Vídeo vazio, narrativa cheia? A realidade do Morro não cabe em recorte de rede social (vídeo)

Morro na noite de 1º de maio, lotado, contrariando quem fez propaganda negativa
Circulou nas redes sociais um vídeo que tenta vender a ideia de um Morro de São Paulo vazio durante o feriado prolongado do 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Mas, como costuma acontecer nesse teatro digital de cortes bem escolhidos, a história contada não é exatamente a história real.
Buscando informações com quem vive o dia a dia do Morro, o cenário é outro: há movimento, sim. Pode até não estar no auge dos grandes picos, mas falar em “falta de turista” já entra no campo da imaginação, ou da conveniência.
E aqui vai um alerta, coletivo: quem insiste em pintar o Morro como destino em baixa dificilmente está ajudando o próprio quintal. Pelo contrário.
Narrativas negativas afastam visitantes, esfriam o comércio e criam um efeito dominó que ninguém do setor turístico deveria desejar. Falar mal do Morro é como apagar as luzes da própria vitrine e depois reclamar que ninguém entrou na loja.
Os dados, aliás, contam outra história. Relatórios da chamada Tarifa de Preservação e Uso do Patrimônio do Arquipélago Municipal (TUPA) indicam aumento no fluxo de visitantes em relação ao ano passado. Ou seja: o destino segue atraindo gente, segue vivo, segue relevante.
Agora, se há uma percepção de que o turista está gastando menos, aí a conversa muda de tom. Isso pode, sim, ser reflexo de um cenário mais amplo, uma espécie de maré econômica mais baixa que atinge o país inteiro.
Em tempos de aperto, o visitante até viaja, mas segura a carteira. Não é o Morro que perdeu encanto, é o bolso que ficou mais cauteloso.
E quando a noite chega, qualquer dúvida se dissolve. O Morro continua com aquele charme que não se fabrica: casais caminhando sem pressa, risadas soltas no ar, o romantismo que brota naturalmente entre o mar e as luzes suaves das ruas. Um cenário que não combina com abandono, mas sim com vida.
No fim, fica a reflexão: criticar é fácil, construir é que exige responsabilidade. E no turismo, palavra mal colocada tem efeito imediato.
O Morro não precisa de torcida contra, precisa de gente que entenda que promover é sempre melhor do que depreciar.
Porque enquanto alguns tentam vender um vazio que não existe, o Morro segue fazendo o que sempre fez: encantando quem chega.





Deputado Raimundo Costa....Qual o nome do seu sócio?? Confia em mim vai? Vc nuca me enganou, lhe aguardo em outubro…
É muito bom saber que podemos contar com um profissional deste gabarito em nosso município! Isso nos faz ter segurança…
Parabes Pele Muito boa esta reportagem e pertinente seria bom q chegasse até os gestores municipais!
concordo plenamente com sua pontuação sobre esta questão. eu nunca gostei de foguete nem bomba, por min não existiriam esse…
Um novo nome sempre bom