pergunta que incomoda qualquer amante do futebol: que imagem isso passa para o mundo?
A Copa do Mundo sempre foi tratada como uma competição em que todos deveriam ser iguais perante as regras. Se um jogador da Bélgica, do Brasil, da Argentina ou de Cabo Verde é expulso, cumpre suspensão.
Agora, quando surge a notícia de que o presidente do país-sede entrou em campo nos bastidores para defender um atleta da sua seleção, a sensação de igualdade fica seriamente abalada.
Pior ainda é ver um chefe de Estado comentar lances de arbitragem, criticar árbitros e participar de um episódio que deveria ser resolvido exclusivamente pelas regras do futebol.
Se hoje um presidente liga para pedir revisão de um cartão vermelho, amanhã vai pedir revisão de um pênalti? Depois de um impedimento? Onde isso vai parar? Agora é Presi/VAR?
O futebol sempre foi decidido dentro das quatro linhas. Quando a política começa a entrar no gramado, quem perde é o esporte.
A Copa do Mundo pertence aos torcedores, aos jogadores e à história do futebol. Não pode se transformar em palco para demonstrações de poder político, seja de quem for.
Porque, se as regras passam a depender da influência de quem ocupa o cargo mais poderoso de um país, o maior patrimônio do futebol, que é a credibilidade, começa a receber um cartão vermelho muito mais preocupante do que qualquer expulsão dentro de campo.







Moro em Valença desde 2000. Não conheço Marcos Medrado. Durante estes meses, menos de um ano de mandato, Marcos Medrado…
Só os cegos, idiotas, abestalhados acreditavam em festa de São Pedro. Até às bandeirolas de quinta (5°} divisão na Pça…
[…] medida confirma uma informação que já havia sido antecipada pelo Blog do Pelegrini em 22 de maio, quando publicamos…
Valeu, Eliezer, a satifação foi minha de viajar com um dos profissionais mais gabaritado da área.
Meu caro, Será que o povo vai prestigiar esses "eventos"?! Espero que tenha sucesso em cada bairro, que se valorize…