PT encolhe em Valença e abre espaço para adversários crescerem

Enquanto o Brasil se prepara para uma eleição decisiva, com disputa para presidente, governador, deputados e senadores, Valença parece viver em outro ritmo. Um ritmo lento, quase parado, como se nada estivesse em jogo.
E no centro dessa apatia está justamente quem deveria estar puxando o debate: o PT local.
O que chama atenção é que a própria crítica já não vem só de fora. Dentro do partido, o principal nome da sigla na cidade, Martiniano Costa, já expôs publicamente o problema. E quando a crítica vem de dentro, é porque a estrutura já não responde como deveria.
O PT governa a Bahia. Era esperado, no mínimo, um partido organizado, com base mobilizada e lideranças atuantes. Mas o que se vê em Valença é o oposto: um partido fechado, concentrado, que ao longo dos anos foi sendo controlado por um grupo restrito, sempre com as mesmas figuras orbitando o poder interno.
Resultado? Um partido que não se renova, não cresce e não dialoga.
Durante muito tempo, essa estrutura girou em torno de Martiniano. Hoje, mesmo com mudanças formais, a sensação é de que o controle continua nas mesmas mãos, ainda que nos bastidores. Indicações internas, decisões concentradas e pouca abertura para novas lideranças criaram um ambiente onde o partido deixou de ser coletivo para ser praticamente particular.
E partido que não oxigena… encolhe.
A militância que antes existia praticamente desapareceu. O engajamento virou lembrança. E o mais grave: não há reação.
Não se vê movimentação, não se vê articulação, não se vê presença nas ruas. Nem mesmo nas redes sociais, onde qualquer político minimamente atento marca território, há sinal de vida. É como se o partido tivesse entrado em modo silencioso justamente no momento em que mais deveria se fazer ouvir.
E política não perdoa vazio.
Esse cenário começa a produzir efeitos claros: grupos adversários, especialmente ligados a ACM Neto, já começam a enxergar oportunidade real de crescimento em Valença. Onde falta organização de um lado, sobra espaço para o outro avançar.
Não é que o adversário esteja fazendo algo extraordinário… é que encontra o caminho livre.
No fim das contas, a situação é simples e preocupante: um partido que já foi forte, hoje parece desarticulado, fechado em si mesmo e distante da realidade política da cidade.
E enquanto isso, Valença vai ficando fora do jogo grande, não por falta de importância, mas por falta de ação de quem deveria liderar.
Se houver reação, ainda há tempo. Mas, do jeito que está… o silêncio pode acabar falando mais alto que qualquer discurso.





Espero que quando for a Valença possa ver a linda praia do Guaibim sem precisar sair do carro . Como…
Jamais esqueceremos !!! Ficará na história
João Pedro ,valeciano,autista com certeza vai representar muito bem o Baixo Sul ,ressaltando ,que os autistas devem ter sim um…
Pra cima nossa presidente!
Estamos juntos em qualquer dedicação que ela tiver